Em Aquiraz, no Ceará, dona Tarcília Bezerra construiu uma expansão de seu cabaré, cujas atividades estavam em constante crescimento após a criação de seguro desemprego para pescadores e vários outros tipos de bolsas.

 

Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração em sua igreja, de manhã, à tarde e à noite.

 

O trabalho de ampliação e reforma progredia célere até uma semana antes da  reinauguração, quando um raio atingiu o cabaré queimando as instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.

 

Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar "do grande poder da oração".

 

Então,  Tarcília processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que eles "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio" utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios.”

 

Na sua resposta à ação judicial, a igreja, veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.

 

O juiz a quem o processo foi submetido leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, na audiência de abertura, comentou:

 

“Eu não sei como vou decidir neste caso, mas uma coisa está patente nos autos. Temos aqui uma proprietária de um cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!”.

 

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Respostas a este tópico

Vários pastores, padres e outras denominações que se dá a pessoas que se dizem conduzir os seus rebanhos de ovelhas a palavra do senhor, ficam procurando na Bíblia locais onde os homossexuais são execrados ou condenados, parece que acharam uns três versículos em toda a Bíblia que se refere a isto, porém se formos olhar com mais cuidado, veremos que há preocupações bem maiores neste livro que as com a opção sexual.

Como na minha juventude tive uma formação religiosa relativamente forte procurei nesta algumas palavras chaves que indicam a real preocupação neste livro. Se procurarmos as palavras magos, curandeiros, falso profeta e adivinhos, acharemos rapidamente mais de 67 versículos que falam deste itens com grande preocupação (poderia procurar outras denominações e passar da centena de referências).

Em resumo, se a Bíblia é a palavra de Deus, este está muito mais preocupado com falsas curas, mistificações e falsos profetas do que com a orientação sexual de cada um.

Fico surpreso que religiosos em geral, agitam suas Bíblias em punho contra pessoas que não são heterossexuais, porém contra as milhares de farsas que acontecem todos os dias com falsas curas e variantes, nunca vi um militante destas congregações de intolerância denunciar o que realmente a Bíblia dá ênfase.

 

Sabe, Rogério.

Se necessita sempre de chaves de leitura para interpretar os textos,

na bíblia caberia a teológica e a sociológica,

e neste caso específico sempre optei pela sociológica, ela ( paradoxo!) é libertadora.

Temos sempre que situar historicamente os livros biblicos para uma leitura religiosa desinteressada, diria até sem FÉ

Não deixa de ser uma leitura útil e valiosa dos fatos da historia de Israel.

Historicamente os textos bíblicos? Já leste o livro escrito por dois arqueólogos judeus (Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman) que se chama "A bíblia não tinha razão", é interessante, eles datam os textos bíblicos como dos séculos IX a VII a.c., através de argumentos arqueológicos. .

Eles mostram que povos que são descritos em priscas eras, como os arameus, só começaram a existir como povo lá pelo ano 1000 a.c..

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Também há uma importante discussão sobre os próprios judeus como povo, nas pesquisas arqueológicas não há registros de invasões, conquistas e lutas.

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A teoria levantada pelos dois é que a bíblia é um livro épico feito para glorificar o reino de Judá em relação ao reino anterior de Israel. É uma perspectiva histórica que desmonta muitos mitos.

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Já o novo testamento é algo que falta ainda uma boa pesquisa, pois muitas coisas estão omitidas nos evangelhos escolhidos a dedo lé pelo século III d.c..

SIM, já li os livros citados,

Se falo historicamente não significa , que tenho que ter provas arqueológicas, falo em historias,  que podem serem mitológicas, lendas.. etc....

Daí, que digo que a sociologia pra mim é melhor de entender. 

QUANDO LEIO OS VEDAS, ( eu) não leio na perspectiva da fé, e assim ocorre com os tripitakaS, e assim por diante,

O QUE ME FASCINA É CONHECER A FÉ DESTES POVOS.

ASSIM  LEIO AS MITOLOGIAS.

 

Stella.

