Kaizen e uma palavra japonesa que significa fazer melhor sempre, evoluir, transformar. É hoje um conceito amplamente utilizado nas organizações visando mudar processos e atividades ineficientes e gerando valor para o cliente final. Mais do que um método, e uma questão de sobrevivência empresarial.

O futebol precisa de um Kaizen urgente. Os tempos mudaram, a preparação física mudou e os jogadores também. São mais fortes e menos técnicos. Correm muito e muitas vezes parecem mais guardiões de suas metas do que guerreiros em busca do gol da vitória. Aliás, o gol parece que como nunca passou a ser de fato um mero detalhe. É deprimente.

Não adianta só criticar a qualidade dos atletas. É preciso mudar a sistemática do jogo. Esta copa é um retrato deste momento triste do futebol. O mesmo ocorre nos campeonatos espalhados mundo afora. Algo precisa mudar.

Como não há uma fábrica de craques por aí, é preciso deixar as regras mais dinâmicas, atraentes e emocionantes. Chega de partidas metódicas, de placares magros e de jogos sofríveis. O futebol é uma paixão mundial, mas precisa evoluir. Queremos ver gols, muitos gols. Para isso, é preciso um novo rumo.

A filosofia Kaizen parte do reconhecimento de que algo novo precisa ser feito. E isso é fato. Basta, por exemplo, pensar na dificuldade que a FIFA tem hoje em tornar o "soccer" mais atraente nos Estados Unidos. Difícil pensar que um americano se encante com jogos táticos e com, em geral, partidas com poucas emoções. Sejamos sinceros, está cada vez mais difícil assistir a uma partida com satisfação e reconhecer que o jogo foi bom.

Uma simples tempestade de idéias, estratégia usada nos processos de melhoria, bastaria para que algumas novas possibilidades fossem consideradas.

Na minha visão, estas transformações seriam muito bem vindas e creio que tornariam-se sucesso garantido de público e de mídia. É só apostar.

Eis alguns exemplos de soluções que defendo:

1) Fim do impedimento

2) Lateral com os pés

3) Ponto extra para quem fizer mais que três gols por partida. Até para o derrotado no caso de um 4 x 3, por exemplo.

4) Fim das barreiras ou limitação de atletas na sua formação.

5) Paradinha nos pênaltis (que se danem os goleiros)

6) Aumento do número de substituições

7) Tiro livre da entrada da área depois de ultrapassado um limite de faltas.

8) Se a bola passar do meio de campo, não poderá voltar, obrigando o time com a posse de bola sempre jogar para frente.

São apenas alguns exemplos, é verdade que nenhuma grande revolução ou novidade, entre tantas outras opções.

Porém , reconheço que é um sonho imaginar alguma disposição neste sentido vindo dos ilustres senhores da FIFA. Talvez fossem os patrocinadores aqueles com maior condição de fazer alguma pressão.

De qualquer forma, é preciso coragem, mente aberta e vontade de mudar. Este processo é natural em tantos outros esportes.

Adoraria poder contribuir e ser um agente de mudança do futebol.

Minha contribuição porém não vai passar destas simples palavras que se perdem ao vento. Consola-me ao menos poder compartilhá-las.

Kaizen já FIFA.

Sérgio Freitas


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