Ministério quer repatriar pesquisadores brasileiros, diz Mercadante.

O novo ministro da Ciência e Tecnologia, Alozio Mercadante, afirmou ontem (3/1) que estuda transformar a Financiadora Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento, em uma instituição financeira de projetos científicos.

Segundo Mercadante, a ideia agrada a presidenta Dilma Rousseff, mas ainda “será estudada com cuidado”. De acordo com ele, já existe um parecer favorável do Banco Central sobre a mudança, que está sendo analisado. “Como instituição financeira, ela vai ter muito mais eficácia e eficiência para poder financiar pesquisa e inovação, a exemplo do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], pois você não depende de recursos orçamentários. É uma mudança que precisa ser muito bem estudada.”

Entre outras metas do novo ministro estão a formação de cientistas e uma política para repatriação de pesquisadores brasileiros que estão fora do país, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, além da regulamentação da área nuclear e desenvolvimento de mecanismos para prevenção de desastres naturais, em parceria com o Ministério da Integração Nacional.

Outro projeto que terá atenção é o de banda larga que pretende levar internet em alta velocidade a escolas públicas e rurais. Para Mercadante, a inclusão digital é uma das maneiras de pôr fim às desigualdades sociais. “Não resolveremos o nosso ainda grande apartheid social sem resolver o perverso apartheid digital que priva a maior parte dos nossos alunos e professores do acesso ao século 21”, disse em seu discurso na transmissão de cargo hoje (3).

Mercadante afirmou que irá se reunir com a presidenta Dilma Rousseff e deve anunciar amanhã (4) nomes de sua equipe, que segundo ele, será formada por profissionais de “grande excelência e competência técnica”.

Agência Brasil.

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Respostas a este tópico

       Cara MariaDirce,

 

        A colocação da palavra velhinhos entre aspas não teve como intenção diminuir a qualidade dos nossos "experientes" cronologicamente idosos, porém, grandes sábios que estão fora do País transferindo conhecimentos à população de outras nações, em detrimento dos interesses de nossa sociedade que continua tendo que custear, através dos inúmeros impostos e taxas que somos obrigados a pagar, a capacitação de novos cientistas para que possamos avançar em vários campos do conhecimento.

        Na verdade, o termo "velhinhos", entre aspas, teve como objetivo alertar o governo e a sociedade de modo geral para a aberração na qual se constitui a chamada APOSENTADORIA COMPULSORIA, vulgarmente denominada de APOSENTADORIA EXPULSORIA, à qual são submetidos os trabalhadores idosos quando completam 70 anos de idade, ou sejam, são sumariamente exonerados de seus cargos pelo DEFEITO de haverem alcançado os 70 anos, como se simplesmente a idade determinasse a invalidez do cidadão, sendo eu próprio um dos que estão nesta situação, já que completarei 70 anos no dia 9 de dezembro próximo e, para evitar o constrangimento de ser expulso do serviço, convido-a a participar de movimento pela aprovação da PEC 457/2005, pronta para ser votada no plenario da Camara dos Deputados. Na certeza de sua concordancia com a ideia, sugiro-lhe a leitura dos anexos a esta mensagem e encaminhamento de mensagem ao presidente da Camara no sentido de provocar a inclusão da aludida PEC na pauta de votações.

      Atenciosamente,

 

vicente de paula

Vicente, lute contra isso, mas, se a medida nao tiver sido aprovada até setembro, outubro no máximo, peça você mesmo a aposentadoria, para que dê tempo dela sair antes de você completar os 70 anos. Porque, se você se aposentar pela expulsória, perderá o direito à paridade com os ativos, as regras da expulsória sao diferentes das da aposentadoria comum. Pouca gente sabe disso. Pergunte no departamento de RH da sua universidade.

