Artigo de Carlos Minc publicado no O Globo de 18/07/2011 e republicado no Jornal da SBPC, e-mail 4302.

A questão clima & ambiente é cada vez mais urgente e complexa. Exige debate, avanço da ciência e decisões que enfrentem exclusão social, diminuam impacto ambiental e defendam o planeta. Por vezes o senso comum rejeita a solução mais abrangente. Vejam a transposição do Rio São Francisco. Trata-se de usar 3% da vazão do velho Chico, a 300 Km da foz, para levar água a 3 milhões de nordestinos, ao invés de encontrar o oceano.

 

As conferências mundiais de especialistas consideram esta a maior obra em curso no planeta de adaptação às mudanças climáticas. O Nordeste será a nossa região mais afetada pelo aumento da temperatura: apresenta alta vulnerabilidade hídrica e social, que será acentuada com o aumento da temperatura. A então ministra Marina Silva, quando a licenciou, reservou recurso para a revitalização do rio. O então ministro Ciro Gomes garantiu que terras irrigadas beneficiassem, sobretudo, agricultores familiares.

 

Quando fui ministro dobrei (em acordo com a então ministra Dilma Rousseff) o recurso Revitalização, garantindo R$4 bilhões para saneamento, matas ciliares, erradicação de lixões. A greve de fome de um bispo, posição de artistas na TV e falta de dados tornaram maldito aqui um projeto mundialmente aclamado.

 

Observemos a luta contra lixões no Rio de Janeiro. Há 4 anos 90% dos municípios tinham lixões. Estes são a síntese do drama social e ambiental: águas, solos e animais contaminados; homens, mulheres e crianças catando sem luvas e botas, entre seringas, porcos e urubus. Todos se chocam com estas imagens, mas não aceitam aterro sanitário em seu bairro ou município, assim como se resiste a estações de tratamento de esgoto, presídios. Formamos consórcios para a construção de aterros intermunicipais, garantimos recursos do Fecam, incentivamos a iniciativa privada a participar. Desativamos 25 lixões e iremos zerá-los em 2014, seguindo a meta estabelecida no Pacto do Saneamento do governador Sérgio Cabral.

 

Em toda audiência pública há contestação: mesmo os que nunca lutaram contra lixões atacam os aterros modernos, que não vazam chorume, captam o metano, gás de efeito estufa que é convertido em energia e gera créditos de carbono. Caso emblemático é o da administração da UFRRJ (Rural), que se mobilizou contra o moderno aterro de Seropédica e vaza seu lixo no lixão local, que sem mantas impermeabilizantes contamina o lençol freático com chorume e emite metano, que aquece 21 vezes mais do que o CO2. As licenças exigem converter parte do lixo em energia - a solução do futuro - e construir ecopontos para os catadores reciclarem.

 

O senso comum conservador estigmatizava a energia eólica: cara, incerta (não venta sempre), distante da rede. Quando no Ministério do Meio Ambiente organizamos um encontro em Natal com apoio de Júlio Bueno e outros 20 secretários estaduais de Energia, elaboramos a Carta dos Ventos com 12 medidas para alavancar a energia eólica no país. Retirar impostos, garantir leilão todo ano, construir indústria nacional de equipamentos. Conseguimos com o ministro Guido Mantega a desoneração de IPI para torres, hélices e turbinas. Com Maurício Tomasquim, da EPE, conseguimos a edição de leilões anuais. Em 2009, contratamos 1.400 MW eólicos contra os 650 MW instalados. Em 2010, contratamos mais 1.300 MW. Em 2011, serão outros tantos. Houve R$22 bilhões de investimentos: agora a eólica é uma realidade no Brasil. Mais um mito derrubado. Aguardem a Carta do Sol!

 

Carlos Minc é deputado estadual (PT-RJ) e ex-ministro do Meio Ambiente.

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Respostas a este tópico

Tirando o tom catrastofista do discurso, sou a favor da transposição do sf. Bispos e artistas com depressão são um saco. Deveriam se suicidar e diminuir o numero de pessoas na terra. Alias aquele bisbo é um pilantra, passou dois meses fingindo que fazia greve de fome, mas comia todos os dias. Safado mesmo. E sabe oque ele queria? Que os ribeirinhos continuassem como estão, ignorantes e sem qualidade de vida. Vão como ovelhas na igreja.

Só fico assustado quando vejo o custo da eólica, esta energia não é movida a vento, é movida a subsídio.

