É tempo de refletir sobre o significado de COMPAIXÃO, TOLERÂNCIA, RESILIÊNCIA

Amigos e amigas,

Que tal aproveitarmos esta época para nos aprofundarmos e, assim, introjetarmos\assimilarmos um pouco mais o significado destas doces e gentis palavras que inspiram a toos, de todas as crenças: compaixão, amor, tolerância, resiliêcia...

Acredito que seja uma época única para exercitar e aprender um pouco mais, levando para o restante do ano, no dia a dia, este aprendizado.

Algumas referências para nos inpirar na reflexão

Cartilha Cultura de Paz
http://www.palasathena.org.br/files/Cartilha_CulturaDePaz.pdf


Tolerância
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina e Antônio Villeroy

Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo

O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento

Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente

Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois

Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar

Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei

Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar

Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero

Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero

É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo

E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar

Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar

Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei

Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar

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Compaixão,tolerância, sentimentos que semrpe devem ser lembrados, legal.
Aproveito pra dirimir uma duvida: tenho ouvido essa palavra, mas acho que deve ser anglicismo, nao conhecia: resiliência, o que é?
Também não entendi o sentido em que ela foi empregada. Em física, resiliência seria mais ou menos o contrário de flexibilidade. É a propriedade que tem um metal ou qualquer elemento de resistir elasticamente aos impactos. Ou seja: como um índice de contração das moléculas. Aí, deve ter um significado mais abstrato. Eu também gostaria de saber.
Cida, se voce me permite, vai um copia e cola aí prá Beth e Eurípedes. Acho que o texto se refere a resiliência no: 3 Figurativo. Abraços a todos.

(re.si.li:ên.ci:a) sf.
1 Fís. Propriedade de um material retornar à forma ou posição original depois de cessar a tensão incidente sobre o mesmo, determinada pela quantidade de energia devolvida após a deformação elástica, ger. medida em percentual da energia recuperada que fornece informações sobre a elasticidade do material.
2 P.ext. Ecol. Capacidade de um ecossistema retornar à condição original de equilíbrio após suportar alterações ou perturbações ambientais.
3 Fig. Habilidade que uma pessoa desenvolve para resistir, lidar e reagir de modo positivo em situações adversas.

[F.: Do lat. resilientia, part. pres. de resilire.]
Exatamente o que pensei, Sergio. Um sentido mais abstrato. Eu conhecia a palavra, por meio de conhecimento das propriedades dos materiais odontológicos.
É o que acontece com o bambu.
cida, sempre é hora de sermos justos, generosos. e sermos rebeldes. e irmos à luta! e praticarmos o exercício da justa indignação.

vou te dizer uma coisa: não gosto da palavra, ou do sentimento de tolerância, compaixão. sabe porque? aliás, já arranhamos este assunto no chat, lembra?

porque passa a idéia de que o outro, aquele a quem devotamos tal sentimento, é um ser diferente de mim, quando não o é. Eu gosto do conceito de alteridade, deste reconhecimento de que somos iguais em nossa humanidade, e que as diferenças, se socialmente impostas, tem que ser abolidas.

se me coloco em um lugar que me dá o direito da compaixão, da tolerância, é porque meu lugar é privilegiado. o outro, eu acredito, não quer de mim compaixão, ele quer cumplicidade na luta; ele não quer tolerância, ele quer de mim comprometimento com lutas que eliminem as desigualdades e que estabeleçam o direito de participar do usufruto dos bens que ele ajuda a produzir e que a sociedade dele usurpa o direito de usufruir.

por isto, a alteridade (colo aqui dois trechinhos que copiei da wikipedia):

A “noção de outro ressalta que a diferença constitui a vida social, à medida que esta efetiva-se através das dinâmicas das relações sociais. Assim sendo, a diferença é, simultaneamente, a base da vida social e fonte permanente de tensão e conflito” (G. Velho, 1996:10)

“A experiência da alteridade (e a elaboração dessa experiência) leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos ‘evidente’. Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de ‘natural’. Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única.” (F. Laplantine, 2000:21)
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alteridade

ou seja, cida: nada é simples e muitas vezes sermos intolerantes é uma boa pedida. intolerantes com a intolerância! rebeldes contra as injustiças!
Penso exatamente que estas palavras circulam nos cartões de boas festas à rodo. E é sempre muito importante pensarmos sobre elas, para escolhermos as melhores palavras para significar nossos atos.

Alteridade é uma boa palavra. Resiliência é outra. Sobre esta última, reproduzo a quarta capa do livro Memórias de um Espantalho - Martins Fontes, de Boris Cyrulnik, que estou lendo e que é exatamente sobre resiliência:

"Diante da perda, da adversidade e do sofrimento que defrontamos um dia ou outro na nossa vida, várias estratégias são possíveis: podemos nos entregar ao sofrimento e fazer uma carreira de vítima, ou fazer alguma coisa com o sofrimento para transcendê-lo.

"A resiliência não é, absolutamente, uma história de sucesso, é a história da briga de uma criança empurrada para a morte que inventa uma estratégia para voltar à vida: não é o fracasso anunciado desde o começo do filme, é o desenrolar imprevisível, com soluções surpreendentes, muitas vezes romanescas."

Um outro trecho:
"Num contexto de sofrimento, qualquer pequeno sinal de humanidade é superinvestido porque faz nascer a esperança que ajuda a suportar as circunstâncias adversas. A hostilidade do mundo deixa de ser implacável, uma luzinha acaba de ascender."
Grande Cida! Só tenho que agradecer. Vivendo é que se aprende e saber não ocupa lugar. Foram 45 anos acreditando em apenas uma das acepções de uma palavra, que afinal, como disse o Serjio, são no mínimo três.Obrigado por mais essa lição. De uma vez, passei mais de trinta anos, achando que uma música, só porque falava em pastorinhas, era de Ataulfo Alves e no entanto era do Noel. Nunca li Boris Cirulnik, mas vou procurar.
Exatamene Eurípedes! Esta palavra é mágica!

:-)
Luzete e amigos, eu gosto de todas estas palavras porque, para mim, são como recursos que tenho num bolso secreto e, quando necessito, saco para lidar com as pessoas, de igual pra igual. Cada situação exige uma interação ou o silêncio, ou a assertividade.

O outro está lá: inteiro e inteira. A cada contato uma descoberta para minha vida. Às vezes ouvindo, às vezes tolerando os meus próprios sentimentos em relação ao outro ou vice-versa. Já disse o poeta: Viver não é preciso.

Coexistir é uma experiência. E esta experiência fica mais intensa e interessante quando dominamos a linguagem, pelo menos a nossa, quando sabemos o impacto que provocamos no outro, principalmente quando queremos obter o universo que o outro tem a nos oferecer.
Uma coisinha sobre a Compaixão, na concepção budista:
"A Mente dotada de Compaixão pelos outros seres, tem o poder de propiciar Sabedoria para quem não a tem. "
Principalmente para o sujeito que exercita a compaixão, disso eu gosto.
Exatamente Elizabeth. O sujeito que exercita a compaixão vai entender um pouco melhor as suas próprias dicotomias, suas próprias limitações e, quando se deparar com outra pessoa, vai ter condição de oferecer a sua complexidade para lidar com a complexidade do outro. De igual para igual, pois ambos são Budas, dentro desta concepção.

Gosto da regra de platina: fazer aos outros o que eles gostariam que você fizesse com eles.

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