Hoje é o comemorado o "NELSON MANDELA DAY" - 18/07 - 95 anos

   Nesse 18/07, é o dia ´Internacional em Homenagem ao 95º aniversário de NELSON MANDELA´, comemorado todos os anos, no aniversário de MANDELA - caso único na história - por criação da ONU em 2009, nada melhor para a alma sonhar com as utopias da Escandinávia: da igualdade, fraternidade, solidariedade e liberdades civis.

   Aproveito para consignar aos defensores de segregação de direitos raciais, de diferentes cidadanias em bases raciais ou de políticas públicas fundadas em direitos raciais, semente de ódios raciais, a mais sublime lição da pedagogia do amor contra a pedagogia do ódio. Dita por NELSON MANDELA já no exercício da Presidência pós-Aphartheid, visava acalmar os ânimos de pretos que desejam políticas vingativas contra os brancos que tiveram os privilégios raciais. Dizia o eterno MANDELA; "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele. Eles foram ensinados a odiar. Se aprenderam (são humanos) e nós podemos lhes ensinar a amar."

      Tal lição é condizente com a de outro revolucionário dos anos 1960, época em que MANDELA já estava nas prisões racistas da África do Sul do regime de ´Aphartheid´. Então Bobbe Seale, o pensador das lutas contra as iniquidades do racismo e do capitalismo dizia: “Não combatemos racismo com racismo. Combatemos racismo com solidariedade. Não combatemos o capitalismo explorador com o capitalismo negro. Combatemos o capitalismo com socialismo básico. E não combatemos o imperialismo com mais imperialismo. Combatemos o imperialismo com o internacionalismo proletário” - (Bobby Seale, The Blacks Panthers)

 - http://www.oarquivo.com.br/index.php/polemica/historia/3961-partido... 

       Aqui um resenha de 1999, sobre o homenageado do dia:

Nelson Mandela

18/07/2013 - 95 ANOS

 

Nascido em 18 de julhode 1918 em Mvezo, uma aldeia minúscula situada às margens do rio Mbashe, no  distrito de Umtata, a capital do Transkei, cantado emprosa e regge pelo Brasil e pelo mundo afora comohomem e como líder, Nelson Rolihlahla Mandela é o melhor estadista deste século.

 

Quando ainda estava naprisão, motivou campanhas, no Brasil

e no mundo.

Nas celebrações de sua libertação, todos reconheceram, naquele rosto sorriso largo , um aliado, um líder capaz de generosidade, persistência e insubstituível experiência.

 

Madiba, como é carinhosamente chamado entre o seu povo, os xhosas, pode ser traduzido por "o velho". Quando o seu clã a ele assim o se refere, trata-se de uma forma de respeito por seus ancestrais.

 

Ele não tem aspiração a santos e sabe de seus limites humanos.

Por isso faz da ética a generosidade referência para a sua ação política. 

 

Na maioria das tradições africanas, o poder á vitalício, transmitido segundo o desejo do dirigente.

Mandela usa seu poder pessoal, para, por meio de processo democrático, assegurar a indicação de seu sucessor, Thabo Mbeki.

 

Como diamante puro, forjado sob pressão, o presidente sul-africano trata com grandeza o exercício do poder e, da  mesma forma, os  atos  cotidianos  e os assuntos considerados tribais.

 

Superando os limites do acanhamento machista, teve coragem de revelar mais de uma   vez, em público, sua necessidade de amor, sobretudo durante sua separação de Winnie  Mandela, assim como no processo de seu namoro e casamento com Graça Machel.

 

Ele não deixa de ser o ator político flexível para construir caminhos de paz e de desenvolvimento, ao mesmo tempo, ao mesmo tempo que tem sido intransigente no processo de desmonte do apartheid, no menor tempo histórico possível.