Temos ainda muito potencial hídrico a ser explorado, porém diferentemente de TODO O MUNDO (eu disse TODO O MUNDO) onde os verdes apoiam a energia elétrica gerada por hidroeletricidade, os brasileiros são contra.

 

Isto é uma piada, é ignorância ou má fé, na Europa eles procuram qualquer queda de água para gerar energia aqui no Brasil por BURRICE dos ECO-BURROS eles acham que aproveitamento a fio d'água é só para mini-usinas, e acham que uma mini-usina é aprovada pelos Europeus porque é mini e não porque é um aproveitamento a fio d'água.

 

Eu estou perdendo a paciência com a estupidez e a ignorância dos nossos eco-chatos que estão ficando eco-burros.

Calma! Não adianta ficar nervosinho. Assim tu contaminas o chimarrão com o teu veneno. O negócio é que este debate ainda não acabou, portanto...

Alexandre

 

Me mostre alguma coisa escrita por algum ecologista de fora do Brasil que diga que hidroeletricidade não é fonte renovável de energia. No exterior hidroeletricidade é o máximo, a Noruega é tomada como exemplo mundial só porque eles são loiros e tem 100% de geração por hidroeletricidade, aqui que somos pardos, a hidroeletricidade é feia, é uma estupidez, burrice, ignorância e outros qualificativos que me tiram do sério. Aqui tem movimento para tudo contra a hidroeletricidade, o movimento dos alagados ou afogados das barragens, o movimento dos que cultivam nas encostas tocando fogo e não querem água, o movimento dos que olham os peixinhos no rio e não querem que eles fiquem com mais água, o movimento a fovor que os índios não fiquem com os pés molhados (nem precisa subir a água mais de 10cm) tem movimento para tudo, tem até movimento dos picaretas das eólicas que vão empurrando algo caro e que não funciona sem apoio de outros sistemas e um bando de ..... achando isto o máximo. Do de s.... c....

 

Depois vem um monte de pessoas que não olham o projeto, não entendem coisa nenhuma, só para pentelhar ou aparecer ficam dizendo um monte de asneiras e a gente tem que aguentar, eu tenho paciência explico umas dez vezes, agora quem não entendeu depois de dez vezes é porque é burro ou mal intencionado, o como diz o ditado, quem é burro que Deus mate e o capata que carregue.

Hehehe! Santa Maria das hidroelétricas! Tás possuido?

Eu trouxe este texto aí exatamente por isso, por ele suscitar esse tipo de debate. Existem os prós e os contras e eu, também, não sou adepto do discurso ambientalista messiânico, o que eu quero é um debate antes de se sair por aí fazendo obras.

 

Concordo contigo. Em parte, claro. Há um amigo meu, que trabalha aqui na empresa na área de manutenção técnica e está cursando engenharia de automação, que me faz a seguinte pergunta: bacana a energia eólica, sim, e depois, quando as baterias acabarem, onde a gente descarta?

 

Creio que a gente deve entender as particularidades de cada caso. Os rios europeus não contam com a capacidade de uso dos nossos daqui e o pontecial de energia é médio em relação aos nossos. Por isso, eles aproveitam até o talo tudo que aparece. Há também que se considerar que temos populações indígenas, sim e cablocos que vivem dos rios por aqui. E dependem muito.

A nossa hipocrisia de não assumir que precisamos explorar é que me indigna.

Fazemos uma volta danada para dizer que, "se danem, vamos invadir e alagar". Porque é assim que funciona. IBAMA, fundações ambientais estaduais, conselhos econômicos, nada disso funciona como deveria, são apenas cabides auríficos de empregos, pois se quisessem mesmo preservar o meio ambiente e as populações ribeirinhas viriam a público e contavam a verdade, ao invés de discursos politicamente corretos.

O Brasil vai ter que crescer? Sim. Vai ter que construir mais hidroelétricas? Vai. Há solução alternativa? Não. Então que se ponha este debate em pauta, pois muita gente está sendo enganada.

alexandre,

eu acredito que exista algumas linhas divisórias que definem as idéias diante da questão ambiental.

de um lado, temos os ambientalistas radicais (alguns sonhadores, entre eles, carregados de boas intenções) que, por uma razão ou outra, se negam a qualquer projeto que implique dano à natureza. é uma espécie de desenvolvimento que nos remete prô passado.