 

 

Grato pela informação. Eu sou fiscal federal agropecuario e não de universidade, já estive aposentado durante o periodo compreendido entre o ano de 1998 a 2003, quando, por não me acostumar com a inatividade, reverti a aposentadoria. Com 69 anos, não consigo concordar em ser demitido por completar 70 anos, ou seja, continuarei lutando pela aprovação da PEC em questão até o fim; e estou esperançoso. Só hoje, 3 deputados entraram com pedido de inclusão da mesma na pauta.

Como todos sabem, politicos só funcionam sob pressão, razão pela qual peço-lhe que vote no abaixo assinado cujo link está a seguir:

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9426

Tenho certeza de que voce concordará em me ajudar a permanecer na ativa.

 

Abraços,

 

vicente de paula

sfa/to

63 3219 4312

 

Anexos
Farei isso. Me interessa tb, porque minha universidade está prestes a criar o regime de DE, mas, se isso nao sair até o ano que vem, nao me dará tempo de ter cinco anos no novo regime antes de me aposentar por ele. O que seria injusto porque, na verdade, sempre trabalhei em DE, mesmo sem que o regime existisse e eu ganhasse por ele.

Caro Vicente de Paula,

 Acho que é preciso um pouco de cuidado para não despir um santo para vestir outro. Não conheço a PEC do Paulo Skaf, mas vindo de quem veio, fico com a pulga atrás da orelha. Fico devendo uma análise mais aprofundada, no momento não posso assumir essa leitura.

 O problema é que, ao contrário da empresa privada, não existe o instituto de "promoção lateral" no serviço público. Cargos no Estado são criados através de projetos de lei. São poucos. E, se é verdade que existem vários funcionários com 70 anos plenamente ativos, depositários de conhecimento, também é verdade que vários deles há muito deixaram para trás capacidade de adaptação. E existe gente nova ingressante que pode e deve evoluir na carreira.

 Na empresa privada a solução é simples: "desloca-se" o funcionário mais antigo para uma área menos estratégica, ou para um conselho. No serviço público, isso é impossível.

 Elaboro melhor a idéia mais tarde.

Haja visto que o debate nesse blog nos permite ampliar a visão democrática dos acontecimentos na sociedade brasileira, quero poder divulgar o ataque fulminante que os dois Institutos Federais aqui no Estado de São Paulo estão sofrendo.

 

Clicando no link a seguir dá para ter uma idéia do imbróglio em que estão metidos os servidores federais da área de C&T.

http://www.sindct.org.br   

http://www.sindct.org.br/files/rap%200801.pdf

Vitor, o pdf nao consegui abrir (acho que tenho que atualizar o meu Adobe para o Windows 7 de 64 bits que uso agora, ele às vezes abre arquivos, às vezes nao) e no outro site nao vi imbroglio nenhum, a nao ser que haverá mais projetos espaciais, precisa-se de mais engenheiros, e simultaneamente o MP quer demitir os terceirizados. É isso?

 

Walfredo

 

A Ciência é universal. Não existe uma ciência brasileira.

Aliás, aprender a se comunicar em inglês não foi problema para pesquisadores alemães, franceses, japoneses e russos ganharem prêmio Nobel. 

A presidenta diz que país rico é país sem fome. Só iremos acabar com a fome com Ciência e Tecnologia. Como chegar lá? Primeiro temos que produzir ciência em quantidade, depois em qualidade e por fim transformar isto tudo em tecnologia. Estamos ainda na primeira parte.

Acredito que a idéia do Mercadante  é que a Finep seja um financiador de tecnologia, deixando ao CNPq e à Capes a função de financiar Ciência.

O financiamento de tecnologia não é simples. Nossos estudantes não tem formação para empreendedorismo e nossas indústrias preferem comprar pacotes prontos.

Consequentemente a boa idéia do ministro só irá vingar se junto tivermos uma mudança na educação estimulando o empreendedorismo e uma mudança na visão empresarial. Basta copiar o modelo americano pós segunda guerra.

 


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