Do jeito que existem os alcoólicos anônimos, deveriam criar "os Evangélicos anônimos" para cuidar de crentes que chegam a um grau de fanatismo que prejudica a ele próprio e principalmente as pessoas ao seu redor. Quem não conhece um crente que o seu fanatismo estar estragando a sua vida? Muitos deixam de trabalhar, outros acabam com relacionamentos chegando ao ponto de abandonar a sua família, outros perdem o seu emprego porque ninguém agüenta o seu fanatismo etc. etc. Acho que tem crentes fanáticos que merecia uma ajuda psicológica para poderem enxergar que o seu fanatismo estar atrapalhando a sua vida. Como os alcoólicos anônimos têm ajudado muita gente a se recuperarem do vício do álcool, poderíamos utilizar de sua filosofia e criar "Evangélicos Anônimos" para ajudar estas pessoas. Conheço várias pessoas que poderiam muito bem ajudar nesta criação, pois já foram evangélicos e conseguiram abrir os olhos e enxergarem o erro que estavam cometendo em suas vidas, hoje eles poderiam usar esta experiência para trazer de volta alguns fanáticos que não tem força própria para se libertarem e quem sabe se através de "Os Evangélicos Anônimos", eles consigam largar o fanatismo e passar a ter uma vida mais ajustada.
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Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 19 novembro 2011 at 18:27
Olha, eu nao vou entrar nesse papo furado de novo. Nao tenho preconceito contra religiosos em geral. Lacan dizia que Deus é o nome-do-pai (um conceito psicanalítico) no inconsciente, e é bem provável que todos, ou pelo menos todos os que foram criados dentro de uma religiao, nao escapem disso.
Tenho sim um pouco de "pós-conceito" em relação a "crentes" (evangélicos das NOVAS IGREJAS EVANGÉLICAS), pelo simplismo e fanatismo de um grande número dos crentes, e pelos interesses mercantis dessas igrejas. Isso nao se aplica a qualquer religiao protestante.
Quanto a ser ateu ser crença, nao venha com essa lorota de novo. Ser ateu nao é crença, a nao ser que você diga que nao acreditar no saci pererê é uma crença. E nao tenho "prova" nenhuma de que o saci nao exista... Nao preciso disso para julgar que é uma idéia sem base. E chega desse papo furadíssimo.
Permalink Responder até Antonio em 19 novembro 2011 at 21:24
Anarquista
Sejamos lógicos. Se você não tem meios de provar a não existência de Deus, seu ateísmo é baseado na fé - tanto quanto o meu teísmo.
Se você conseguir me provar o contrário eu agradeceria.
Um abraço
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 20 novembro 2011 at 1:32
Você consegue provar a inexistência do saci pererê? E está muito preocupado com isso? Pois é, para mim é a mesma coisa. Pouco se me dá, entendeu agora? Eu simplesmente nao vejo sentido em buscar explicações para as coisas em mitos.
Permalink Responder até Antonio em 20 novembro 2011 at 17:35
Saci Pererê não tem um relato de 4.000 anos com enfoque cultural e antropológico que embasam três religiões: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.
Na verdade, você não conhece o que critica. Eu sugeriria que você enumerasse pontos concretos do cristianismo que você discorda. Desse jeito você está, na real, viajando no achismo e na presunção.
Um abraço
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 20 novembro 2011 at 17:49
RAFLA para Orlando: Ainda nao entendeu que NAO ESTOU INTERESSADA NISSO? Poderia sim falar de vários pontos do cristianismo com que discordo, sobretudo todos os impactos que ele já teve na história (pergunte aos índios...) e mesmo recentemente aqui no Brasil, nas eleiçoes, em 1964, etc. E na interferência que tem na vida das pessoas, o misoginismo, a oposição à sexualidade, etc, etc e tal. Mas nao vou entrar em discussao de religiao. Quem quiser seguir ídolos que os siga. Só nao tente influir nas leis e na política do país, que nao é só dos cristaos.
E quanto ao saci-pererê, nao sei se ele tem ou nao um relato de 4.000 anos. Tem base antropológica, ao que parece resulta de uma mistura de mitos indígenas com africanos. Quanto a nao ter baseado religioes, isso é um ponto a favor dele!
Permalink Responder até Antonio em 20 novembro 2011 at 20:44
Anarquista
Como não fui eu que coloquei o post a respeito de crentes, eu estou a vontade para opinar. Ademais, se você não está interessada no assunto não opine. Ou melhor não entrasse na discussão.