 

temos um outro grupo que, entendo, arruma argumentos de toda a espécie que nega a completa ausência de danos à natureza e às populações afetadas, como que querendo um desenvolvimento a qualquer preço, a qualquer custo. no caso brasileiro, temos, por exemplo, um grupo que prega o total desrespeito ao povo indígena, como se ele fosse um sujeito desprovido de cultura e de saberes que mereçam ser preservados, e sem direitos plenos sobre a sua terra. podem ser desalojados sem piedade, porque já seriam "aculturados" e nada tem a perder. este mesmo grupo não prima pelo cuidado com o debate que considera que os danos à natureza precisam ser minimizados, até onde o conhecimento do homem permite. estes parecem não olhar o futuro... é ele, e pronto!

 

e temos ainda aqueles que, reconhecendo os danos aos povos e ao ecossistema, exigem que o preço destes processos de desenvolvimento venham devidamente abonados com políticas claras e vigorosas de minimização de danos, para o homem, dono desta terra, e para o bioma. estes, me parecem, bebem da cautela porque sabem dos riscos das decisões. são ambientalistas que, ainda que andem sobre o fio da navalha, apontam caminhos e, se tem pressa, não caem no conto do amor ao passado, nem no deslumbre sobre o futuro. e, sobretudo, sabem que existe um povo que não pode ser privado daquilo que é seu. se querem tomar algo dele, o façam respeitando a sua soberania.

 

quando chegamos na "civilização", na urbe, o discurso ganha outros contornos, claro (vai desde a sacolinha de plástico... aliás, começo a me sentir uma criminosa cada vez que uso uma sacolinha plástica, como se não houvesse formas de reciclagem quase infinita para estes produtos... uso do ar condicionado... carro...) mas fiquemos apenas nestas questões que nos mobilizam agora. contra o uso do carro, só vejo uma solução: transporte coletivo eficiente. fora disto... e daí os ambientalistas radicais lutarem por isto, lutam?

 

ah, sei lá, apenas um exercício a partir das conversas que vejo por aí...

 

 

A questão a ser entendida é: EQUILÍBRIO. Sempre toco naquela frase da música do Roberto Carlos: Não sou contra o progresso, mas apelo pro bom senso.

Eu conheço os mecanismos que se referem à ecologia. Minha formação me obrigou a conhecer, ao menos, os aspectos elementares. Senão souber um mínimo disso, devo rasgar meu diploma, por respeito á ciência. E o que eu digo é: estamos fazendo errado, tanto o desenvolvimentismo acelerado quanto o ambientalismo messiânico.

O ser humano, a nossa espécie, não vai deixar de explorar a natureza. Há 400 mil anos estamos fazendo isso. Antes, no Paleolítico, éramos algumas tribos errantes. Hoje, somos 6 bilhões de baratas tontas comendo, bebendo, fazendo xixi e eliminando coco a todo momento. Além de derrubar àrvores, dunas, costões, invadir praias, rios, lagos, encostas e mangues, sem sequer pernsarmos em pagar a conta.

Uma tribo de índio, se fosse desenvolvida ao nível da civilização moderna, jamais poderia invadir o centro de São paulo para construir uma maloca. Seria motivo de uma guerra civil. Mas nós nos achamos no direito de fazer isso lá, na terra deles, e ainda achar ruim quando eles nos olham de cara feia. Ou fazemos chacota por eles quererem beber nosso uísque e comer nossa comida.

Temos um preço a pagar, a conta está se tornando muito alta. E nem discutir o assunto a gente quer mais. Liga o trator e passa por cima. Não, assim não. Sem carinho não há amor.

Rogério, concordo com vc. Sobre as micros e minis usinas, que na europa são utilizadas e pagas a particulares, tenho um exemplo prático. tenho uma pequena propriedade, onde existe uma boa queda de agua. Uns 10 metros de queda e uma vasão capaz de gerar muita energia. Muito mais, imagino mas não estou certo, que uma ou duas eólicas. Pois bem, levantei os custos e fui me informar se a eletro, cia de energia, poderia comprar o excedente. Não, não compram a menos que seja um grande empreendimento. Como  o investimento é alto e utilizaria muito pouco do potencial desistí.

Fico imaginado quanto desperdíco de energia limpa existe nesse pais.

Outro tiro no pé e ja virou maracutaia é o biodisel.

Caros

O Ming tinha que concordar com a transposição, não foi ele que assinou a licença ambiental ?

Outra obra que não consigo entender como brasileiros, artistas, eco "chatos", bateram de frente até quanto pode.

