ESPANHA QUER QUE DESEMPREGADOS DE LÁ VENHAM TIRAR EMPREGOS DOS BRASILEIROS

BRASIL 247

Beija-mão real escondeu propostas indecentes


ALÉM DA SUGESTÃO PARA QUE O BANCO DO BRASIL COMPRASSE 10% DO SANTANDER, AJUDANDO A CAPITALIZAR A INSTITUIÇÃO QUE SOFRE PERDAS COM O MERCADO IMOBILIÁRIO NA ESPANHA, A TELEFÔNICA QUER COMBATER O DESEMPREGO EM SEU PAÍS DE ORIGEM TRANSFERINDO TRABALHADORES PARA CÁ; DILMA NÃO DEVE TOPAR

 

07 de Junho de 2012 às 09:44

247 – Quando um rei se curva e vem ao Brasil de pires na mão, como foi o caso de Juan Carlos, nesta semana, convém desconfiar. A Espanha, como se sabe, vive uma das maiores crises de sua história. O desemprego supera 20%, os bancos necessitam de 90 bilhões de euros e o Banco Central Europeu tenta convencer o país a receber ajuda financeira.

Foi nesse contexto que Juan Carlos foi recebido por Dilma Rousseff, rodeado por uma comitiva de empresários. E as propostas apresentadas foram, quase todas, indecentes. O Santander, como se sabe, quer vender 10% de suas ações ao Banco do Brasil (leia aqui). Assim, o Tesouro Nacional brasileiro se tornaria sócio minoritário do banqueiro Emílio Botín, que se curvou diante de Dilma como um soberano diante de uma rainha. Ao que tudo indica, o governo brasileiro vetou a proposta.

Mais indecente foi o pedido apresentado pelo presidente do grupo Telefônica, Cesar Alierta, que também fazia parte da comitiva do rei Juan Carlos. Controlador da operadora espanhola, que também assumiu o comando da Vivo, Alierta pediu a Dilma para facilitar a concessão de vistos a trabalhadores espanhóis. Como a Telefônica pretende cortar 6 mil empregos na Espanha, uma das soluções, para evitar um impacto muito negativo em seu país de origem, seria transferir essas pessoas para cá, substituindo funcionários brasileiros.

Segundo informa a jornalista Karla Mendes, que escreveu, de Madri, para o Estado de S. Paulo, a Telefônica pretende aproveitar a disposição do governo brasileiro para flexibilizar vistos para estrangeiros “nos casos em que não houver mão de obra com a referida qualificação no Brasil”. Mas será mesmo que há algo que os espanhóis saibam fazer que não se encontre no Brasil?

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Respostas a este tópico

Haja cara de pau!!! E o que não está suficientemente claro na notícia é que os 10% oferecidos são do Santander da Espanha... Afinal, no Brasil, o Santander apresenta a melhor rentabilidade obtida nas suas operações fora da Espanha.

Clap, clap, clap! 

Fico indignada com essas sugestoes de mandarem trabalhadores para o Brasil (outro dia, segundo o blog mae, foi alguém dos EUA que sugeriu isso). Sou anarquista, universalista, em princípio favorável à livre circulaçao dos trabalhadores. DESDE QUE HAJA RECIPROCIDADE. Esses países, em especial, criaram enormes barreiras contra trabalhadores brasileiros. Agora, que estao em crise, querem mandar trabalhadores para cá? 

Pois que mandem cientistas, e de áreas que estejam sendo necessárias aqui, e nao só para Rio/Sao Paulo, mas para as regioes Norte/ Nordeste/ Centro-Oeste. 

Nada de "gerentes" de fora. Nem precisamos de técnicos de telefonia, aqui os há em número suficiente. 

Mas aí cabe aos ministérios fazerem listas dos profissionais desejados e espalhar isso pelos consulados. O Canadá e a Austrália sempre fazem isso. O Japão também (por exemplo, recentemente, fecharam a entrada para várias profissões mas mantiveram o ingresso de enfermeiros pelo déficit lá nessa profissão.)

