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Há países, como o Peru, que criaram uma entidade não subordinada ao Poder Judiciário para cuidar da execução das tarefas de planejamento e execução das eleições deixando para o Poder Judiciário apenas sua tarefa de julgar.

Como o Poder Judiciário brasileiro foi encarregado de tudo o que deve ser feito para as eleições, foi obrigado a criar um departamento técnico que foi encarregado de projetar a urna eletrônica brasileira e, por sua formação exclusivamente jurídica, não tem tido condições (ou não tem intenção de) avaliar a adequação técnica da urna eletrônica brasileira. Intencionalmente ou não, ficou prejudicada a auditabilidade da contagem dos votos. Os eleitores e cidadãos brasileiros estão sendo compelidos a confiar na honestidade e na fidelidade à verdade de todos os envolvidos nas tarefas de execução das eleições e o sistema democrático foi baseado em vigilância, não em confiança. Na prática, o TSE tornou-se o eleitor-mor e tornou inútil todo esforço voltado à detecção da vontade coletiva dos cidadãos em relação à escolha de seus representantes nos Poderes Legislativo e Executivo.

Qualquer evidência de fraude vai ser apresentada ao Poder Judiciário para que resulte em punição dos possíveis infratores. No caso brasileiro, o TSE acaba sendo julgador e réu no mesmo processo em que uma fraude eleitoral seja o seu motivo. Essa condição é inaceitável porque abre espaço para o TSE absolver a si mesmo e punir o queixoso na condição de litigante de má fé em todos os casos, arbitrariamente.

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