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Matéria do Estadão de 2013 isenta Dilma e compromete governo de Eduardo Campos

Há exatamente um ano (13/10/2013), o Estadão publicou uma matéria interessante sob o título "Suape foi a causa de embate entre Dilma e Campos". O título, por si só, já explica muita coisa. E a matéria é bem esclarecedora. Vale lembrar que, na ocasião, o objetivo da mídia em geral era lançar luzes na ruptura entre o PSB e o PT e, claro, no tema “corrupção no governo" para que a pecha ficasse bem colada no governo federal e aliados. De certa forma, a estratégia deu certo. O fato de a mídia lançar "plumas ao vento" (termo já usado por Dilma) consegue levar no roldão da corrupção a percepção do espectador menos atento naquela lógica de que a “corrupção é tudo isso que está aí”.

 

A matéria do Estadão diz que o estopim do atrito entre o governo federal (Dilma) e o governo de Pernambuco (Eduardo Campos) foi a dragagem do Porto de Suape, obra que já havia consumido, desde 2011, R$ 185 milhões e uma dívida de R$ 150 milhões reclamada pela empresa holandesa Van Oord. Segue abaixo trecho da matéria do Estadão:

 

A Secretaria de Portos da Portos da Presidência (SEP) pagou R$ 39 milhões dos R$ 78 milhões pactuados, mas rejeitou as prestações de contas rejeitadas pela administração do porto, ligada ao governo estadual, e suspendeu os repasses restantes. Sem os recursos, o governo pernambucano afirma que não há como honrar os compromissos.

Em documento de 21 de agosto, o Diretor do Departamento de Desempenho Operacional da SEP, Marcelo Salles, disse que não houve a devida comprovação de regularidade de utilização de recursos federais transferidos e deu 30 dias para Suape se explicar. Num outro documento, de 12 de setembro, ele reitera problemas e responsabiliza o Estado de Pernambuco pela paralisação dos serviços.

A SEP alega que a interrupção foi sem sua anuência e aponta "insegurança" na execução do contrato. Suape, no entanto, argumenta que só pode retomá-lo após a secretaria aprovar projeto mais detalhado das obras - elas foram licitadas e contratadas com base apenas no projeto básico. Os novos estudos prevêem aumento de R$ 62 milhões no valor do empreendimento, que passaria de R$ 275 milhões para R$ 337 milhões.

Numa série de pareceres obtidos pelo Estado, produzidos desde julho deste ano, em meio ao clima de tensão política entre Dilma e Campos, a SEP diz que os custos de mobilização e desmobilização da obra em Suape são muito superiores aos praticados em 14 portos brasileiros. O valor orçado é quase o dobro do maior preço pago em outras unidades. Gestores do porto alegam que os equipamentos usados ali são diferenciados, o que eleva os preços.

A SEP diz ainda que o governo de Campos manteve sobrepreço no orçamento feito para a licitação das obras, mesmo após alerta do Tribunal de Contas da União. "Deixou Suape de corrigir o orçamento do edital", diz uma das análises. Mas, segundo o governo pernambucano, a própria secretaria analisou e aprovou o documento em 2011. Os pareceres da SEP registram ainda que o governo de Campos deixou de aplicar R$ 66,7 milhões na obra. Outro problema é que parte dos recursos aportados pelo Estado, R$ 3,1 milhões, não transitou pela conta vinculada ao projeto.

A matéria completa, de Andreza Matais e Fábio Fabrini, neste link:

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,suape-foi-causa-de...

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