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O segredo para um pais ser primeiro mundo é fazer o estado funcionar. Os exemplos históricos são muitos. Egito, Roma, na antiguidade. Portugal e Espanha na renascença. Eua, Europa, Japão e Canadá atualmente. Em comum, o estado eficiente.

O Brasil, assim como todo pais de terceiro mundo, o estado não presta, se serve da sociedade. Assim como na monarquia, seus agentes quase nunca são responsabilizados. Não existem metas nem cobrança de resultados.

O básico que o estado deve proporcionar a sociedade são: educação, saúde e segurança. Para isso temos uma carga tributária de 38% . Nos paises como o nosso, esses direitos estão na esfera do "faz de conta" como disse o ministro Marco Aurélio.

Como fazer o estado funcionar? Esse tema, a meu ver, é muito importante para tirar o Brasil do terceiro mundo.

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Respostas a este tópico

Pois é. AS pessoas culpam as corporações, os políticos ou os americanos pela nossa condição de terceiro mundo, mas poucos veem o problema no sistema de gestão do brasil. O saudoso governador mario covas, já dizia no começo dos anos 90 que o estado brasileiro necessitava de um choque de capitalismo no sistema de gestão publica. Aqui mal se cumpri a burocracia. Não há metas nem cobrança de resultados dos órgãos públicos. Por isso não funcionam.

Pagar 40% de carga tributária e depois ter que contratar planos de saúde, pagar escolas particulares para os filhos e fazer seguro de bens, deveria deixar todos indignado contra esse sistema.

A primeira coisa é a profissionalização do servidor. Segundo, a burocracia, ou seja quanto mais se tentar controlar, mais se encarece e mais prejuízo se dá ao contgribuinte.
Um exemplo que vivencio todos os dias na minha área de engenharia de infraestrutura, vejo absurdos cometidos pelos órgão fiscalizadores, como TCE's e TCU, CEF e outros, com escrnio da Lei de Licitações 8666, que é rasgada por tabelas do tipo SINAPI. A falta de critério e de bom senso impera, no uso politico pelos conselheiros para fins inconfessáveis. Vejo a população sem estradas em obras paralisadas por anos por conta de itens que pesam menos de 5% no valor da obra e quando retomadas, têm que ser refeitas as partes deterioradas, gerando um custo maior do que o dito "superfaturamento", e tudo sem questionamentos da sociedade que é duplamente punida, por ficar longos anos sem a obra e por pagar para refazer o que se deteriorou enquanto o técnico ou conselheiro bate no peito sob o aplauso da impressa que paralisou uma obra "superfaturada".
Assim vão pelos ralos o nosso dinheiro.

Acabar com a impunidade seria o primeiro passo, não apenas para os corruptos, mas também punir o Estado passivo, que não cumpre com suas obrigações, como dar assistência a saúde, educação, segurança pública, esses itens não são apenas direito do cidadão, é um dever do Estado suprir a sociedade com esses serviços, caso não (como faz), deveria ser punido. Mas infelizmente a lei no Brasil é uma falácia.

Este Gráfico mostra claramente que a ineficiênica do estado brasileiro, não está no inchaço da máquina pública, mas na distribuição deste pessoal e principalmente dos gastos desiguais, ou seja, temos áreas com funcionários muito bem remunerados, e gastos e benefícios elevados e áreas que lidam diretamente com o público, com pouco pessoal e salarios e gastos ridiculos. Temos um parlamento e judiciário caro, e faltam recursos em áreas como a saúde e educação. Temos um Conselheiro de TCU ganhando uma fortuna em cargo praticamente vitálício e pagamos R$ 23 para um médico fazer um cirurgia.
Precisamos de agilidade e procedimentos claros. Hoje nenhum engenheiro da CEF ou da FUNSA ou qq estatal, se recusa a assinar um orçamento pq ele pode ser punido e seus superiores não, como acorreu estes dias sobre a merenda escolar, no entorno do DF, puniram a merendeira que denunciou a qualidade da comida e a diretora da escola, livrando o prefeito e o governador e seu secretário (a escola era estadual).
Assim fica difícil.
Em outra áreas não tem gestão que de jeito, pois não tem recursos suficientes para a mínima operacionalidade, ou seja como diria o Jatene, fazer saúde pública com míséria, não há gestão que resolva.
O problema é que o sistema faz que quanto mais o agente público ganha, menos trabalha. É exatamente o contrário da iniciativa privada.

O custo desse estado ineficiente completa o ciclo vicioso. Quando tinhamos inflação o estado custava metade do que hoje. Assim, atualmente o brasil carece de dinheiro para investir, principalmente em infraestrutura. Estamos como uma família que tem renda mensal 3 mil, gasta metade com a empregada ineficiente, a outra metade para sobreviver , nada sobra para investir, viajar, etc.

Para piorar estamos vendo voltar a INDEXAÇÃO no salário do funcionalismo, a nível federal, estadual e municipal. Esse é o começo da volta da inflação. Primeiro a indexação de sálarios do estado, depois a dos empregados da liver iniciativa e, finalmente, a indexação da economia.

 

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