Custo da obra, corrupção, roubalheira na construção, isso são outras historias que devem ter vigilancia constante, agora quanto a viabilidade tecnica e os beneficios que essa transposição trara para o agreste, não vejo como discordar do projeto.

 

abraços

 

Sou eleitora do Minc, fiel e devota. Tenho o hábito de passar na Assembléia Legislativa e verificar os projetos do deputado e visito a rede de amigos de Minc:

http://carlosminc.ning.com/

Antes de comentar o tópico passo a biografia do meu querido deputado. É um dos poucos que a gente encontra na rua, no cinema e, recentemente, fomos a mesma festa junina.

"Descendente de família judaica, aos dezoito anos, cursando o Colégio de Aplicação da UFRJ, foi vice-presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (AMES), cargo de liderança no meio estudantil em plena ditadura militar.

Ex-guerrilheiro, por sua participação em atos da esquerda armada contra o regime foi preso em 1969. Integrante da organização clandestina VAR-Palmares, onde militou ao lado de Dilma Roussef,[2] participou em 18 de junho de 1969, na cidade do Rio de Janeiro, do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo da corrupção),[3] de onde foram subtraídos 2,5 milhões de dólares.[4]

Foi libertado em 1970, juntamente com outros 40 prisioneiros políticos libertados em troca do embaixador da então Alemanha Ocidental, Ehrenfried von Holleben, que fora sequestrado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ação Libertadora Nacional (ALN), e exilado. Retornou ao Brasil em 1979 através das concessões da lei da anistia.

Em 1978, Minc terminou o curso de mestrado em Planejamento Urbano e Regional, pela Universidade Técnica de Lisboa. Doutorou-se em Economia do Desenvolvimento na Universidade de Paris, em 1984.

É membro-fundador do Partido Verde (PV), juntamente com Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, tendo sido eleito deputado estadual em 1986. Em 1989, por ocasião das eleições presidenciais daquele ano, rompeu com Gabeira, que era candidato pelo PV, e passou a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, filiando-se ao PT, legenda na qual se abriga até hoje. Foi reeleito deputado estadual em 1990, 1994, 1998 e 2002, quando obteve a sua votação mais expressiva de todos os tempos.

Defensor do socialismo libertário, Minc também declara que uma de suas bases programáticas é o direito das minorias e o meio ambiente.

É autor de inúmeras leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, das quais muitas são voltadas para a defesa do meio ambiente enquanto outras têm mais a ver com a cidadania."

Foi da equipe de Marina Silva e a substitui na pasta do Ministério do Meio Ambiente. Trabalha exaustivamente, em todos os mandatos no Rio de Janeiro, jamais deixou de ar aula no Fundão (UFRJ).

Minc consegui mesmo sacaneado pelo governador de Mato Grosso do Sul que o chamava de viadinho, e é sempre lembrado por Tio Rei que vive no Planalto dos Veadeiros, negociar politicamente com as antas do agronegócio para. Deixou o ministério com o seguinte resultado:

"Carlos Minc deixa ministério com menor taxa de desmatamento da história".

Longe de ser um ecochato, Minc é cientista e entende do riscado; também  é independente. Defende a construção de Belo Monte, lutou para remodelar o projeto, acrescentando 40 itens de proteção ambiental, e a transposição do São Francisco.

Leiam a defesa que faz de Belo Monte:

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/12561579.html

Participa da marchada maconha e dos direitos dos gays. Sempre participou, enfrentando toda e qualquer reação.

Inesquecível foi a sua luta para acabar com o uso discriminatóriao do elevador de serviço, uma excrescência carioca.

O consumo de sacos plásticos no Rio de Janeiro caiu em 25% dos 2, 4 bilhões distribuídos por ano no estado, graças a um projeto de lei de Minc. As lagoas, os rios e os canais do Rio de Janeiro agradecem. A população, também.

Criou:

"o Fórum Estadual de Acompanhamento do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (Fadeg), determinando a participação e controle nas obras de despoluição da baía. Em 2006 (Governo Rosinha), constatamos que o PDBG tratava só 15% do esgoto, por inaugurar as ETEs sem as redes que teriam que levá-lo às estações. No Governo Sérgio Cabral, utilizamos recursos do Fecam, com a SEA e a Cedae, concluindo a ETE da Alegria, a maior estação do PDBG, que faz tratamento secundário completo. Avançamos com ETEs e redes na Baixada Fluminense e São Gonçalo, e conseguimos, com a Petrobras, a despoluição do Canal do Fundão/Cunha. Passamos a quantidade de esgoto coletado e tratado para 40%. Foi proporcionalmente, segundo a FGV, o maior crescimento do país em tratamento de esgoto."