A gente pode não saber precisar exatamente o quê falta, mas que tem muita coisa que falta, falta. Boa parte desses serviços que são caros no Brasil, como internet, medicina de ponta e logística, o devem ser por atraso na incorporação de tecnologias. 

Nesses termos, concordo. Ou seja, SÓ QUANDO FALTEM PROFISSIONAIS EQUIVALENTES OU FORMÁVEIS A CURTO PRAZO AQUI, e SÓ PARA OS ESTADOS EM QUE ELES SEJAM MAIS NECESSÁRIOS. 

Quanto à pergunta final, os espanhóis não digo, mas os coreanos sim. Nossas comunicações são péssimas, em particular a banda larga. TEM que existir um jeito de melhorar isso!

Onde moro é monopólio da Telefônica/Vivo pra tudo (inclusive celular e 3 G, além de speedy e telefone, em função de serem necessárias antenas para esses serviços e pelo desinteresse de Net/Virtua cabearem.) Não é bom isso. Mas, pelo menos, observei nos últimos meses uma nítida melhora na qualidade do atendimento e queda nos preços. Se ainda é monopólio, só pode ser por receio que alguém se instale por aqui (região limite oeste da RMSP)

Gunter, há bastante técnicos de telecomunicaçoes aqui, a Embratel era um ótimo centro de formaçao. O que nao há é interesse por parte das empresas exploradoras de melhorar o serviço... 

E coreanos sao PÉSSIMOS PATROES, que o diga quem trabalha na LG. Eu seria favorável à vinda de técnicos coreanos, mas nao associado a empresas coreanas... 

Sim, as empresas coreanas têm péssima fama. Mas nosso MinCom deveria buscar o melhor como referência, nem que seja pra copiar. Nossa internet é das mais caras e lentas do mundo, a da Coreia é das mais baratas, rápidas e universais. No mínimo alguém do MinCom devia ir lá fazer um estágio ou pesquisa.

Estou achando o Brasil muito fechado. Até nossa arquitetura se revela conservadora.

A economia cresceu de 2004 a 2011 a custas de concessão de crédito (no Brasil quase não havia crédito a consumidor ou imobiliário) e absorção de desempregados (eram quase 13% no auge da crise de 1997-2003, agora são 5 ou 6%) mas não está se desenvolvendo propriamente falando.

Acho que a agropecuária sim, esta está reduzindo a defasagem com os países desenvolvidos, mas não vai fornecer todos os empregos que queremos, afinal, quando a agricultura se mecaniza desemprega...

Gunter, as empresas querem só lucros. Nao é por falta de trabalhadores eficientes que as telecomunicaçoes aqui sao caras e ruins. Para melhorar isso, melhor seria a Anatel funcionar de verdade. 

do brasil247: "...

Essa Espanha de hoje é completamente daquela que, nos anos 90, fez a feira na América Latina. Nos processos de privatização do continente, os espanhóis foram os grandes compradores. O Santander levou o Banespa, a Telefônica adquiriu a Telesp e, mais recentemente, a Vivo, enquanto a Iberdrola levou vários ativos na área de energia.

Esta última empresa, que era sócia da Neoenergia, já fez as malas e anunciou sua intenção de ir embora do País. O Santander, que fez um IPO no Brasil prometendo usar os recursos em investimentos na sua rede nacional, drenou recursos para a Espanha e, na semana passada, apresentou uma proposta indecente à presidente Dilma: a de que o Banco do Brasil, controlado pelo Tesouro Nacional, compre 10% do banco e se torne sócio da crise imobiliária espanhola.

Nada, no entanto, foi tão esdrúxulo quanto o pedido feito pela Telefônica. Cesar Alierta, presidente mundial da companhia, quer que o governo brasileiro facilite a entrada de espanhóis, uma vez que a empresa precisa cortar 6 mil empregos em sua matriz. A alegação é de que seria mão de obra qualificada, não encontrável no Brasil.

Erros da privatização?

