Jair Alves

 

Passada à primavera 2012, cá entre nós aqui no Brasil, já não será mais possível falar em inocência, até mesmo como ausência de culpa. Para todos os efeitos, serão todos culpados, safados e praticante contumaz de crimes, desde que adversarios. Parte do Supremo desse outubro demonstrou sua perfeita sintonia com o estrelato midiatico e, quem sabe, o sonho de um lugar na posteridade. A evidente manobra político-partidária envolvendo os 'Poderes da Nação' e a participação ativa dos Meios de Comunicação está levando o encerramento desse espetaculo muito parecido a um linchamento público, ao mesmo tempo em que vem lançando uma série de dúvidas sobre o destino de todos os brasileiros.

 

O principal personagem, reu/vítima dessa armação, pecou por desprezar o "poder de fogo" do inimigo. Assessorou-se de auxiliares pouco competentes e, como é de seu estilo, brincou com fogo, viveu perigosamente e não pode fugir à sua responsabilidade, porem, condená-lo à fogueira é no mínimo revanchismo. Revanchismo de uma elite esta, sim, permanentemente corruptora, inconformada as mudanças de rumo da Nação nos últimos 10 anos. Um juiz, no dia de hoje, ao absolvê-lo indagou se não seria o caso de acusá-lo corrupto já que um Agente Público, no pior das hipóteses, é corrompido e inadmissível que possa corromper. Qual o precedente? Se houve, sequer foi levado a julgamento. Os demais juizes, pensando contrario, não disseram palavras. Palavras, "Meras Palavras", diria Cecília Meireles. Como discutir com o Poder, o que não está disposto a debater para encontrar na raiz dos acontecimentos, políticos ou não, a motivação do que está sendo julgado?

 

Hoje é um dia de extrema preocupação, para todos aqueles que trouxeram o "Sonho" possível até à atualidade. Nesse mesmo dia, convidamos os que residem na cidade de São Paulo, como disse um outro poeta, "a maior cidade da América do Sul" a compartilhar a emoção de ver em cena, ainda que represente apenas teatro, Mulheres Vermelhas. Ver que houve um tempo nesse país em que tivemos uma guerra, aind... Num passado recente e que poderá ser visto, agora, em cena parte da imprensa participou ostensivamente colaborando com um Regime que não queremos que volte nunca mais.

 

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Respostas a este tópico

O que mais me incomoda nessa trajetória absurda que vivemos é o oportunismo de determinados intelectuais. Ontem no 'entre aspas' Boris Fausto que me ajudou muito a compreender a história contemporanea e um tal Rudá Ricci (egresso do PT) deitaram e rolaram no programa de meia hora. Nem foi preciso que a mediadora, contumaz pregadora de feira, desfilasse o seu veneno glofeiura, os dois se encarregaram de deitar e rolar. Eta gente sem vergonha. 

segue um dos poucos que continua na luta por um profissionalismo jornalístico. Bob Fernandes

Jair, boa lembrança ao falar do tal Rudá Ricci( como pode né?)

e a cada dia  o jornalismo me decepciona.

abçs.

muito bom o video, 

compartilhei com muitos amigos.

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