Jornal do Brasil apóia o

golpe militar de 64, ATÉ HOJE!

 

 

Vocês gostaram do vídeo acima? Eu também adorei: imagens da repressão ao som da inesquecível Apesar de Você, música de Chico Buarque. O vídeo é muito bem feito, tanto que depois de encontrá-lo no youtube resolvi dar uma olhada no link para ver em qual página ele estava hospedado. Foi aí que levei um susto. O vídeo está no Blog do JB na seção Hoje na História. O texto, que reproduzo abaixo é o que está no blog. Fiquei revoltado ao lê-lo e perceber que o Jornal não faz nenhuma autocrítica à sua participação no golpe militar. Muito pelo contrário, ainda dá justificativas ao apoio, de maneira explícita, vejam! Eu grifei algumas partes e comentarei no final.

1º DE ABRIL DE 1964 - JANGO DESISTE E SAI DE CENA

Primeira página do Jornal do Brasil: 3 de abril de 1964
"Considera-se o JORNAL DO BRASIL, em condições de absoluta autoridade para pregar a estrita solução legal, depois de reiteradamente e às custas dos maiores riscos, declarar a incompatibilidade do ex-Presidente João Goulart com o regime representativo. Em nenhum momento, por mais longe que houvéssemos caracterizado na ênfase da nossa luta, pretendemos ou sequer insinuamos uma conseqüência fora da lei para remediar o imenso mal causado aos interesses do País e do povo em todo o curso do pesadelo janguista... A Nação está convicta de uma nova era". Jornal do Brasil

Com ou sem renúncia expressa, João Goulart não era mais o presidente do Brasil. Do Rio de Janeiro, deslocou-se para Brasília, e de lá para o Rio Grande do Sul, onde desistiu de organizar uma estratégia de resistência ao golpe instituído contra seu governo. Na capital federal, Auro de Moura Andrade declarou vago o cargo de presidente e seguiu a prática Constitucional, empossando Ranieri Mazzili, que era o presidente da Câmara do Deputados.

Continue lendo no link:
http://www.comunistas.spruz.com/pt/Jornal-do-Brasil-apia-o-golpe-mi...

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O mais interessante que o Jornal do Brasil não considera o Rio Grande do Sul como parte do Brasil, assim como o Senador Auro Soares de Moura Andrade foi um golpista, pois pela constituição estando o presidente em território nacional ele estava em exercício.

 

Fica muito interessante analisar o fato pois muitos tem a tendência de jogar toda a responsabilidade do golpe de 1964 nas costas dos militares, porém fica claro que amplos setores oligárquicos do Brasil, não só deram a cobertura ao golpe como tiveram participação ativa no mesmo. O que aconteceu que diferentemente de situações anteriores os militares não entregaram o poder aos golpistas civis, como era o objetivo desses últimos.

É importante denunciarmos isso, pois qualquer aluno que fizesse uma pesquisa e por ventura encontrasse este texto iria ter uma visão completamente errada daquele momento político.
Tem inclusive no YouTube o discurso do safado do senador declarando vago a presidência.

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