Na privatização das telecomunicações, em 1998, havia uma corrente que defendia o controle nacional do setor. Prevaleceu o argumento de que isso não era “moderno” e o Brasil permitiu que ativos importantes passassem a ser controlados por italianos, espanhóis e mexicanos. Hoje, o Brasil tem um dos sistemas de telefonia mais caros e ineficientes do mundo. Há monopólios privados na telefonia fixa, o sinal das empresas de telefonia celular é cada vez pior e a chamada banda larga é de má qualidade e não chega a toda a população.

Prova inconteste de que aqueles que fizeram a feira na privatização talvez não estejam mais tão dispostos a investir. Não é chegada a hora de buscar um novo modelo?"

Um título complicado, é o que se ouve na Europa e costuma-se chamar xenofobia. 

Porém, a proposta é absurda, porque é ilegal há décadas. 

Acho que a medida de flexibilizar vistos, com o pretexto dito, é razoável, cria um filtro para exageros. Não resolve na prática, já está cheio de empregados estrangeiros com vistos temporários, com altos salários, especialmente norte-americanos, e a grana some do país. Ao contrário da China, onde novas indústrias são admitidas, sob a condição de oferecer empregos aos nacionais, chega a 100 mil o quantitativo exigido. Criaremos problemas com a clandestinidade, bolivianos e africanos, haitianos?

A exigência de reciprocidade nesse momento é complicado, os brasileiros no exterior estão voltando em massa, de todos os lugares, de Londres saem como abelhas, incrível, com a mesma cara de pau de quando saíram daqui. 

A história da imigração no Brasil tem um lado luminoso, que não devemos perder, é uma delícia conviver com estrangeiros ao longo do tempo e viver na massa misturada, virada cultural. Há um lado obscuro, italianos vieram para o país para substituir escravos na lavoura, o que provocaram se sabe, portugueses foram os primeiros operários fluminenses, controlavam sindicatos, hoje são donos , os de Gal, das maiores companhias imobiliárias. Destruíram irremediavelmente Salvador e estão tentando tomar o Rio, especialmente as favelas, compram imóveis como doidos, expulsam os moradores de aluguel, impedem a construção de imóveis mais modestos, tudo é luxo só, indecoroso, como aqui em Sampa. Toda a hotelaria está nas mãos dos espanhóis que não assinam carteira de brasileiros NUNCA. É um corporativismo tão consolidado que os donos do Bateau Mouche se deram bem. Os do sul organizaram repetidamente a separação do país.

Ainda assim, vencemos todos os obstáculos contra patriotadas e estrangeirices bizarras. Espero que não cresçamos para ficar com a cara de besta dos europeus. Viajo a trabalho com muita frequência, há muitos anos, e...

Uma saída seria uma aproximação intensiva com os latinos, programas de educação, treinamento,  especialização, em conjunto, força tarefa de trocas. Por que não programas de estatização para valer em conjunto, economia sustentável e abandono desses sonhos de grandeza sem lastro cultural? Telecomunicações é questão de segurança, a única importante. Sem coragem, fica essa touperice e o risco de emburacar em coisas perigosas. Canoas furadas, especialmente para quem cresce com o fermento das commodities. Ou compremos muiraquitãs para proteger o popular, porque o país já, digamos quase, dançou, insanamente dançou à revelia de  políticos e governos.    

Temos que fiscalizar os governantes inclusive a nossa presidenta Dilma para não permitir tamanha besteira e irresponsabilidade, pois, se acontecer qualquer concessão nesse sentido, a próxima vai ser nos expulsar para dar lugar aos gringos, isso não pode acontecer, PT

Nós estamos precisando técnicos em várias áreas, porém precisamos primeiro definir quais as áreas, quais as capacitações dos mesmos e por fim quem emigra são pessoas e não empresas.

Se houver espanhóis qualificados dentro das nossas necessidades (e existem!) poderemos abrir para estes, mas nunca podemos simplesmente aliviar empresas que quando entraram no país através das privatarias tucanas, não deram a mínima para o emprego de brasileiros.

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