 

Pata todos os povos de origem africanas, e certamente para os africanos, Nelson Mandela representa a principal referência de liderança porque projeta para ofuturo possibilidades de fazer da desigualdade, do sofrimento, da humilhação, do encarceramento, da desumanização, o ponto de partida para o exercício da desigualdade,  para a expressão da alegria, para a conquista do poder  e, sobretudo, para o exercício do poder com valores que  promovem a inclusão. 

Ao lado de Samora Machel, Patrice Lumumba, Martin Luther King, Malcolm X, Steve Biko, Kwame Nknumah, Zumbi dos Palmares, Maurice Bishop, Agostinho Neto, ele  integra o panteão dos heróis negros dos afro-brasileiros.

O fato é que, se a África do Sul apresentou para o mundo, sobre tudo nos anos 70 e 80, o que de pior se pode estruturar como sistema político de Estado, do ponto de vista da negação dos direitos humanos e da exclusão de grupos humanos, de lá veio também a possibilidade de reconstrução de uma  sociedade multiracial.

Foi Nelson Mandela o líder capaz de conduzir esse processo, repartindo o poder, aesperança, a perplexidade e os problemas com o maior numero possível de líderes, aliados ou de oposição, conciliando as diferenças, denunciando as deslealdade, evitando mais rupturas e consolidando lideranças.

 

Como presidente de 40 milhões de pessoas, ele não só conduziu honrada-mente o processo de reconstrução da cidadania e dos valores da democracia abalados pelos anos de apartheid, como também criou políticas como o "orçamento de gênero" com  o combate à distribuição desigual dos recursos público  para mulheres.

 

Liderou o processo de reorganização dos pretos de seu país e de outros grupos excluídos por origem étnica, como os indianos.

 

Ao sair da prisão, após 27 anos, Mandela escolheu o Brasil como um dos primeiros países a visitar e afirmou que iria fazer da África do Sul uma sociedade como a nossa.

 

Muitos torceram o nariz, pois estávamos no inicio do processo de demolição do perverso mito  da democracia racial, que por muitos anos imobilizou

a sociedade brasileira, impedindo um tratamento mais honesto das relações raciais e, sobretudo, punindo negros. 

 

Não foi ingenuidade ou  falta de compreensão do processo brasileiro.

Várias vezes ele  expressou sua preocupação por não ter tido a oportunidade de

publicamente esclarecer, no Brasil, suas reflexões. 

 

Certamente falava da imensa possibilidade que percebe no Brasil, e que representa a base dos conceitos com que conduz seu governo, ao construir mecanismo  para que vários segmentos humanos superem a desigualdade históricas e compartilhem, sem limites de afetividade, muito além de relações formais de direitos iguais ou baseadas na tolerância, a rica diversidade humana e cultural em nações multiculturais.

 

Sempre que solicitado,ele nunca se furtou a apoiar os descendentes de africanos em qualquer parte do mundo. Atendeu a solicitação dos afro-americanos e, emsua Segunda visita ao Brasil, ao completar 80 anos, assinou a placa delançamento do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, juntamente com o presidente Fernando Henrique Cardoso. 

 

Mandela é amado e respeitado pelos negros brasileiros por sua própria história de luta, mas, sobretudo, porque resgata para o imaginário da humanidade as grandezas da África e desfaz as imagens desqualificadas dos  africanos e seus descendentes.

 

É o estadista que cumpre todas as formalidades necessárias e também dança com a leveza e a dignidade ritualística dos povos que consideram a natureza, inclusive a humana, como provedora de oportunidades para o contato com odivino, com o sagrado.

 

Nelson Mandela, Madiba é uma figura política fundamental porque apoia a construção da auto-estima de cada negro e de cada ser humanos, ao estimular que sejamos, todos, melhores ancestrais para aqueles que virão construir a história de nós.

 

Dulce Maria Pereira – Arquiteta e ex-presidente da Fundação Palmares - Afrodescendente, foi Embaixadora do Brasil junto à CPLP - Folha de São Paulo de 30 de maio de 1999. http://www.afrodescendente.net.br/blog_mandela_day_2.htm 

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