Caros

Aos pessimistas de plantão, vai ai uma reportagem sobre o gás de xisto que vem sendo explorados na Pensilvânia EUA.

Como sempre disse, novas alternativas aparecerão para manter as necessidades energéticas mundiais.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,exploracao-d...

Abraços

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Respostas a este tópico

Sebastião, meu caro, como diz o ditado, há muitos coelhos neste mato. Pensei escrever algo sobre isto, porém precisaria uns dois dias para tanto, pois há muita confusão proposital sobre o assunto, começa nas definições de shale oil, oil shale (que não é a mesma coisa) e no tight gas e tight oil.

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Geralmente as pessoas utilizam como sinônimos muitos dos termos acima, porém não o são.

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Além do erro na diferença dos termos e no tipo de reservatório, custo de extração, e o pior, avaliação das reservas, há uma verdadeira barafunda de quem escreve sobre o assunto, se juntarmos a tudo isto as "tar sand" aí vai tudo para o espaço.

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Outro problema é a definição do que é reserva é muito elástico e várias pessoas confundem esta com os recursos. Recurso é o que há e reserva é o que é possível extrair do recurso.

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Também há uma discussão sobre a exportação de gás pelos USA, eles querem limitar a 3% do seu consumo interno para não encarecer o gás no seu mercado e as indústrias locais não perderem competitividade.

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Há muitos problemas e muitas coisas não resolvidas, não devemos nos precipitar.

Sebastião, leia uma reportagem assinada pelo JOSÉ GOLDEMBERG no Estadão, apesar de não concordar em muitas coisas que o Goldenberg escreve, acho que no caso desta concordo em 100%

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gas-de-xisto-uma-nova-r...

Gostaria de sublinhar o que o presidente da Gazprom declarou sobre a revolução do gás de xisto:

Outro problema que lança dúvidas sobre a realidade de uma revolução na área de gás, causada pelo uso de gás de xisto, é que a produção de cada poço não deve ultrapassar 15 ou 20 anos. Se esse for realmente o caso, não estamos de fato diante de uma "revolução", mas talvez de uma "bem organizada campanha de relações públicas"

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O que ele disse é baseado em dados concretos de produção dos poços e não em especulação.

Se tiveres paciência é só olhar a produtividade dos poços da Pensilvânia (dados oficiais), tomando a média os poços durariam 7,5 anos sendo que a produtividade de cada poço diminui em 60% nos dois primeiros anos. http://www.marcellus-shale.us/Marcellus-production.htm

Caro Rogério

Li os sites por você recomendados. Apesar dos pesares, admitindo a reduzida vida útil dos poços de gás a partir do xisto, há de concordar que mesmo assim, aliviaria a pressão sobre o consumo do petróleo, retardando as explorações mais complicadas assim como o nosso pre-sal.

Como disse outro dia, estavam discutindo o que fazer com os recursos do pre-sal, o ovo ainda nem saiu do fiofó da galinha, e se esse gás de xisto aliviar a pressão sobre as necessidades de petróleo mundial, o nosso pre-sal será postergado.

Gosto de suas colocações pois você alem de emitir sua opinião, demonstra a fonte das informações.

abraços

 

Sebastião,

Isto ainda é relativamente novo, a tecnologia terá ainda muitos problemas a enfrentar, mas concordo que o nosso pre-sal está ainda em condições bem piores, visto que segundo informações correntes no meio energético ainda não existe a tecnologia apropriada para a prospecção em tão elevada profundidade.

Mesmo que ocorra esta evolução nos EUA, ainda vejo com otimismo o caso brasileiro, porque assim sendo, nossas reservas durarão mais tempo. Embora possa crescer as exigências com a forma de exploração do petróleo.

Falou...

Cristovam, talvez os teus informantes "correntes no meio energético" não estejam bem informados, pois a Petrobrás vem pesquisando através de ensaios e modelos matemáticos há mais de doze anos como trabalhar com o pré sal.

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Há doze anos presenciei a entrega de um prêmio a um laboratório de uma grande universidade brasileira que foi reformado e nele foram feitos ensaios e produzidos programas sobre o comportamento da camada de sal durante a sua perfuração. Este estudo havia sido encomendado a mais de 14 anos.

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Logo este besteirol que a Petrobrás não tem tecnologia para operar o pré-sal é uma IMENSA BOBAGEM E UMA TOTAL FALTA DE CONHECIMENTO.

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No ramo de petróleo, assim como outros setores de ponta, quando se desenvolve uma dada tecnologia não se fica propagandeando os detalhes e até coisas bem mais amplas. Pois isto é um diferencial competitivo.

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Eu diria que a exploração e conhecimento da vida útil desses reservatórios de "gás de xisto" está tão atrasada como a exploração do pré sal, a única diferença é que os investimentos são bem menores assim como os impactos ambientais são bem maiores.

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