FAMÍLIAS INDÍGENA DO AMAZONAS VIVEM EM UMA GARAGEM HÁ 18 MESES

Regina, com as familias indígenas da garagem da Funai na frente do Ministério Público Federal, quando foram solicitar orientação Jurídica do MPF.

Tem uma música que diz “Foi um rio que passou em minha vida’, e agora tem um refrão que diz “Foi um Rio+20 que passou” deixando rastros de desolação para todos, pelo fato de não ter conseguido pelo menos amenizar ao que se dizia propor.

Mas, existe outro refrão que diz “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer’’, e isso certamente deveremos continuar fazendo  na realidade para que se possa pensar na implementação das medidas para a sustentabilidade, se faz necessário conhecer e respeitar a humanidade, incluindo todos os seres viventes para levar em consideração suas necessidades específicas a fim de que possa haver a colaboração dos países, que indiretamente poderão participar.

Enquanto isso acontecia, essa fartura de gastos desnecessária, apesar de dizerem que o Brasil é um país rico, aqui em Manaus existe uma história que alguns que nos acompanham já conhecem, vai fazer 02 anos que se arrasta um problema que até para os menos experientes no caso, já poderia ter sido solucionado. É o caso dos índios que foram levados para ocupar a garagem da FUNAI lembram? Ver Links anteriores sobre este caso: http://reginacoiama.blogspot.com.br/2011/07/comite-para-fazer-o-que...      http://reginacoiama.blogspot.com.br/2011/10/discriminacao-ou-descas...   http://reginacoiama.blogspot.com.br/2011/06/indios-kokamas-ameacado...

O pior é que agora estão sendo chamados de “invasores” por pessoas que certamente estão jogando no time do contra e que deveriam estar lutando para acabar com esta situação de insalubridade e humilhação que estas famílias estão vivendo há quase dois anos, mas a realidade não é essa.

A própria Secretaria de Estado da Assistência Social do Amazonas, em ‘’Diagnóstico Social’’ realizado em Outubro de 2011, reconheceu através de Parecer Social a situação degradante em que sobrevivem essas famílias albergadas em uma garagem no centro de Manaus afirmando, ‘’Ficou patente a necessidade de garantir a esse grupo condições de moradia com dignidade e salubridade, sendo necessário tomar medidas urgentes de intervenção do poder público municipal, estadual e federal para dirimir a situação em tela’’.

Infelizmente este apelo social feito através de um documento oficial do próprio Estado, realizado por quem é responsável pela Assistência Social, não foi levado em consideração e 08 meses depois deste Diagnóstico Social, as famílias indígenas continuam no mesmo lugar, vivendo de forma insalubre sem habitação, sem atendimento médico e sem assistência. Clique no Documento para ler o Diagnóstico Social da SEAS.

Fica evidente e esclarecido com reclamações dos próprios índios que a SEAS mostrou interesse em ajudar enquanto isso a Secretaria Indígena – SEIND, só protela e coloca dificuldades tentando desviar a atenção para a solução do caso porque será? E a FUNAI/Manaus resolveu cruzar os braços alias mudam as pessoas mais o sistema continua o mesmo, sempre foi assim e assim será, infelizmente.

Os índios que estão ocupando aquele espaço foram para lá levados pelo próprio órgão de assistência ao índio depois de os enganarem com promessas de que teriam um assentamento rural, quando na realidade a terra para onde foram levados pelo Ex-coordenador do órgão já tinha dono, alguns inclusive trabalham para ajudar os que estão na frente desse movimento para sua melhoria de qualidade de vida.

Apesar de terem pouco estudo foram capazes de fazer projetos para sua sobrevivência, sem precisar gastar milhões de dólares ou fazer cadastros com promessas vãs e não contam com o apoio de nenhum órgão de assistência indígena.

Planta do Assentamento Indígena Manaós feito pelo Setor de Engenharia do TJ AM, por solicitação do desembargador Domingos Chalub baseado no desenho feito pelo índio Elisiario Arirama Cacique das famílias da garagem que sonham á dois anos com este Projeto.

                                                                                                                                                                                          Chegamos até a pensar que poderes sobrenaturais para manter eles naquele lugar fétido estão rondando os parentes indígenas, e já tem até não índio tentando induzi-los a se cadastrarem num projeto criado o qual segundo alguns parentes tem apoio de “gente grande” do ramo indígena. Só que esse processo está na esfera judicial que também como se diz “está cortando um dobrado’, para tentar conseguir definições.

Cabe a nós que embora não tenhamos as famosas ‘‘ferramentas’’do Poder, ajudá-los dividindo com vocês para fazer uma corrente positiva que possa alcançar até a nova Presidente da FUNAI, para quem sabe, ela possa talvez desvendar esse caso. E vamos seguindo a missão...

 

 

 

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Respostas a este tópico

E as famílias indígenas aqui citadas continuam na garagem da FUNAI em Manaus no mesmo lugar, vivendo de forma insalubre sem habitação, sem atendimento médico e sem assistência. Convivendo com ratos, lixo e carros velhos enferrujados há 03 anos. Este é o Brasil que no passado era dos índios e agora são colocados em garagens fétidas de órgãos públicos que antes os tutelavam de forma oficial e agora os tratam como coisa imprestável. 

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