Por enquanto vai em ingrixi, mas vou traduzindo aos poucos e parcos:

I Won't Hire People Who Use Poor Grammar. Here's Why.

If you think an apostrophe was one of the 12 disciples of Jesus, you will never work for me. If you think a semicolon is a regular colon with an identity crisis, I will not hire you. If you scatter commas into a sentence with all the discrimination of a shotgun, you might make it to the foyer before we politely escort you from the building.

http://blogs.hbr.org/cs/2012/07/i_wont_hire_people_who_use_poo.html

Eu não emprego gente que não sabe gramática. Eis aqui porquê.

Se você pensa que um apóstrofo é um dos doze discípulos de Jesus, você nunca vai trabalhar para mim. Se você pensa que um ponto-e-vírgula é uma vírgula regular com crise de identidade, eu não vou empregar você. Se você esparrama vírgulas em uma sentença com toda a discriminação de uma carabina, é melhor você ir para o saguão antes que a gente, polidamente, escolte você até para fora do prédio.

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Respostas a este tópico

Bravo!!!

adispois volto....

ri muito...... merecíamos este tópico..

Humps, cê num vale.. ops, dizendo mió, vala o que vier...

Tô esperando, pra ver o que vem daí... Pelo início, promete... 

Por isso é que reviso sempre o que escrevo. Mas porém, todavia, contudo, no entanto, não sei por qual motivo, razão ou circunstância, sempre que corrijo minhas frases, fica pior a amêndoa do que a sineta.

Algumas considerações sobre esse artigo:

! - As empresas do autor contratam gente com escolaridade equivalente a, no mínimo, nível técnico, mas em geral pessoas que já passaram pela Universidade;

2 - Escolas nos EUA cobram e exigem um mínimo de aprendizado dos alunos; um pouco diferente da escola pública atual em SP, por exemplo.

3 - Gramática inglesa é muito simplificada em relação a Português: mas basicamente, pelos exemplos que dá, a exigência gramatical é mais em relação a coisas simples como concordância e classes gramaticas (por exemplo, diferenciar "it's" de "its", "their" de "they're"); não são aquelas exigências malucas e abstrusas dos concursos públicos. Nem diferenciar uma sibilante alveolar de uma explosiva bilabial... ;-)

A tese central do artigo é que pessoas que comentem menos erros gramaticais em um teste desse é menos propensa a cometer erros em outras atividades não relacionadas a escrita. Citando:

"Grammar signifies more than just a person's ability to remember high school English. I've found that people who make fewer mistakes on a grammar test also make fewer mistakes when they are doing something completely unrelated to writing — like stocking shelves or labeling parts."

Gramática significa mais do que apenas a habilidade de uma pessoa de lembrar Inglês universitário. Descobri que pessoas que cometem menos erros em um teste de gramática também cometem menos erros quando estão fazendo alguma coisa completamente sem relação com escrever - como estocar uma prateleira ou etiquetando peças.


E centra um pouco a questão da necessidade de um programador saber escrever corretamente. Ok, aqui é mais meu pedaço. Linguagem de programação é uma linguagem artificial, com regras sintáticas (e semânticas) extremamente bem definidas. Uma compreensão de como "funciona" a linguagem natural sem a menor dúvida vai resultar numa compreensão melhor da linguagem artificial (é mais ou menos um modelo reduzido). Quer dizer, pra mim, um bom programadar pode não ser um bom escritor, mas qualquer bom escritor pode virar um ótimo programador.

A maior parte das coisas citadas no início (nao sei se você acrescentou mais) nao têm nada a ver com gramática, e sim com ortografia, que é algo completamente diferente, mas que as pessoas confundem.

Quanto à "tese" de que se pessoas fazem menos "erros de gramática" farao menos erros em outras atividades tem tanta base quanto... sei lá, estava pensando na questao dos OVNI's, mas parece qeu há alguma base para esses, ao passo que para aquela tese nao há nenhuma, para começar pelo fato de que NAO EXISTEM ERROS DE GRAMÁTICA existem formas variáveis na língua (na língua oral).

Na escrita existem problemas de "transcrição", como aliás sao os citados no seu comentário acima; as pessoas usam as formas adequadamente, mas nao as identificam bem, conscientemente, quando escrevem; como, pelo fato de falar eu vou "está" (e falar assim, TODOS FALAMOS) a pessoa escreve assim; mas ela usou adequadamente a forma, nao confundiu os tempos. É um problema de falta de costume com a escrita muito mais do que de falta de conhecimento.  

