Portal Luis Nassif

Ninguém poderá condenar o Lula por não ter trabalhado, ao longo de várias décadas, preparando quem pudesse prosseguir a sua trajetória política e social. Por dezenas de vezes, ele apostou no seu prestígio e sua história para alimentar o surgimento de novas lideranças. Nem sempre obteve sucesso, e quase nunca foi compreendido. Suas opções acabavam provocando o “ciúme” de certos companheiros, e daí várias lendas urbanas. Suas amizades mais estreitas acabaram como fontes de denúncias de “corrupção” nunca comprovadas. A verdade é que ninguém pode acusá-lo de ter indicado um de seus filhos, ou demais membros de sua família, para continuar a sua obra política; como reza a tradição. A sua longa e “profética” vida pública (tudo indica) é única, e para desespero de milhões de brasileiros progressistas estamos no capítulo final. O que se avizinha é algo parecido com os enredos dos filmes, protagonizados por Gordon Scott e Steve Reeves, vivendo personagens gregos ou romanos, que tanto encantaram Lula (na sua adolescência), só que agora é sério. Ele Lula um personagem real.

Luiz Inácio Lula da Silva nos dias atuais é a representação dele mesmo; cansado, irritado, abatido, mas ainda valente como só assim vivem e/ou morrem os grandes homens da Humanidade. Claro que, propositalmente, poucos (ou ninguém) falam sobre isto; que Lula é o retrato do homem moderno, fruto da industrialização do Brasil a partir da década de cinquenta – o trabalhador brasileiro. No passado tivemos heróis ou tentativas de se consolidar empreendedores, empresários, a exemplo de  Delmiro Gouveia, líder de uma época e um estágio econômico, mas que ao final de sua vida a Globo (anos atrás) conseguiu transformá-lo num pobre “diabo” e ”fracassado”, através de transmissão da série “Amazonas”.

Ficamos com Getúlio Vargas: um estanceiro que teve um final trágico e nem precisou da “ajuda” da tevê, para semear a descrença e o pessimismo evitando, assim, exemplos a serem seguidos.

Quanto a Lula, nem pensar - não admitem ou aceitam que um trabalhador tenha se transformado num herói Nacional e Internacional. Não sem surpresa, não apenas a Globo como as demais empresas de comunicação, sob a concessão do Estado, se colocam elas mesmas como o Estado Brasileiro, monitorando o Judiciário e o Legislativo impedindo que se forme na memória do cidadão comum uma referência positiva.

Como podemos ver na representação, e principalmente, na realidade dos seus quinze minutos (ou seriam quinze meses), teremos um final onde vamos tê-lo (novamente) como presidente da República; ou como “presidiário”. A enquete não é proposta por quem foi e está sendo “apunhalado” pelas costas, na luta pela manutenção do caminho democrático, mas pela Revista Veja, pertencente a uma das mais nefastas organizações empresariais que aqui se instalou nas últimas décadas, a “Editora Abril”, além de alguns chefes de Máfia Italiana. Mas, se me permitirem, ouso dizer e os “companheiros” não atrapalhar, que teremos novamente o personagem aqui reverenciado com a mesma alegria da foto que ilustra este texto muito em breve.

Jair Antonio Alves - dramaturgo

Exibições: 62

Responder esta

Publicidade

© 2017   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço