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Apoio ao IUPERJ

Prezados colegas e amigos

No dia 22 de março passado reuniram-se no IUPERJ representantes de Associações Científicas e de Programas de Pós-Graduação com o intuito de apoiar a causa contra a extinção da instituição. Nesta reunião foi elaborado um abaixo-assinado dirigido às várias autoridades que têm responsabilidades em nossas áreas de atuação, documento que está sendo encaminhado pela Associação Nacional de Pós-graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), tendo sido assinado por várias instituições, dentre as quais a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Se a sua INSTITUIÇÃO tem interesse em apoiar a causa do IUPERJ e está de acordo com o abaixo-assinado (PELA SOBREVIVÊNCIA DO IUPERJ em anexo), por favor responda a este email (apoio@iuperj.br) com o nome da instituição e o do responsável pela assinatura que serão integrados ao texto do abaixo-assinado.

Se você quer apoiar como PESSOA FÍSICA, clique no link http://www.iuperj.br/abaixoassinado.php  que traz a Carta Aberta dos professores do IUPERJ (também em anexo) e se estiver de acordo registre as informações solicitadas (CPF e email são solicitados para evitar fraudes na assinatura, mas não serão divulgados).

Fique à vontade para divulgar este email.

Muito obrigado pelo seu apoio.

Os Professores do IUPERJ


Tags: Academia, Ciências, Iuperj, Política, Sociais, Universidade

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Respostas a este tópico

Assinado, Gisele!!
Paulo Roberto, fenomenal. Abraços!
parabéns paulo, porque eu não consegui.
não aceita meu cpf!
tentei de todas as maneiras possíveis!
ah ah ah ah!
mania de inventar...
colocava espaço, no lugar de ponto e travessão no lugar de traço!
sabe, aquela história do piloto automático?!
então... era isto!

agora foi!
viu?? só não havia tentado a correta, Luzete!!
hahaha!!
abraços!!
ah, e já postei ontem no twitter, que já esta espraiando o "recado"!
Caros,
Acho que caberia uma explicação melhor do que é o IUPERJ e o problema aqui nesse post... serve mais pra quem acompanhou o problema no blog-mãe.
[]s
Carta aberta dos professores do IUPERJ

Rio de Janeiro, 15 de março de 2010.

Prezados colegas e amigos do IUPERJ,

Voltamos, nós do IUPERJ, a recorrer aos colegas das Ciências Sociais e da Academia em geral. Dirão alguns decerto que se trata da continuada crise que os ocupou em nosso apoio, em momento crítico há seis anos atrás. Sim, é a mesma, só que agravada ao seu mais extremo limite, pois agora o que está em jogo é o encerramento das atividades da instituição.

Nestes últimos anos, a situação da Universidade Candido Mendes, mantenedora do IUPERJ, só fez deteriorar-se. Nos últimos dois anos, não recebemos 9 salários dos 26 devidos e vários direitos trabalhistas não são honrados desde 1999. Em 2010 não temos qualquer perspectiva de que receberemos salários ao longo de todo o ano letivo. Ora, como não temos recursos próprios, que fazer para evitar um desfecho que nos é catastrófico?

Estamos negociando com o Governo Federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, a formação de uma Organização Social, entidade que propiciaria aporte de recursos públicos, inclusive orçamentários, e privados para o Instituto: trata-se da única alternativa capaz de garantir a sobrevivência institucional. Ocorre, porém, que não são poucos os obstáculos nesse caminho, até mesmo uma argüição de inconstitucionalidade das OS no Supremo Tribunal Federal. Se superados todos os obstáculos, vale lembrar, só alcançaremos resultados tangíveis em 2012, não obstante o apoio manifestado por diversas agências governamentais.

Incerto e longo, o caminho não será percorrido sem o apoio e a solidariedade da comunidade científica, os quais, diga-se a bem da verdade, jamais nos foram negados. O alerta aos poderes públicos só se efetivará de fato com crescentes manifestações de preocupação com o destino do IUPERJ.

O IUPERJ é sua história, o empenho de seus estudantes, funcionários e professores nestes últimos 40 anos; seus programas de Ciência Política e Sociologia, respectivamente com graus 6 e 7 na avaliação da CAPES e ambos totalmente gratuitos; as 281 teses de doutorado e 471 dissertações de mestrado aqui defendidas; o fato de que 41% de seus doutores egressos ensinam e pesquisam em universidades públicas e 23% o fazem em instituições particulares; os 40 doutores do exterior aqui diplomados; os 11 grupos de pesquisa ora cadastrados no CNPq. É por tudo isso que acreditamos numa solução institucional e decidimos iniciar o ano letivo mesmo sem salários.

Queremos continuar a fazer o que sempre fizemos. A instituição é maior que cada um de nós. Tudo faremos para tentar salvá-la, mas nem tudo está ao nosso alcance. Por isso, pedimos, e é este o verbo, o apoio dos colegas.

Adalberto Moreira Cardoso
Argelina Maria Cheibub Figueiredo
Carlos Antonio Costa Ribeiro
Cesar Augusto C. Guimarães
Diana Nogueira de Oliveira Lima
Fabiano Guilherme M. Santos
Frédéric Vandenberghe
Gláucio Ary Dillon Soares
Jairo Marconi Nicolau
João Feres Júnior
José Maurício Domingues
Luiz Antonio Machado Silva
Luiz Jorge Werneck Vianna
Marcelo Gantus Jasmin
Marcus Faria Figueiredo
Maria Regina S. de Lima
Nelson do Valle Silva
Renato de Andrade Lessa
Renato Raul Boschi
Ricardo Benzaquen de Araújo
Thamy Pogrebinschi


FONTE: POLITICA ETC.


http://sepenuceosaogoncalo4.ning.com/profiles/blogs/carta-aberta-do...
O IUPERJ vale uma missa?
No Prosa e Verso

A moderna pós-graduação em Ciências Sociais no Rio de Janeiro nasceu no Museu Nacional e no IUPERJ em fins dos anos 1960. Veio à luz em momento pouco propício – o recrudescimento do regime político autoritário, que culminou com a edição do AI-5, em 1969. Na mesma época, em São Paulo, fundava-se o CEBRAP, centro de pesquisas criado por professores da USP compulsoriamente aposentados, que assim repetiam, pouco tempo depois, o triste destino dos professores da Faculdade Nacional de Filosofia da UFRJ, da Fundação Osvaldo Cruz e do ISEB.
Banidos de seus lugares tradicionais, os cientistas sociais reinventam seus papéis e se tornam criadores de instituições, tal como o CEBRAP e o IUPERJ. Insulados em suas novas agências, sua reação ao regime autoritário se vai realizar a partir de uma intervenção critica, em que o tema de fundo será o da inquirição das raízes históricas do autoritarismo brasileiro e o do diagnóstico das desigualdades sociais reinantes. Paradoxalmente, esse insulamento dos intelectuais, em meio a um clima de repressão das liberdades civis e públicas, estimulou sua reaparição na esfera pública e no processo de formação da opinião. Ao abrigo das disputas políticas diretas, desvinculados da vida partidária, exercendo a vocação do seu ofício e se expressando como intérprete do interesse geral e não como representante do particularismo de indivíduos e grupos, acabam por conquistar uma espécie de mandato implícito, com respaldo na ciência, para falarem em nome da sociedade.
Daí uma importante mutação quanto aos intelectuais do período pré-64: se, antes, sob a democracia, seus vínculos com as instâncias da sociedade civil, como partidos, sindicatos e a vida associativa, eram, em geral, estabelecidos individualmente, no contexto autoritário se instituem como corpus, apresentando-se com a linguagem da ciência. A constituição dessa nova identidade conhece, então, uma extraordinária difusão, de que a ANPOCS (Associação Nacional da Pós-graduação em Ciências Sociais) e outras instituições são exemplares, congregando, anualmente, cada vez um número maior de filiados.
Nesses corpus, sob controvérsias, sedimentam-se opiniões, diagnósticos que são selecionados pela mídia ou partidos, e eventualmente, dependendo da oportunidade e/ou relevância, canalizados para a esfera pública. Foi assim que, sob o regime ditatorial, a pós-graduação brasileira e os centros de pesquisa isolados, sempre no registro do trabalho científico especializado, estabeleceram suas redes de comunicação com o mundo exterior, mantendo preservada a sua autonomia quanto aos demais atores sociais, principalmente os partidos políticos. Essa não foi, é claro, uma estratégia consciente, embora muito bem sucedida para os fins a que se dispunha, qual seja a de instituir uma agenda razoável para o assentamento da questão democrática e da social.
Assim, pode-se sustentar, sem triunfalismos patéticos, que a história da resistência ao autoritarismo e a da conquista da democracia não pode ser contada desconhecendo o papel desempenhado por essas novas agências de intelectuais, inclusive – e, em certos momentos, principalmente –, pelas instituições de pós-graduação, como é o caso do IUPERJ, que, entre outras características, estimulou a formação e abrigou as primeiras secretarias da ANPOCS.
O IUPERJ começa sua história com foco no tema das instituições políticas democráticas, rejeitando as concepções que as entendiam como formas vazias de conteúdo. Sua ênfase, desde sempre, foi a de que “o substantivo” deveria encontrar canais institucionais livres, a fim de se expressar na esfera pública como demandas a serem realizadas. Com essa orientação, abriu sua agenda para as questões sociais, dedicando-se à pesquisa e à formação especializada dos seus alunos em temas estratégicos à nossa sociedade, tais como sindicatos, violência, profissões, pobreza e marginalidade, raça e gênero. Seus pesquisadores, nessas duas frentes de trabalho, produziram dezenas de trabalhos, publicados pelas principais editoras do país, e participaram da orientação de centenas de pesquisas, para fins de teses de doutorado ou de dissertações de mestrado – um repertório respeitado nacional e internacionalmente. Ademais, conservando seu caráter de instituto orientado para as diferentes linhas de especialização que se afirmam nas Ciências Sociais, o IUPERJ mantém e aprimora a tradição institucional de privilegiar a cultura humanista e o pensamento clássico brasileiro em Ciências Sociais, patente na sua lista de publicações e nas teses defendidas.
Essa é uma história de êxitos e a opinião pública reconhece e valoriza essa instituição. Mas, passados 40 anos, ela se encontra sob o risco iminente de acabar por absoluta falta de recursos para a preservação dos seus quadros de professores e funcionários. O fim tem data marcada, que está próxima. A ironia dessa história, de uma instituição que se apresentou para a sociedade como capaz de ajudá-la a resolver seus problemas, é que, agora, o problema é ela própria.

