Mino , o garoto, sempre tem razão...
Estas três últimas, ou quatro ou cinco últimas semanas, a gente descobre a fina camada sob a qual se esconde a realidade.
Não falo de mim, nem de você. Falo de gente que tem poeira nos olhos, do acúmulo das estradas, do acúmulo de vida. De experiência.
Olhando, veem o todo. O contexto e a paisagem. Os detalhes, num vislumbre, não lhe escapam. Nem os motivos: porque os fatos assim se organizariam. Vem de longe esta sabedoria de ver, olhar e concluir. Abstrair. Autenticando, dizendo logo o que vêm a seguir...
Neste embate último, de sete, oito semanas , vá lá... a audácia (se isto é audacioso para mim, imagine para os seus companheiros de profissão, de credo, de ofício, de empresariado de comunicações) de entender dirigir suas capas e matérias para um fato do Brasil: fotografar, no momento vívido, claramente a qualidade da mídia que temos...
A audácia é que, sendo igualmente mídia, expressiva e segmentada mídia, decidiu seguir o rastro, o cheiro e o sabor do que é a notícia. A vera notícia... aquela que o País, ainda que por hora não saiba, não intua – necessite, seja indispensável conhecer, saber de si, por si próprio.
Este conflitar, destas visões de quem, experiente, cheio da poeira nos olhos, das inúmeras estradas e caminhos já vividos, de inspirar notícia e perceber seu momento, sua profundidade histórica, junto à visão de quem – igualmente experiente, nada ficando lhe a dever – produziu a matéria considerada, dentro da qual este que escreve, Alberto Dines, ilustre decano da Imprensa brasileira, diz do primeiro, o garoto Mino, que está a fazer e justar vendetta...
Por outras palavras, em nada desprezível experiência, insiste em ver como pessoal, toda uma pauta de sensibilidade jornalística, curtida de muitos anos, em várias (e invariavelmente profícuas) e inúmeras estradas. Poeirentas e sublimes estradas. Onde se constrói a verve e a qualidade do profissional...
Quem terá razão: será de fato vendetta, será pessoal, será menos firme a sensibilidade de quem, aspirando o ar, fareja, no longínquo, a notícia?
Ora, nem eu, nem você teríamos juntos a mínima razão. Em aferir quem de fato está certo. As experiências de ambos nos deixaria só e apenas com nossas opiniões. Nunca com a certeza da resposta precisa, adequada e invariável.
Mas aí surge uma notícia. De mesmos farejadores. Da mesma classe. Da mesma sensibilidade.
Reproduzo abaixo. Nada menos que Bomba! Bomba! Bomba!
( se você não tem a idade adequada, nunca terá saudade suficiente daquele bon vivant, que nunca deixava a vida, e a si próprio, sisudos e sérios – levados em demasia a sério – o nosso Ibrahim Sued. Inesquecível... )
http://brasil247.com/pt/247/midiatech/59936/Patr%C3%B5es-da-m%C3%AD...
Se a notícia é veraz, há de repercutir...
Não sei para você. Para mim, entre dois garotos, duas experiências, duas consciências profundas da realidade que lhes cerca...
Para mim
O garoto Mino tem toda razão...
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