Nascido na Filadélfia, Pensilvânia e criado em Cheltenham Township, um subúrbio local, Michael Brecker foi exposto ao jazz em tenra idade por seu pai, um pianista amador de jazz. Pertencente a uma geração de músicos que viu jazz rock não como um inimigo, mas como uma opção musical viável, Brecker começou a estudar clarinete e saxofone alto. Em seguida mudou-se para a escola, onde escolheu o saxofone tenor como seu principal instrumento. Ele se graduou na Cheltenham High School em 1967 e depois de um ano na Indiana University. Michael Brecker mudou-se para Nova York em 1970, onde esculpiu um nicho para si próprio como um dinâmico e excitante jazz solista. Ele estreou aos 21 anos como membro da banda de jazz/rock Dreams-a banda essa que incluía o seu irmão mais velho Randy no trompete, o trombonista Barry Rogers, o baterista Billy Cobham, Jeff Kent e Doug Lubahn. A duração do Dreams foi curta, durando apenas um ano, mas mesmo assim muito influente.

A maioria do trabalho inicial de Brecker é marcado por uma abordagem baseada tanto nas guitarras de rock quanto por saxofones do R&B. Após Dreams, ele trabalhou com Horace Silver e com Billy Cobham mais uma vez antes de se unir novamente com seu irmão Randy para formar a banda Brecker Brothers. A banda seguiu as tendências jazz-rock da época, mas com muito mais atenção aos arranjos estruturados, uma pesada backbeat, e uma forte influência rock. A banda permaneceu junta de 1975 a 1982 com sucesso e musicalidade consistentes.

Ao mesmo tempo, Brecker deixava sua marca como solista em numerosas gravações pop e rock. Suas mais notáveis colaborações incluem aqueles com James Taylor, Paul Simon, Steely Dan, Lou Reed, Donald Fagen, Dire Straits, Joni Mitchell, Eric Clapton, Aerosmith, Frank Sinatra, Frank Zappa, Bruce Springsteen e Parliament-Funkadelic. Durante o início de 1980 ele foi também um membro da banda NBC’s Saturday Night Live.
O músico apresentando-se em Hamburgo, 1981

Com grande demanda como sideman, Brecker também gravava ou tocava com as principais figuras do jazz na sua época, incluindo Herbie Hancock, Chick Corea, Chet Baker, George Benson, Quincy Jones, Charles Mingus, Jaco Pastorius, McCoy Tyner, Pat Metheny, Elvin Jones, Claus Ogerman e muitos outros.

Após a co-liderança do grupo de estrelas Steps Ahead com Mike Mainieri, Brecker finalmente gravou um álbum solo em 1987. Seu disco de debut ficou marcado como um retorno para uma configuração de jazz mais tradicional, destacando seu talento como compositor e apresentando o EWI (Electronic Wind Instrument ou Instrumento Eletrônico de Sopro), com que já tinha tocado no Steps Ahead. Ele continuou a gravar álbuns em toda a década de 1990 e 2000, ganhando vários Grammy Awards. Suas turnês solo ou em grupo ou mesmo em festivais apresentadas nas principais cidades do mundo geralmente tinham ingressos esgotados.

No que tange a equipamento sua configuração preferida consistia de um saxofone tenor da Selmer Company Mark VI e uma boquilha Dave Guardala altamente personalizada, também utilizava um saxofone Selmer Super Balanced Action.

Durante uma apresentação no Festival de Jazz do Monte Fuji (Mount Fuji Jazz Festival) em 2004, Brecker relatou uma forte dor nas costas. Pouco tempo depois, em 2005, ele foi diagnosticado com uma desordem sangüínea chamada síndrome mielodisplásica (MDS). Apesar de uma busca amplamente divulgada no mundo todo, Brecker foi incapaz de encontrar um doador de células estaminais compatível. No final de 2005 foi submetido a um transplante experimental com células estaminais parcialmente compatíveis. No final de 2006 ele estava se recuperando, mas o experimento provou não ser uma cura para ele. Brecker fez sua última performance em público no dia 23 de Junho de 2006, tocando ao lado de Herbie Hancock no Carnegie Hall.

Em 13 de janeiro de 2007, Michael Brecker morreu de complicações de leucemia na cidade de Nova York. Seu funeral foi realizado no dia 15 de janeiro de 2007 em Hastings-on-Hudson, Nova York.

Em 11 de fevereiro de 2007, Michael Brecker foi premiado postumamente com dois prêmios Grammy por sua participação no trabalho de seu irmão, o álbum Some Skunk Funk.

Em 22 de maio de 2007, sua última gravação, Pilgrimage, foi lançada recebendo uma boa resposta da crítica. Ela foi gravado em agosto de 2006, com Pat Metheny na guitarra, John Patitucci no baixo, Jack DeJohnette na bateria e Herbie Hancock e Brad Mehldau no piano. Brecker estava seriamente debilitado quando nas gravações, mesmo assim os outros músicos envolvidos elogiaram bastante o padrão de sua musicalidade. Brecker foi novamente nomeado postumamente e agraciado com mais dois Grammy Awards por este álbum nas categorias de Melhor Solo Instrumental e Melhor Álbum Instrumental de Jazz, Individuais ou de Grupo, elevando assim o seu total a 15 prêmios Grammy.

link para Michael Brecker solos
http://www.4shared.com/document/jwZi-WIf/Michael_Brecker_-_Jazz_Ten...

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Respostas a este tópico

Rapaz, ele era mesmo um gênio no saxofone. Seus solos, cheios de intervalos de técnica impossível, são geniais.

 

cara, saudade do careca!!!

 

bem lembrado!

 

abraço.

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