Aconteceu que há mais de dois mil anos, uma família palestina foi obrigada a fugir para o Egito para escapar da fúria de um rei de nome Herodes, o qual, para salvar sua coroa decidiu matar todas as crianças nascidas naquele ano; entre as quais, havia um futuro líder opositor que a humanidade conheceria como Jesus Cristo. Não fossem os, desígnios de Deus e o êxito daquela fuga e o mundo cristão jamais poderia estar até hoje esperando a volta do seu Salvador.

Cinqüenta anos atrás, sob o olhar tolerante do mundo, um outro ditador enlouquecido de nome Hitler exterminou milhares de crianças em campos de concentração espalhados por toda Europa ocupada pela máquina militar nazi-fascista com o argumento de que aquelas crianças - muitas sequer haviam nascido - faziam parte do povo judeu que ameaçaria a estabilidade financeira e a sobrevivência da Alemanha. Novamente, uma falsa imputação, aliado ao argumento de que a Alemanha estava se defendendo, levou ao assassinato de milhares de crianças judias as quais passaram a alimentar os fornos crematórios nazistas.

Há dois mil anos, o Salvador já tinha vindo, conseguira escapar, mas, por causa da espada de Herodes e das brutalidades nazistas, o mundo perdeu obras de arte, mortas prematuramente com seus criadores assassinados ainda na infância, ou mortos antes de nascer, ainda no ventre materno.

Se o nazismo tivesse ocorrido quarenta anos antes, o mundo poderia desconhecer até hoje a maravilha do pensamento de Einstein, que poderia ter sido uma de suas vítimas infantis. Muita criação humana teria podido se realizar se crianças não fossem vitimas de cruéis perseguições, com espadas de reis, campos de concentração nazistas, ou máquina de guerra nazi-sionista.

Se o Salvador tivesse sido adolescente palestino nos tempos de hoje, poderia estar entre uma das centenas de vitimas da Faixa de Gaza as quais aparecem em cada noticiário de jornais, revistas e TVs, pelo mundo afora.

Nenhum desses jovens presentemente mortos seria nosso Salvador, o qual escapou com vida da violência das espadas assassinas. Mas alguns deles poderiam ser os artistas do futuro, os cientistas que descobririam a cura das doenças que sofremos. Quantos dos mortos de Gaza não poderiam se tornar os estadistas que construiriam a paz entre palestinos e judeus?

O que hoje ocorre nas ruas da Faixa de gaza é mais do que uma guerra: é um extermínio do futuro. Na quase totalidade, os mortos não são soldados treinados e armados para matar, são crianças, muitas ainda no ventre de jovens mães enlouquecidas, encurraladas até a morte pela sanha apocalíptica do exercito nazi-sionista de Israel.

Não vamos nos iludir, a verdade é que estamos diante de um dos maiores genocídios da história da Humanidade.

O governo terrorista de Israel está exterminando crianças ante os nossos olhos complacentes, exterminando o futuro que seriam as crianças da Faixa de Gaza.

Israel visa realmente exterminar toda e qualquer esperança desse povo constituir-se em nação livre e soberana.

Meses antes a região se encaminhava para a paz, assim dizia o carniceiro filisteu israelita; assim falava o imperialismo ianque seguido do coro de vozes da acapachada e servil Europa; assim diziam os escribas da grande mídia internacional e seus lacaios tupiniquins. Pura falácia, hoje na Faixa de Gaza as crianças são brutalmente chacinadas.

Jamais se viu tão cruel cinismo. Ri-se satanás. Pois o que se observa é que, nem os países ricos nem sua mídia servil se indignam com as fotos aterradoras das centenas de milhares de crianças diariamente chacinadas na Faixa de Gaza. Não se indignam, nem se comovem jamais os insensíveis senhores, diante das centenas de cadáveres, a maioria sequer sem esquifes, atirados à vala comum do abandono nas ruas ensangüentadas da Faixa de Gaza.

As pessoas necessitam tomar essa guerra como sua. Mas para isso as pessoas precisam resgatar primeiro a sua sensibilidade de há muito seqüestrada e adormecida pela mais letal das armas: o poderio midiático global que as condenou a mais completa alienação.

Há mais de cinqüenta anos, diante da catástrofe nazista, cidadãos do mundo inteiro, de todos os credos, gritaram: "eu sou judeu". Hoje, cada criança do mundo deve estar gritando ante a ação apocalíptica da besta fera nazi-sionista: "eu sou uma criança palestina".

Só quando o mundo sentir-se tocado pelo que acontece nas terras de Gaza um vislumbre de esperança poderá surgir para evitar que outras crianças morram como aconteceu há mais de dois mil anos atrás naquela mesma região ante a sanha de Herodes ou há mais de cinqüenta anos, na Europa, com o assassinato de crianças judias pela máquina do nazismo hitlerista.

Falou-se tanto em força internacional para lutar contra o narcotráfico; falou-se tanto em outra para proteger a Amazônia; ou ainda uma outra para o Iraque, para o Afeganistão, para a Iugoslávia, mas não se falou de uma força interventora para salvar as crianças da Faixa de Gaza.

Enquanto isso, a maquina militar do Estado Nazi-Fascista de Israel prossegue sua chacina, assassinando a população civil palestina e suas crianças, a maioria ainda no ventre materno, exterminando o futuro.

Exibições: 49

Responder esta

Respostas a este tópico

Sim caro Eneias, e segue Israel cometendo um latrocínio, assassinando para roubar, melhor dizendo tomar posse das reservas de Gás Natural no litoral de Gaza.

RSS

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço