EMPRESAS ESTATAIS x PRIVATIZAÇÕES: O QUE TEMOS A VER COM ISTO?

Os reformistas (e também alguns cidadãos que se enxergam como sendo de esquerda, mas cujo discernimento político deixa a desejar...) fizeram enorme alarde a respeito de um dossiê de denúncias eleitoreiras transformado em livro.

Agora, os direitistas contra-atacam questionando a privatização de aeroportos.

Então, vamos combinar: um seguidor de Marx ou Proudhon só pode considerar defensáveis as empresas estatais QUE SEJAM GERIDAS POR CONSELHOS DE TRABALHADORES E ESTEJAM PRIORIZANDO AS NECESSIDADES  E INTERESSES DO POVO.

As que existem, tanto dá que estejam nas mãos do estado burguês ou de capitalistas. Ao povo é que não pertencem. E o povo não tem motivo nenhum para defender um bem que não é nem jamais foi seu.

 

[As voltas que o mundo dá: bem no comecinho da campanha presidencial de 1989, entrevistei o Lula e lhe fiz a mesmíssima objeção acima. Ele respondeu que não pretendia deixar as estatais como estavam, mas sim colocá-las sob a direção de conselhos de funcionários. Parece que em 2002 ele já mudara de idéia. Eu não mudei.]

Vamos parar de perder tempo com essas tolices e voltar ao que realmente importa: o imperativo de substituirmos o capitalismo por um regime cujos pilares sejam a justiça social e a liberdade.

Repito pela enésima vez: O CAPITALISMO, NO ATUAL ESTADO DE PERVERSIDADE E PUTREFAÇÃO, NÃO PODE SER REDIMIDO NEM TER SUA MALIGNIDADE ATENUADA

Ou nos livramos dele, ou ele nos destruirá a todos, dando fim à espécie humana.

Precisa de coveiros que o enterrem de uma vez por todas, não de enfermeiros que lhe apliquem esparadrapos.

É simples assim. 

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Celso

Empresas estatais dentro de uma lógica capitalista e dentro de um sistema capitalista mesmo sendo geridas por conselho de trabalhadores não são viáveis, não estou falando sobre a acumulação necessária da mais-valia para que estas sejam "competitivas", há outro fator que se pouco fala, o fator humano. Imagine como se sentiria o diretor-presidente desta empresa ganhando quase mesmo do que um operário. Isto só é viável num sistema socialista.

A única vantagem que vejo em empresas estatais como a Petrobrás é não permitir que as decisões maiores sejam tomadas no exterior sem pensar nos interesses nacionais. Tomo por exemplo a retomada da indústria naval produzida pela Petrobrás por determinação do Presidente da República. Também tomo por exemplo a obrigação desta em comparar de fornecedores brasileiros. Se poderia dizer, mas tanto a indústria naval como os demais fornecedores são capitalistas, entretanto suas fábricas seus empregos e mais do que isto a possibilidade de um dia isto ser utilizado em pró do povo brasileiro.

Como conclusão digo que um parque industrial nacional nos dá chance de evoluirmos politicamente na direção de uma sociedade mais justa (não estou falando com uma mentalidade reformista, que a existência dessa indústria seria o fim e não o meio).

Posso dar um contra-exemplo que não vejo nenhum comentário sobre ele, Cuba era um fornecedor de matéria prima (açúcar) a União Soviética, e a União Soviética uma fornecedora de bens manufaturados, com o fim da política de trocas privilegiada, Cuba não possuía uma indústria de porte que permitisse a manutenção de qualquer setor. Foi um erro do Comandante que neste ponto parece nunca ter lido algo sobre relação de trocas e valor agregado na produção (o que não é verdade).

Só falta um coisa nesse raciocínio: as instruçoes para enterrar o capitalismo... Quem tem força para tal? Nao adianta dizer que, em tese, os trabalhadores têm. Em tese eles realmente têm, mas nao sabem disso, nao parecem estar se organizando para isso, estao mais preocupados em comprar i-pads e ver a Globo... 

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