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Ler escritos religiosos dentro de uma perspectiva de conhecer os mitos que os criaram dentro da sociedade em que estavam vivenciando, perfeito, porém no momento em que temos uma fé e consideramos esta como a verdadeira, qualquer leitura terá um viés numa dada direção.

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Não acredito que um cristão ao ler o novo testamento consiga separar o relato dogmático que a fé carrega consigo, do aspecto mítico que a leitura de um ateu faria do mesmo texto.

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Várias pessoas adeptas do ensino religioso nas escolas tem esta distorção na visão do ensino do mesmo, para as outras religiões há o aspecto, sociológico, antropológico ou mítico, para a religião que ele professa há o aspecto da revelação.

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Tu bens ressalta, se fores ler os Vedas, farás uma leitura sem a perspectiva da fé, mas se fores ler a bíblia, não conseguiras fazer o mesmo.

Sabe Rogério,

vc.  tem até razão, mas no meu caso específico.

Desde a pré adolescência não conseguia acreditar na teologia do sacrificio( logico que na época nem sabia o que era teologia

MAS NUNCA ENTENDIA COMO DEUS PODIA ENVIAR UM FILHO PRA SER CRUCIFICADO PELOS MEUS PECADOS. era um absurdo na minha cabecinha.

sempre fui fascinada pela leitura, daí pra bíblia foi fácil, é tanto que quanto mais eu ia, mais eu entendia que aquilo era a historia de um povo.

Nunca esqueço, que quando li sobre Agar a escrava de Abrão, fui  pesquisar sobre este tema, ( isto na biblioteca publica, nesta época não tínhamos  estes meios de hoje) dei com o islamismo , fiquei mais apaixonada,( pelas leituras né)

assim foi indo.

então posso me considerar essa pessoa sem esta fé religiosa.

Claro...sei o que vc. tá pensando é um caso raro...

Então é assim, me fascina conhecer as crenças dos povos e por conseguinte o  fundamentalismo dos mesmos, não estou dizendo que necessariamente devem caminhar juntos.

MAS  SÃO PRIMOS CARNAIS. E  tem muito mau caráter nestas familias , só tem....

abçs.

 

Mais uma briga por concorrência da Igreja Universal com uma  sua congênere

CRIME & RELIGIÃOSexo em nome da fé

Por Luciano Martins Costa em 09/05/2013 na edição 745

Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 9/5/2013


 

O deputado e pastor Marco Feliciano, que se tornou uma celebridade ao levar para o Conselho de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados suas ideias arcaicas sobre direitos de minorias, volta ao noticiário por conta de suas relações com outro religioso, Marcos Pereira da Silva, que acaba de ir para a cadeia.

O pastor Marcos Pereira da Silva é presidente da igreja denominada Assembleia de Deus dos Últimos Dias, com sede no Rio de Janeiro. Pesam contra ele denúncias de associação com traficantes de drogas, homicídios e violência sexual contra seguidoras de sua organização. Os jornais divergem quanto ao número de mulheres que teriam sido estupradas pelo sacerdote. Segundo o Estado de S.Paulo, ele teria abusado de seis fiéis, usando a alegação de que elas estariam possuídas pelo diabo e que o ato sexual as libertaria. Na versão da Folha de S. Paulo, foram quatro as vítimas e, segundo o Globo, os depoimentos colhidos em um ano de investigações identificam pelo menos 26 casos.

O acusado se tornou conhecido por negociar o fim de rebeliões em presídios e libertar reféns de traficantes, impedindo suas execuções, mas, segundo a polícia, ele na verdade era uma espécie de líder espiritual de traficantes e outros bandidos, aos quais era associado, e esses episódios eram simulações combinadas com os criminosos.

O conjunto das reportagens compõe um roteiro escabroso de exploração da fé, abusos, manipulação de consciências, homicídios, lavagem de dinheiro e roubo puro e simples. Embora seja um caso extremo de delinquência associada à religiosidade, a carreira do pastor Marcos Pereira da Silva deveria inspirar um esforço de investigação jornalística em torno do fenômeno das seitas que proliferam por todo o país e avançam sobre o campo político.