Luiz Werneck Vianna
Professor-pesquisador do IUPERJ,
Ex-presidente da ANPOCS
Como aluna do Doutorado em Ciência Política do Iuperj - um dos melhoeres do País, segundo a própria Capes - fico preocupada pessoalmente com a questão.
Ao mesmo tempo, pela importância histórica e acadêmica do instituto, fico triste com tamanhas dificuldades para a pesquisa e o ensino de qualidade no Brasil.
Esses dias, alguém sugeriu que o Iuperj passasse a cobrar mensalidades. Poderia ser uma solução, num País em que as pessoas mal conseguem pagar a graduação?
Ou firmasse "parcerias" com a iniciativa privada. Mas aí não teríamos, como em milhares de outros casos, a subordinação da pesquisa aos interesses do mercado?
E mais: qual "mercado" está interessado em estudar as instituições representativas, a organização dos sistemas de governo, partidários, as instituições republicanas no Brasil?
Creio que, facilmente, a instituição cairia nas preocupações típicas dos MBAs profissionalizantes - nada contra eles - de eficiência a qualquer custo, modernização da administração pública nos moldes das empresas, etc.
Ainda que tais áreas de conhecimento precisem ter pesquisa e ensino de qualidade, seria esse o foco do Iuperj? Acredito que não. Tomara que alguma solução seja criada para que o Iuperj continue com sua missão, sem ter que desvituá-la ou acabar fechando suas portas. Seria devastador para a pesquisa social no País.
Embora seja um pobre Engenheiro conheço a importância da instituição e dei meu modesto apoio... Gostaria de dizer que, neste momento o governo Lula está expandindo o ensino público Universitário (por exemplo através dos CEFET's). Seria um contrasenso que, na contramão dessa expansão, uma instituição como esta não encontre apoio do governo. Muita sorte para voces.
Paulo

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