Portal Luis Nassif

vou selecionar algumas noticias na area medica para posterior discussão e analise.
aqui em minas tivemos como promessa de campanha um novo hospital pelo candidato lacerda
temos um hospital que demorou para engrenar , apesar de ter o nome da avó do aecio, por muito tempo foi uma construção com pouco uso, é mais facil construir um hospital do que por em funcionamento.
ponto positivo foi a ocupação para o antigo esqueleto que seria o cardiominas.
mas hoje temos essa noticia em relação ao hospital joaõ xxiii, nossa referencia de trauma aqui em bh, hospital estadual.


"Médicos do HPS João XXIII param de atender casos menos urgentes
Alexandre Vaz - Portal Uai

Médicos do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII vão deixar de atender casos menos urgentes, prestando atendimento apenas a casos de risco de vida ou considerados urgentes. A decisão foi tomada em assembléia no último dia 29, em protesto da categoria contra as más condições de trabalho.

São várias as reclamações dos médicos, entre elas a insuficiência de profissionais no HPS, falta de medicamentos básicos, como antibióticos, anestésicos e anticonvulsivantes, e de más condições para exames de emergência, como tomografias e ultrassonografias.

Segundo a categoria, nas clínicas de neurocirurgia e neurologia, todas as equipes de plantão estão incompletas. No sábado, apenas dois profissionais trabalham por turno, enquanto o ideal seriam cinco. Para compensar a falta de mão de obra, os médicos denunciam que a Fundação Hospital do Estado de Minas Gerais (Fhemig) contratou residentes pouco experientes, o que traz risco aos pacientes.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Cristiano da Matta Machado, a crise no hospital traz riscos à população, que o tem como referência. “O trabalho em condições extremas de estresse e responsabilidade em um serviço com equipes incompletas coloca em risco o atendimento à população.”

Com informações do Sinmed-MG "

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Respostas a este tópico

posição do crmmg em relação ao cartão de desconto, planos de saude disfarçados:

"Este ano, a Lei 9.656 completa uma década.

A Lei 9.656/98 rege os planos de saúde. As garantias que assegura aos usuários desses serviços de saúde são apenas as indispensáveis para um funcionamento minimamente ético. O Brasil, sem essa lei, seria, certamente, menos civilizado.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais, tendo por atribuição, nos termos do artigo 2º da Lei 3.268/57, zelar e trabalhar, por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente, não pode se silenciar em face da ostensiva atuação de empresas que se recusam a cumprir a Lei 9.656/98 sob a alegação de que não são operadoras de planos de saúde, mas de cartões de desconto.

"Cartões de desconto" são, na verdade, planos de saúde disfarçados. Planos de saúde que não garantem aos seus usuários mais do que consultas médicas, fisioterápicas, psicológicas e odontológicas. Não garantem internação hospitalar. Não garantem exames de complexidade média e alta. Por quê? Porque se dirigem, conforme ostentam publicamente, "às classes econômicas C e D" - os brasileiros dessas classes econômicas, para os operadores de "cartões de desconto", não merecem planos de saúde estruturados segundo os termos da Lei 9.656/98. Segundo essas empresas, os brasileiros das classes econômicas C e D devem se contentar com um plano de saúde que lhes assegure apenas consultas, já que, via SUS, costumam demorar meses ou anos para conseguir uma. Um médico não pode compactuar com atitude tão preconceituosa.

Para o médico, o paciente não pode se definir pela classe econômica. Ao criar os Conselhos de Medicina, o Brasil sinalizou o que espera da classe médica: uma classe de profissionais que trabalham, sem preconceitos, pela vida, pela saúde e pela dignidade de cada pessoa que procura os seus serviços.

Em todo o Brasil, não apenas em Minas Gerais, os "operadores de cartões de desconto" não se registram nos Conselhos de Medicina ou na Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Os usuários de serviços de saúde e os médicos de Minas Gerais devem se conscientizar de que, desde 1998, já não é possível a qualquer, mediante o recebimento de "mensalidade", oferecer aos seus clientes apenas consultas médicas e exames básicos. Desde 1998, para cobrar mensalidade dos seus clientes uma empresa que oferece serviços de saúde deve ser registrada na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Além do registro na ANS, a empresa deve ser registrada também no Conselho de Medicina nos termos da Lei 6839/80.