Luta pela fechamento dos lixões espalhados em 90% dos municípios do estado:

"A 1ª medida foi a aprovação da lei do ICMS Verde, que não aumenta imposto, mas atribui mais recursos ao município que criar áreas protegidas, melhorar a qualidade da água e acabar com lixões, implantando aterro sanitário e coleta seletivaqualidade da água e acabar com lixões, implantando aterro sanitário e coleta seletiva.

A 2ª foi a organização de consórcios intermunicipais, beneficiando municípios menores que não têm espaço ou recurso para criar aterro com tratamento de chorume (efluente da decomposição do lixo, super poluente) e captura do metano (gás do lixo, aquece o planeta 21 vezes mais do que o CO2) e sua conversão em energia. Destinamos R$ 30 milhões do Fecam (Fundo Ambiental) para consórcios implantarem aterros e remediarem lixões. Nove consórcios avançaram, englobando 54 municípios.

A 3ª foi simplificar o licenciamento de aterros privados e concessionárias de prefeituras. Sabemos da necessidade de presídios, estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários, mas ninguém os quer em seus bairros. Há que ter transparência, segurança, contrapartidas. Lixão é grave problema. Aterros modernos são solução, sem urubus, chorume ou emissão de metano.

Converter lixo em energia renovável é solução para o século XXI. A questão dos catadores é estratégica, pois sem eles não convertemos lixo em novos insumos. O Prove (Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal) recuperou 6 milhões de litros no Grande Rio, em 2010, gerando R$ 6 milhões para 25 cooperativas. Expandir a separação domiciliar do lixo e coleta seletiva gera emprego e renda para catadores."

 

Minc trabalha adoidado e é muito querido no Rio de Janeiro.

http://carlosminc.ning.com/profiles/blog/list/?tag=midia

Minc é mega sincero e não vive em estado de graça, nem é santo, como Marina. Entrevista para a VEJA:

http://veja.abril.com.br/101208/entrevista.shtml

 

 

 

 

Do pouco que sei, energia eólica é obtida por aquele monstro de distribuição de torres de alumínio, e era um projeto para a região das caatingas, para algumas áreas específicas no país, jamais um projeto que substituísse as pequenas centrais de hidrelétricas. 

Minc tem um projeto de criação de um centro de estudos sobre energias solar e eólica.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Nova usina de energia eólica de 136MW, a maior da América Latina, e... Energia eólica
Carlos Minc licenciou a construção de uma usina de energia eólica de 136MW, a maior da América Latina, em São Francisco de Itabapoana.
Seu próximo passo é criar no Rio um moderno centro de pesquisa de energia solar e eólica.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/default.asp?palavra=s%E3o+franc...

No momento em que são cada vez mais questionadas as construções de usinas hidrelétricas enucleares, devido a seus impactos socioambientais e custos elevados, as fontes renováveis de energia, como eólica, biomassa e solar, começam a ganhar espaço no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), por exemplo, revelam que, até 2013, serão investidos no país R$ 25 bilhões em 141 projetos do setor, espalhados pelos estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou que, dentro de dois anos, o país produzirá 5.272 megawatts (MW) de energia eólica, um grande avanço se for considerado que, em 2005, o Brasil gerava apenas 29 MW.

O volume total de energia que será gerada apartir dos ventos — os novos projetos proporcionarão um incremento de 4.343 MW — é superior aos cerca de 4.500 MW previstos para a polêmica Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Além disso, chega perto do total a ser produzido pelas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia: 6.300 MW.

Estrangeiros investem em fontes renováveis no Brasil

Atualmente, a capacidade de geração de energia eólica no Brasil é de 928,9 MW. Segundo opresidente da EPE, estatal federal, as fontes renováveis de energia representam, hoje, aproximadamente 8% da eletricidade produzida no país. Em dez anos, devem chegar a 14%. Somente a CPFL Energias Renováveis está investindo R$ 5,8 bilhões no setor. Já a Renova Energia planeja aplicar R$ 1,2 bilhão em vários projetos, principalmente parques eólicos.

—A energia eólica vai reduzir aoperação das usinas térmicas a gás natural que são acionadas de forma complementar às hidrelétricas—destacou Tolmasquim.

O presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, disse que a energia produzida a partir dos ventos corresponde hoje a 0,7% do total de eletricidade do país, mas, em 2013, esse percentual passará para 4,3%. Segundo ele, diversos fabricantes estrangeiros de equipamentos começam a se instalar no Brasil, o que permitirá uma redução gradual dos custos do setor.

— É uma energia limpa, que não depende do petróleo. Por isso defendemos que o governo realize um leilão só para a oferta de projetos de energia eólica. A tendência é de os preços caírem cada vez mais— afirmou Simões

Norte Fluminense deverá ganhar parque eólico

Um dos maiores complexos eólicos em construção no país é o da Renova Energia na Bahia, que totalizará 457 MW. Em breve, o Estado do Rio também vai ganhar um grande projeto do setor, que será desenvolvido pela CPFL Energia, companhia que gera edistribui eletricidade em São Paulo.

O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior,explicou que ainda está em ne-gociação com ogoverno estadual sobre o local ideal para a instalação de uma parque de energia eólica comcapacidade para gerar 150 MW. O investimento no Rio deverá girar em torno de R$ 600 milhões. Fontes informaram que um dos locais estudados pela CPFL é odistrito de Gargaú, no município de São Francisco do Itabapoana, no Norte Fluminense. A empresa opera na região, desde 2009, um parque eólico com capacidade de 29 MW.

—Vamos executar esse projeto para apoiar os grandes eventos que oRio vai receber nos próximos anos (Copa do Mundo eOlimpíadas), investiremos cerca de R$ 600 milhões — informou Ferreira.

Energia solar ainda tem custo elevado

A geração de energia nas usinas de biomassa também tem crescido nos últimos anos. Segundo a EPE, enquanto que, em 2005, a capacidade do setor era de 1.755 MW,em 2013, chegará a 8.900 MW.
Entre as fontes renováveis de energia, aque está mais atrás em termos de projetos no Brasil é asolar, por ainda ter umcusto elevado—a tarifa média éde R$ 450 por MW/h, contra R$ 130 por MW/h da eólica emenos de R$ 100 MW/h da hidrelétrica. Representantes das empresas que apostam em fontes renováveis de energia defendem que investir no setor é melhor que construir hidrelétricas. Eles argumentam que, além de grupos poderem desenvolver projetos sem a necessidade de formação de grandes consórcios, há uma previsão de forte crescimento mundial para o segmento nos próximos anos.
—Não tenho dúvidas de que as fontes renováveis de energia terão um papel muito importante, não serão apenas geradoras complementares.
A energia nuclear vai ficar mais cara, a alta dos preços do petróleo deve continuar,as usinas térmicas a carvão têm graves problemas ambientais, e as hidrelétricas também começam a enfrentar forte oposição emvários países por causa de seus impactos à natureza— disse Ferreira.

http://www.ipen.br/sitio/?idc=9419

Simone

 

Sendo mais uma vez chato. Estes tais de 25bilhões para a geração eólica, sabe quanto vai gerar de Potência Firme? É o que interessa, é ter energia elétrica na hora em que tu necessitas.

 

Bem, eu já andei olhando 25 bilhões para uma potência firme de 10% do Belo Monte.

 

Vou repetir, 25 bilhões para uma potência firme de 10% do Belo Monte.

 

Vou repetir de novo, 25 bilhões para uma potência firme de 10% do Belo Monte.

 

Mias uma vez, 25 bilhões para uma potência firme de 10% do Belo Monte.

 

Agora em maiúsculo:

 

25 BILHÕES PARA GERAR UMA POTÊNCIA FIRME DE 10% DE BELO MONTE.

 

Mais uma vez em maiúsculo e em negrito:

 

25 BILHÕES PARA GERAR UMA POTÊNCIA FIRME DE 10% DE BELO MONTE.

 

Agora em maiúsculo, negrito e itálico.

 

25 BILHÕES PARA GERAR UMA POTÊNCIA FIRME DE 10% DE BELO MONTE.

 

Notaram a manipulação?

 

"O volume total de energia que será gerada apartir dos ventos — os novos projetos proporcionarão um incremento de 4.343 MW — é superior aos cerca de 4.500 MW previstos para a polêmica Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Além disso, chega perto do total a ser produzido pelas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia: 6.300 MW."

 

O texto que está em cima escrito, é uma meia verdade safada que esconde a realidade, jamais, mas jamais mesmo, estas usinas vão gerar perto de 5000MW em nenhum momento.

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