Eu peço coerência e embasamento. Só isso. É um erro primário confundir catolicismo com cristianismo. A estrutura político ideológica e até financeira do catolicismo, ou mesmo, de algumas igrejas evangélicas , em absoluto, tem alguma coisa a ver com cristianismo. Não falo de igrejas.
Em relação à sexualidade, novamente, você está se espelhando na igreja católica ou confundindo cristão evangélicos com a base religiosa do congresso.
Um abraço
Permalink Responder até Gunter Zibell em 21 novembro 2011 at 2:48
"ou confundindo cristão evangélicos com a base religiosa do congresso."
Mas há a interligação. Pastores pedem votos para deputados. A A.D. para o PSC e a IURD para o PRB. Sem tais campanhas a base religiosa não seria do tamanho que é. E muitas vezes não se trata de políticos tradicionais, de carreira, de quem a religiosidade não é sequer conhecida (apenas se imagina que a maioria seja católica).
Não há confusão por parte de quem observa de fora, há sim a percepção de uma associação real e programada.
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 21 novembro 2011 at 4:47
RAFLA: Orlando, NAO É SOBRE EXISTÊNCIA OU NAO DE DEUS que eu opino. Nao discuto sobre isso, como tb nao sobre a existência do Coelhinho da Páscoa. Opino sobre o impacto das igrejas no fanatismo, nas tentativas de interferir nas leis do país (aborto; homossexualismo; células tronco, etc) e, pior ainda, ficar passando lorotas sobre criacionismo, indo contra a educação científica. E nada do que falei é privativo da igreja católica, as evangélicas em geral sao piores em todos esses aspectos, com exceçao, talvez, da misoginia.
Permalink Responder até Gunter Zibell em 21 novembro 2011 at 10:45
Rafla @ AnaLú.
Uma boa lembrança essa da misoginia. É bem diferente da doutrina católica em várias coisas: há ordenação de bispas, há uma valorização da mulher como líder de família (pelo menos a situação é mais aceita), há o divórcio, há um trabalho social grande contra a violência doméstica. E há denominações que aceitam a descriminalização do aborto, mesmo que o condenem fora do plano legal.
Permalink Responder até Antonio em 21 novembro 2011 at 11:58
Gunter as Igrejas não elegem ninguém. Tenho caso de pastores da minha igreja que se candidtaram e, mesmo havendo número de membros votantes para elege-los, não foram eleitos. Na verdade, o voto conservador não é necessariamente de evangélicos, mas de toda a população que comunga das idéias dessas pessoas.
Além do mais, não raro, esses congressistas não têm apoio nas próprias igrejas. Isso sem contar que muitos deles nem cristãos são, no entanto, são membros de igrejas. Ser evangélico ou católico ou qualquer outra denominação não o torna cristão. Na verdade, são só grifes.
Um abraço
Permalink Responder até Gunter Zibell em 21 novembro 2011 at 16:03
Elegem sim. O fato de alguns pastorem não se elegerem é normal, afinal há de 5 a 10 vezes mais candidatos a deputado do que vagas. E, especificamente no caso Assembleia de Deus & PSC e IURD & PRB há planejamento de candidaturas.
O voto conservador em sócio-economia não é tido como evangélico. Não dá para associar pensamento liberal a crentes e nem estes são contrários a programas sociais, participação do estado, etc. Ao contrário. A IURD é até bem governista atualmente.
A questão remanescente é outra : a tentativa de influenciar a pauta no congresso para questões não econômicas e a utilização disso como discurso acrítico em cultos. Eu não acredito na sinceridade teológica de Malafaia, por exemplo, acho o que ele faz de caso pensado para obter proeminência e popularidade.
Permalink Responder até Antonio em 21 novembro 2011 at 16:52
Gunter
Concordo em relação ao Malafia. Bem como em relação à Renascer, Universal do Reino de Deus e outras denominações menores que agem muito mais em nome da lei [Velho Testamento] e menos da Graça/Perdão [Novo Testamento].
No entanto, para o bem ou para o mal, o movimento evangélico é muito vasto e há sempre uma luz no fim do túnel. As igrejas que usam a TV estão em decadência, dando lugar a menor concentração de pessoas e mais conteúdo espiritual.
Um abraço
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