A ANS, em sua página eletrônica (internet) oferece o serviço de consulta à listade operadoras regularmente registradas. Quem adquiriu um produto que acredita ser plano de saúde pode consultar o sítio da ANS (www.ans.gov.br) e a página do CFM (www.cfm.org.br) para saber se a operadora do plano é regularmente registrada.

O CRMMG observa que qualquer empresa que hoje opera irregularmente plano de saúde, uma vez que atenda às exigências da Lei 9.656/98, poderá requerer-lhe registro. Comprovado o atendimento das exigências legais, o registro da empresa dar-se-á sem qualaquer embaraço.

O CRMMG lembra, por fim, que não importam os valores cobrados por um "operador de cartão de desconto" de seus usuários, mas sim o fato de essa cobrança ocorrer à margem da Lei 9.656/98.

É dever do médico, nos termos do art. 14 do Código de Ética Médica, se empenhar para melhorar as condições de saúde e os padrõs dos serviços médicos e assumir sua parcela de responsabilidade em relação à saúde pública, à educação sanitária e à legislação referente à saúde. A Lei 9.656/98, observa o CRMMG, compõe a legislação referente à saúde."

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Esta pagina abaixo foi retirada do portal do cfm:

"A epidemia de faculdades de medicina em Rondônia


Jose Hiran da Silva Gallo - Conselheiro Federal representante do Estado de Rondônia

Publicado no(a): Em: 10/7/2008




Nos últimos 8 anos (2000 – 2008) foram criadas 75 faculdades de Medicina em vários municípios do Brasil, sendo que destas, 58 são escolas privadas, o que corresponde a 77,3% do total de novas escolas abertas que passaram a oferecer 6.300 novas vagas para futuros médicos. (site: www.escolasmédicas.com.br)

Atualmente funcionam no Brasil 175 faculdades de Medicina que oferecem 17.214 vagas para futuros médicos que irão disputar 10.743 vagas de residência médica.

No estado onde nasci, Rondônia, foram abertas 4 faculdades de Medicina a partir de 2002, que oferecem 310 vagas para o primeiro ano do curso médico para um total de 21 vagas para Residência Médica nas especialidades básicas.

Fizemos contas de dividir e rapidamente concluímos que Rondônia, cuja população total é de 1.453.000 pessoas, tem aproximadamente 1 vaga no primeiro ano de Medicina para cada 5.000 habitantes. Ou seja, meu Estado é o campeão de vagas por habitante para o curso de Medicina.

No Estado de São Paulo tem uma vaga para cada 12.000 pessoas, Minas Gerais e o Rio de Janeiro tem uma vaga para 7.000 pessoas, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm uma vaga para cada 10.000 pessoas e Rondônia tem uma infestação de cursos de Medicina.

A Universidade Federal de Rondônia oferece 40 vagas por ano e as demais faculdades privadas oferecem outras 270 vagas. Negócios lucrativos tendem a se proliferar e, assim, o que temos é uma verdadeira epidemia de Faculdades de Medicina em Rondônia.

Quais critérios foram utilizados para autorizar a abertura de tantas faculdades e vagas? Não é preciso lançar mão de nenhuma teoria pedagógica para descartar o critério da Necessidade Social porque, sob qualquer ponto de análise, os principais beneficiados são os empresários, proprietários destas escolas, que cobram mensalidades exorbitantes.

Um levantamento informal entre colegas médicos que atuam como professores nestas escolas particulares indica que os mesmos recebem entre 30 e 40 reais para cada hora de aula, algo bem próximo de gorjeta.

Fazendo uma conta de somar rápida. Uma faculdade com 100 alunos fatura em torno de 1.200.000 mil reais a cada mês (considerando os 6 anos do curso médico) e não gasta mais do que 60.000 mil reais por mês com seus professores. Confira, leitor! Confira e constate que ser dono de uma faculdade de Medicina é tão ou mais lucrativo do que ter uma mina de ouro.