Não, AnaLú, isso não é um teste pra crianças. Confundir classes semânticas diferentes, um pronome possessivo com uma qualificação, em um teste profissional, é erro gramatical sim. Fosse coisa com escrever "nite" em vez de "night", vc teria razão. Ou não saber separar sílabas em palavras de origem latina (nem me peçam exemplo disso, não tenho a menor paciência de tentar descobrir separação de sílaba em inglês).
Concordância e regência não são erros ortográficos. Pra mim, são erros lógicos que podem implicar em outros tipos de erros, principalmente em programação. Bom, eu já enchi o saco com a história do "e/ou", então não vou falar a respeito, mas já vi diversos bugs de programação resultado da incompreensão do que são conectivos lógicos e sua correspondência com linguagem "real".

Concordância e regência sao questoes gramaticais sim. Mas nao sao "erros gramaticais", apenas indicam pertencimento a variantes da língua diferentes da oficial. E nao têm nada a ver com lógica! Ou você diria que o inglês é menos lógico do que o português, porque praticamente nao tem concordância nominal? Ou o francês, onde a concordância só existe por convençao da escrita, nao é mais usada na língua oral (salvo casos de "liaison")... E dirira que é mais lógico dizer assistir ao filme do que assistir o filme? Questao apenas de uso consolidado (e, no caso das regências "oficiais", de uso antigo e literário tentando perpetuar-se "na marra"). 

Quanto ao "confundir pronome possessivo", etc., é o de que falei, o mesmo caso do "está" para estar: a pessoa usa a forma adequadamente, mas, na hora de escrever, nao a "reconhece", escreve outra forma de pronúncia equivalente.  Sinal sem dúvida de pouca escolaridade e de pouco uso da escrita, mas nao mais do que isso. 

Desculpe novamente, AnaLú, mas acho que vc está presa a exemplos em Português. "Está" e "estar" cai no caso que vc refere, assim como "nite" e "night", mas "its" e "it is" é diferente. Pra não falar em lógica, vamos chamar de outro palavrão, "coerência textual". "Its mistake" é completamente diferente de "It's mistake" (ok, de forma mais correta seria "It's a mistake").

Não é uma variação. E não é qualquer coisa desconhecida: como o autor diz, uma curva de aprendizado de 20 anos em que o cara ainda não reconhece a forma correta não é algo que o deixa (nem a mim) confortável.

E no caso da regência, novamente, acho q suas alegações são muito baseados em Português. Ok, eu poderia citar, por exemplo, a diferença entre "ir ao encontro de" e "ir de encontro a" como um caso em que a construção da frase fica com sentido completamente diverso. Mas com a infinidade de "phrasal verbs" em inglês, verbo+preposição, o uso correto não é uso "oficial", é um conjunto que tem significado completamente distinto: "look for" e "look after", p.ex..

Você ainda nao entendeu o que eu disse... O cara que escreve "Its mistake" está pensando isso como uma frase afirmativa que diz que algo é um erro. Logo está usando adequadamente a forma (na língua oral, que ele usa ao pensar antes de escrever). O que ele nao está fazendo corretamente é identificar qual é a forma escrita correspondente à forma que usa; é por isso que o caso é semelhante ao de quem escreve "está" querendo dizer estar. Mas na verdade usa o verbo no infinitivo, em casos em que ele deve ser usado no infinitivo, apenas se guia pela pronúncia e escreve a forma "está", que nao é a do infinitivo. É exatamente o mesmo caso. Agora, é claro que isso indica escolaridade insuficiente. 

No caso dos "phrasal verbs", se falantes nativos da língua usam uma dada preposiçao (nesse caso seria melhor chamar de partícula, nao é realmente uma preposiçao, nem é caso de regência, e sim de escolha lexical da expressao) é porque aquele uso existe, mesmo se nao reconhecido no dicionário... Se a preposçao "errada" é usada, é porque é usada, ou seja, é uma variante da língua... 

Um pequeno caso sobre isso. O Érico Veríssimo costumava usar uma regência que ele nao via ninguém mais usando. Achou que devia estar errado, e foi consultar um dicionário. Achou. Com um exemplo dele... Ele é um grande escritor, usou, o dicionário registrou. É só disso que se trata... Mas se o Joao das Couves usa... Está "errado". Errado uma ova! 

AnaLú, vou ser totalmente franco. Uma pessoa que não sabe usar crase pode ser meu grande amigo, podemos encher a cara juntos e falar bobagem a respeito do q a gente quiser, podemos ser até companheiros de trincheira. Mas não chamo pra trampar junto comigo em um trabalho crítico.

Assim como não chamo gente que separa sujeito de predicado com vírgula. Sorriaí....

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