Há 32 anos dávamos um tapa na face da ditadura militar do Brasil. Em Florianópolis, no dia 30 de Novembro de 1979, a ditadura militar instalada no país, até então, recebia más vindas de seus habitantes. Estudantes, professores, funcionários públicos, donas de casa, pais de família, trabalhadores em geral e o povo unido na praça diziam ao general de plantão que sua presença por aqui era indigesta. Fazia-nos mal. Não o recebíamos bem.
O regime ditatorial, cruel e assassino, vinha até o nosso estado para celebrar a sua pérfida existência honrando um outro general, o sanguinário Floriano, cujo governo foi responsável por haver prendido e matado cidadãos catarinenses no começo da história da República no país. Ou seja, uma afronta à nossa memória.
As manifestações começaram na Praça 15, em frente ao Palácio Cruz e Souza e se estenderam até o calçadão da Felipe Schmidt, tendo os seguranças do general e de seus ministros que enfrentar o povo nas ruas.
Foi um dos momentos mais felizes de reconstrução da democracia no Brasil e que deve servir de parâmetro para quem gosta de se perpetuar no poder, sob quaisquer argumentos.
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A Coluna do Castello, em 02.12.79, comentava:
A síndrome de Florianópolis
Salve a Nossa Senhora do Desterro! Floriano e Figueiredo que vão para o inferno.
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