Mas, do ponto de vista da instituição ética, a preocupação primeira não é com a margem de lucro do empresário da educação e, sim, com a qualidade dos profissionais que, num futuro bem próximo, terão a responsabilidade do cuidado com vidas humanas. O diagnóstico e o tratamento das doenças cabem ao médico e este deve estar preparado e instrumentalizado para a prática da beneficência e da não maleficência.

Nós, conselheiros do Conselho de Medicina de Rondônia, sempre estivemos favoráveis a abertura de uma faculdade de Medicina pública em nosso Estado vinculada a Universidade Federal de Rondônia. Sabemos que os alunos e professores de uma Universidade Federal são criteriosamente selecionados. Sabemos que as universidades públicas desenvolvem programas de pesquisa, o PIBIC, programas de pós-graduação, mestrado, doutorado. Sabemos que as universidades públicas têm compromisso com a sociedade e não tem finalidades comerciais, lucrativas.

Neste junho de 2008, o Conselho Regional de Medicina de Rondônia promoveu o I Fórum sobre o Ensino Médico em Rondônia. Participaram do evento autoridades do Ministério da Saúde e da Educação, representantes da Secretaria Estadual de Saúde, assim como representantes de todas as faculdades de Medicina em funcionamento. Num ambiente respeitoso e democrático, todos tiveram oportunidades para falar, inclusive alunos destas universidades.

A posição do Conselho Regional é clara no sentido de apoiar a Universidade Pública. Não podemos concordar com esta proliferação de faculdades de Medicina em nossa pequena Rondônia que vai formar uma multidão de médicos que não encontrarão vagas suficientes para a Residência Médica e sequer serão absorvidos pelo mercado saturado de profissionais.

Recentemente, ouvi um político de Rondônia dizer que “quanto mais médicos tiver, mais barato eles trabalham para nós”. Para certos políticos a qualidade do serviço médico não importa, importa sim a quantidade. Claro que muitos políticos de Rondônia quando adoecem, pegam aviões e vão para outras capitais do país em busca de atendimento de qualidade em hospitais conhecidos.

Enquanto isto, os hospitais públicos do Estado que são campos de estágio para não somente estudantes de Medicina, mas também de estudantes de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, etc e tal, estão apinhados de meninos e meninas de branco. Informação do próprio Secretário de Saúde Estadual dá conta que são mais de 1200 acadêmicos para pouco mais de 550 leitos hospitalares. E, pior ainda, os internos das escolas de Medicina particulares começam seus estágios nos próximos semestres. Um caos se instalou e outro maior ainda se avizinha.

Esperamos que os representantes do MEC e Ministério da Saúde apresentem soluções, afinal de contas, as autorizações de funcionamento de faculdades de Medicina vêm de cima para baixo e é o Conselho Nacional de Educação a instância decisiva e responsável pela epidemia de cursos médicos em todo o país e mais grave ainda em meu pequeno Estado de Rondônia que ocupa o primeiro lugar nesta situação que, dentro de alguns anos, terá um médico para cada anofelino, muito embora, acredito que isto não irá resolver o problema das febres e muito menos debelar a malária.

Mais ainda, dentro de algumas décadas, presumo eu, todos os habitantes de Rondônia serão médicos. Algo realmente inédito, digno de constar no Guiness Book, muito embora isto não seja motivo de inveja para ninguém."

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Apesar de alguns ainda terem preconceito em relação aos medicos, até em blogs bem respeitaveis, com colocações generalizadas contra a mafia de branco, que teria a cobertura dos conselhos ; os exemplos acima mostram nossos orgãos de classe preocupados com as condições de trabalho médico, com os convenios de saude disfarçados, baratos mas prestadores de poucos serviços e em relação a proliferação abusiva de escolas medicas mesmo nos rincões do pais.
Nos anos recentes tantos os sindicatos medicos , crm e cfm tem aprofundado nas criticas aos nossos problemas relacionados a saude , seja publica ou privada e manifestado sua opinião tanto nos orgãos de classe como na midia em geral.

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