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Anarquista Lúcida

Inglês passa a ser obrigatório para crianças a partir dos 6 anos no Rio

RIO - Em 2010, crianças a partir dos 6 anos de idade e que estudam na rede municipal do Rio vão começar a aprender inglês. Ao todo, segundo a Secretaria Municipal de Educação serão 177 mil alunos do primeiro, segundo e terceiros anos. Atualmente, os alunos estudam inglês do sexto ao nono anos.

Em entrevista ao Bom Dia Rio na manhã desta terça-feira, a secretária Cláudia Costin acrescentou que em 2010 entram os alunos do primeiro, segundo e terceiro anos. Em 2011, as crianças do quarto ano passam a integrar o programa do inglês obrigatório e, em 2012, a disciplina passa a fazer parte do currículo também dos estudantes do quinto ano.

Ainda segundo a secretária, atualmente na rede municipal, somente os alunos do 6º ao 9º anos têm aulas de língua estrangeira - inglês, francês ou espanhol. Com o novo programa, o inglês passa a ser obrigatório, inclusive para os estudantes a partir do 1º ano.

- O inglês será obrigatório em todas as escolas. Em algumas, vão permanecer o ensino de outras línguas, como o francês e o espanhol - destaca a secretária.

O objetivo é que os alunos estejam bem preparados para ser bons anfitriões nas Olimpíadas de 2016.

- Vamos abrir novo concurso para professores em 30 de abril. Nossa intenção é contratar 800 novos professores. Atualmente, a rede tem 564 professores de inglês. O município tem capacidade para absorver esses quadros progressivamente - diz Cláudia Costin.

Plantão | Publicada em 06/10/2009 às 11h28m
O Globo, com Bom Dia Rio

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Respostas a este tópico

Pus só a notícia, nao comentei. Parece uma coisa boa, mas nao é. Em primeiro lugar (mas nao o mais importante) o motivo alegado é estúpido: criar bons anfitrioes para os turistas na Copa do Mundo. Nao é sério mudar currículos escolares por motivos desse tipo. Mas a coisa em si nao é boa, porque a maioria dos professores de Inglês nao sabe ensinar para crianças; nessa idade, aprender uma outra língua é ótimo, DESDE QUE NAO SE PRETENDA ENSINAR TB A ESCREVER NESSA LÍNGUA. Isso só atrapalharia a aquisição da ortografia na própria língua.

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Não posso deixar de concordar com a Lúcida amiga.
Se esse for o motivo dado é imbecil mesmo, sobretudo sob o ponto de vista de uma verdadeira educação e crescimento do ser humano.
Até parece adestramento de cachorrinhos para "atender turistas".
Valeu !!!
Abraços "com "zeta", Olé !!

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E o problema é que pode ser contraproducente.

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Oi Anarquista. Bem, eu acho uma coisa boa, claro, se fos professores forem orientados antes. E não sabia isto que você falou na teoria, mas pensando aqui, você tem toda razão. Eu morei fora do Brasil quando criança e em casa a gente falava em português, na rua e na escola em inglês. E eu ficava confusa mesmo era com a escrita, porque ainda não sabia escrever bem em português. Mas aí me ocorreu outra coisa aqui. Junto a esta iniciativa tínhamos de melhorar o ensino do português, porque depois descobri, também intuitivamente, uma coisa. A dificuldade de aprendermos qualquer outra língua, existe na medida em que não dominamos a nossa, o que, cá entre nós, é difícil. Meu pai, talvez sabendo disto, exigia leituras em português, mtas. E isto acabou me ajudando muito, em todos os sentidos.
Que bom seria se as escolas se aparelhassem para ensinar muito bem o Português, a palavra, quando se torna nossa amiga, abre um mundo para nós. Um grande abraço, Vera

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Vera, nao existem línguas difíceis. O que existem sao várias variantes em qualquer língua, uma delas aceita pelos gramáticos etc como a única boa, ao passo que só uma minoria é falante nativa dessa variante. O problema da ortografia é diferente do da língua. Outras línguas as crianças aprendem com facilidade muito maior que a dos adultos, e isso é bom. Outra coisa muito diferente é aprender a ESCREVER noutra língua; isso atrapalha a aquisição da ORTOGRAFIA da própria língua (nao a da língua em si mesma, que a criança a essa altura já domina bastante bem como falante nativa).

Um grande abraço para você tb
AnaLú

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Desculpem-me uma impressão pessoal, de quem acha que sabe o Português mas hoje está na Holanda. A Anarquista tem razão ao dizer que não há línguas difíceis (ou seriam idiomas? já errei?).
O cérebro humano cresce e recebe tudo até os seis anos de idade, dizem os psicólogos e psiquiatras e neurologistas, enfiam, quem estuda o cérebro humano. Eu creio que qualquer criança pode aprender vinte idiomas, até uns 15 anos de idade, se for exposta a eles algum tempo por dia, simultaneamente.
A gramática vem muito depois, é claro. 90% dos cidadãos ingleses, assim como dos brasileiros ou dos alemães, não sabem fazem uma boa redação. E dominam suas línguas. E até outras. Verbalmente.

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ERRATA: onde se lê "enfiam", por favor, ouça-se "enfim".
Pardon.

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Usar a palavra língua, ou a palavra idioma, dá no mesmo, apenas uma é mais corrente que a outra.

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Pois é, Antônio. Uma coisa é saber a língua real que a sua comunidade usa. Outra muito diferente é aquela língua artificial que a escola pretende que se use. Por escrito, OK (e mesmo assim em situações formais, nao em emails ou postagens em blogs...). Mas mesmo essa língua artificial nao se aprende do modo como a escola ensina, e sim através do contato com os textos nela escritos.

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Anarquista, voce tocou num ponto que mobiliza meu interesse. Filosofia da linguagem é um tema sobre o qual gostaria de estudar mais. A textura aberta da linguagem, a necessidade de realizar a interpretação e dar significados às palavras e o uso da linguagem como instrumento de poder é muito interessante. Lido diariamente com a linguagem do direito que é bastante artificial e parece, ele faz questào de se manter assim, quando deveria ser o contrário, já que o processo discursivo do Direito deve ser apreendido e aplicado no contexto das práticas sociais. O tema linguagem é apaixonante. Quanto a não haver língua difícil, me deu até um alento aqui ler isto hehehe. Boa semana Anarquista Lúcida. Seu próprio "nick" me sugere tantos significados diferentes... bj

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No caso do Direito (mas nao só... leia Maurizzio Gnerre, "Linguagem, Escrita e Poder", sobre isso) há um certo propósito no uso desse tipo de linguagem. É mesmo para só permitir o entendimento por poucos, é como se fosse um código sobreposto ao uso normal da língua.

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Dica anotada, vou procurar na Estante virtual, depois te conto. obrigada.

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