Publicação do Arquivo Público do Estado discute sobre a    história do fascismo, racismo e intolerância desde a Itália até o regime ditatorial no Brasil   .   Obra    é co-editada pela Edusp, Arquivo Público e Imprensa Oficial.

 

 

Em tempos que a população brasileira mais jovem nasceu sob o regime democrático, tão recente na América Latina, e não conheceu os regimes autoritários,  “Tempos de Fascismo: Ideologia, Intolerância, Imaginário”  passa a ser uma importante contribuição para a divulgação da memória, e porque não dizer, da trajetória de fatores como o racismo e a intolerância, valores ainda tão presentes em nossa sociedade.

 

A função desta obra é oferecer ao público leitor estudos desenvolvidos por especialistas que, anualmente, se encontram para divulgar suas pesquisas e debater sobre a história e historiografia do fascismo.  “Tempos de Fascismo: Ideologia, Intolerância, Imaginário”  traz ensaios acadêmicos apresentados nos    Seminários sobre Fascismo    entre os anos de 2005 e 2008, e a ata do  Seminário II – Intolerância em Tempos de Fascismo    , evento realizado na USP entre 21 e 23 de novembro de 2006. Esta obra cumpre com o compromisso da publicação de todos os trabalhos apresentados em São Paulo, que expressam a dimensão multidisciplinar deste encontro que recebeu especialistas de vários países (Bélgica, Itália, Israel, Portugal e Brasil).

 

Nela, o fascismo, o racismo e a intolerância são examinados sob diversos pontos de vista dadas as experiências particulares em países da Europa e da América Latina. Análises são feitas desde o totalitarismo na Itália, que serviu de modelo para o fascismo a nível internacional até os regimes autoritários lusitano e brasileiro, que fizeram do corporativismo um de seus eixos, construindo estratégias de controle social e organização do consenso.

 

O livro é dividido em quatro partes, sendo que a primeira, teórica, intitulada de “A Negação da Diferença”, oferece os fundamentos necessários para desenvolver um pensamento crítico; a segunda, “O Estado Novo Salazarista e os Inimigos do Regime”, discute as fórmulas de ação cultural e de propaganda política alardeadas pelo regime lusitano; a terceira, “O Estado Fascista Italiano: Intolerância, Repressão e Controle Social”, trata das suas ações sobre a vida privada, pública e política, o controle da História, o racismo e seus reflexos no rádio e na imprensa, aspectos importantes entre as duas guerras mundiais, e ainda traz um texto a respeito dos circuitos do antifascismo anarquista feminino; e a quarta parte, “Vozes da Intolerância” vai discorrer sobre o fascismo à brasileira, influências sobre o samba, a expulsão de judeus durante o governo autoritário de Vargas, entre outros temas.

 

Os autores fazem reflexões quanto à violência do regime, formas de domínio, o racismo e/ou o antissemitismo como instrumento para reforço do poder, impondo-se como elemento de controle da opinião pública por um turbilhão de propagandas. São discutidas as relações entre a intolerância e o mundo da cultura (artes plásticas, música e literatura), além de resgatar algumas vozes antifascistas do esquecimento, assim como antigos movimentos em prol da democracia.

 

O projeto é organizado pela historiadora, professora do Departamento de História da USP e coordenadora do Proin (Projeto Integrado do Arquivo Público do Estado, Universidade do São Paulo, temático Fapesp),    Maria Luiza Tucci Carneiro,    e pelo doutor em História Contemporânea pela Universidade de Gênova,    Frederico Croci    . Maria Luiza Tucci Carneiro tem como principais temas de pesquisa a questão dos direitos humanos, da intolerância aos grupos étnicos, o antissemitismo no Brasil, a censura às ideias políticas, a imigração judaica, o drama vivenciado pelos judeus refugiados no nazismo, e o Holocausto. Frederico Croci é professor visitante junto ao Departamento de Letras Modernas da USP na área de Língua e Literatura Italiana e pesquisador sênior do Proin.

 

Outros pesquisadores renomados que participaram do livro    são: Marcos Napolitano (USP), Maria Helena Rolim Capelato (USP), Marcos Seligmann-Silva (Unicamp), Mariana Cardoso Ribeiro (PROIN), Mario Sznadjer (Israel), Alberto De Bernardi (Bolonha), Luis Reis Torgal (Coimbra), Christiane Stallaert (Bélgica), entre outros.



Resumo: 

Tempos de Fascismo: Ideologia, Intolerância e Imaginário

Maria Luiza Tucci Carneiro e Frederico Croci (orgs.)

Coeditado por Edusp, Arquivo Público e Imprensa Oficial

498 páginas

 


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O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Vinculado à Casa Civil, sua função é formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista. A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, 900m de material iconográfico e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes.

 



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