As relações entre Pereira da Silva e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados merecem uma atenção maior do que a mera reprodução de declarações que tem marcado a ação da imprensa. Uma das pistas a serem seguidas é a da lavagem de dinheiro: o pastor é acusado de receber comissão de traficantes para dissimular a receita do crime por meio da venda de CDs e DVDs de evangelização. Além disso, sua ascendência sobre chefes do crime organizado o coloca como um dos líderes da onda de ataques que aterrorizaram o Rio em 2006 e 2010, como reação contra o programa de ocupação de favelas pela chamadas unidades de polícia pacificadora.

Considerar que o deputado Feliciano ignorava tal folha corrida seria chamá-lo de alienado – coisa que ele, definitivamente, não é.

O estelionato da fé

O inquérito contém preciosidades, como a descrição de orgias que teriam sido promovidas pelo dublê de líder religioso e chefe de quadrilha em um apartamento na Avenida Atlântica, registrado em nome da igreja e avaliado em R$ 8 milhões: segundo testemunhas, o pastor teria o hábito de realizar encontros que incluíam relações homossexuais de homens e mulheres. Também há referências a troca de favores com políticos e autoridades policiais, o que indica a extensão da influência do personagem, e que pode ser medida pelo empenho do deputado Feliciano em defender o acusado.

A imprensa precisa esclarecer essa relação suspeita.

Preso, o pastor Marcos Pereira da Silva tem sua vida vasculhada pelos jornais, que fazem descrições espantosas sobre sua longa carreira de abusos. No entanto, o noticiário ainda se limita ao relato puro e simples dos crimes de que ele é acusado, quando o episódio deveria levar a imprensa a analisar com mais profundidade o fenômeno de entidades supostamente religiosas que são, na verdade, organizações criminosas.

Não importa se a delinquência se limita ao estelionato mais primário em nome de angústias espirituais ou se chega ao estágio sofisticado de criminalidade que é atribuído ao líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. No livro intitulado Mídia e poder simbólico, o jornalista e cientista social Luís Mauro Sá Martino já tratou com detalhes a questão do mercantilismo no campo religioso.

O caso do pastor Pereira da Silva abre uma oportunidade para a imprensa investigar a verdadeira natureza de organizações que colocam no poder político figuras como o deputado Marco Feliciano, capaz de transformar um órgão do porte da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em um circo místico de crendices e preconceitos. Pode-se ir um pouco além, analisando-se, por exemplo, como a sociedade contemporânea ainda se mantém vulnerável à penetração de arcaísmos e mistificações, que contaminam as instituições da República, e de que modo tais manifestações de irracionalidade atrapalham o desenvolvimento do país.

Mas isso seria esperar demais. Desmascarar outros falsos religiosos associados ao crime já seria um bom começo.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/sexo_em_nome_da_fe

O QUE ME ESPANTA,

É QUE MUITOS FIÉIS AINDA OS DEFENDEM,(???)

QUE NEM NA IGREJA CATÓLICA, NUNCA EXCOMUNGOU UM PEDÓFILO,

MAS EXCOMUNGA UM PADRE( BETO) PORQUE O MESMO DEFENDE O CASAMENTO  HOMOSSEXUAL. 

O problema básico é a isenção de impostos que possuem as igrejas. Durante a época que a Igreja Católica era maioria todos achavam correto, e por esta igreja ser estruturada havia um mínimo de controle (um mínimo!) sobre os seus religiosos. No momento que começaram a proliferar as igrejas evangélicas, onde qualquer um pode se denominar pastor, bispo ou qualquer outra denominação começa a aparecer os problemas que esta isenção trás.

Agora o problema está criado e é de difícil solução, ou melhor, vai pisar nos calos de todos.

..................
Foto

http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/510/0/s1.trrsf.com/blogs/46/files/image/feliciano.jpg

pastor Marco Feliciano juntinho do pastor e coisa ruim, segundo o Ministério Público, Marcos Pereira.

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