MULHER, OBJETO DE CAMA E MESA

            Antes de tudo, devo avisar que estou dedicando este texto (ou discussão) às minhas diletas amigas (mais de quarenta) aqui deste portal, assim como à todas as outras mulheres que aqui frequentam. Lembrando sempre que estou, com ele, ( o texto) homenageando aquela que foi um de meus maiores ídolos, a grande feminista, de quem aliás roubei o título acima: a grande HELONEIDA STUDART que com toda a certeza, entenderia e sorriria com a minha ironia.

             Nos meus tempos de ventura, durante a infância e a adolescência, morávamos, minha família e eu, em uma casa estilo colonial dentro de um regime patriarcal, onde quem mandava era meu pai. Sete irmãos, (três homens e quatro mulheres) minha mãe, meu avô materno (viveu 110 anos) uma empregada que por fim virou irmã, eram as pessoas subordinadas aos ditames de meu pai. Às terças, vinha uma lavadeira e às sextas vinha a passadeira.

              Naqueles tempos, havia uma certa ordem natural das coisas e uma divisão correta das tarefas cotidianas. As mulheres cumpriam as ordens e levavam a termo as obrigações subalternas, próprias delas, tais como limpar, lavar, cozinhar, coser, bordar. Tal como disse o Senhor, lá no Genesis: “teu desejo a levará ao homem e ele te dominará e tu o obedecerás”.

              Hoje, está tudo mudado. Houve uma revolução estapafúrdia nos costumes e o mundo virou-se de pernas para o ar. Assim não pode! Assim não dá! Como diria aquele ex-quase-pseudo-sábio, cujas iniciais mais parecem a sigla de poderoso inseticida, proibido por ser tão nocivo assim quanto o próprio. Estou falando do “Bouche d'aisselle”, Dom Fernando, o prolífero.

               Dia desses, após terminar de passar algumas roupas, que eu mesmo, no dia anterior, tinha posto na máquina para lavar e secar, fui acessar minha conta bancária, pela internet e constatei que havia um ligeiro problema de um cheque emitido errado. Tentei resolver pelo computador, mas não foi possível. Havia a seguinte mensagem: operação impossível de ser concluida on-line. Consulte seu gerente.Dirigi-me à Dona Glaydys e disse: Benzinho, aquela roupa que eu lavei ontem já está passada, agora eu posso ir até o banco resolver um problema? Depois que eu expliquei todo o problema, ela consentiu.

              Antes de sair, tive que aguardar uns momentos, pois na casa em frente, estava um caminhão de mudanças. A motorista, uma mulherzona vestindo um macacão maior que o número dela, um boné de baseball, estava espinafrando dois carregadores que deixaram arranhar o verniz de um guarda-roupa. Cheguei ao banco e dirigi-me ao gerente. Que gerente? Não havia gerente. Havia uma GERENTA. Quem estava lá, era uma mulher. Bonita, com certo ar senhoril e um sorriso simplesmente cativante. Olhei no craxá. O nome era Kenia, assim com K e não com Q, para não confundir com aquele país dos corredores. Em questão de minutos ela resolveu meu assunto.

              Agradeci e sai dali em direção ao forum. Precisava autenticar uma certidão e solucionar uma pendência com o INSS. Primeiro, me encaminhei à um cartório onde uma simpática TABELIÃ, ou será ESCRIVÃ? Eu nunca soube o nome correto de tais profissionais de cartório. Só sei que era uma mulher. Dali, dirigi-me até o gabinete da JUIZA, onde encontrei-me com minha ADVOGADA, que lá já estava à minha espera. A juiza ainda não tinha chegado, então sentamos na sala de espera.

Da sala, podíamos vislumbrar a sala da PROMOTORA, que estava formulando a denúncia, trazida pela DELEGADA, sôbre a prisão de uma notória ESTELIONATÁRIA.

               Assim não pode! Assim não dá! Onde é que esse mundo vai parar, Deus meu? Acabo de saber que a PRESIDENTA, que já tem em seu “staff” várias MINISTRAS e várias ASSESSORAS, nomeou a primeira CONTRA-ALMIRANTA da nossa marinha. Estou aqui me “borrando” todo de medo, pois semana que vem, terei que fazer um exame de próstata. Vamos que meu plano de saúde me indica uma MÉDICA e ela seja daquelas mulheres vaidosas, que gostam de unhas compridas! “Tô ferrado”!

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Respostas a este tópico

Euripedes, você dedicou esse texto só às amigas de menos de 40. Com essa letrinha nao dá para ler... (rs, rs).

Tenho uma amiga que é dona de uma optica e a irmã dela é otorrino-oftalmo-laringologista. Prometí-lhes um merchandizing.

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