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Marcos Doniseti

O artigo de FHC, Lula, Dilma, e a eleição presidencial de 2010!

Vocês já leram o 'fantástico', 'sensacional' e 'maravilhoso' texto publicado por FHC neste final de semana? É 'imperdível', de tão ruim. FHC deve ter colocado no papel a maior quantidade de besteiras por milímetro quadrado da história da Humanidade.

FHC não se conforma com a elevada popularidade do Presidente Lula, reclama deste querer eleger a sucessora, Dilma, diz que democracia constitucional pressupõe o respeito às regras (que moral ele tem para dizer isso? afinal, foi ele que mudou a Constituição em proveito próprio para poder se reeleger, oras!), fala de uma coisa chamada 'subperonismo' (logo ele, que apoiava o ditador peruano Alberto Fujimori - que também mudou a Constituição em proveito próprio para poder se reeleger - a quem chegou a condecorar) e outras baboseiras monumentais.

Bem, por tudo isso e muito mais, o artigo de FHC é 'imperdível'. E o Presidente Lula deve estar vibrando com o mesmo.

Porque?

É que se o FHC participar ativamente da campanha eleitoral de 2010, aí é que a Dilma ganhará de lavada, mesmo, e já no 1o. turno. Afinal, não tem nenhum político mais impopular do que FHC.

Recentemente, o UOL fez uma enquete perguntando em quem as pessoas votariam entre Lula, Collor, Sarney, Itamar e FHC. FHC ficou em último lugar... Ele perdeu até do Sarney e do Collor.

Lula, o PT e o comando de campanha da Dilma deveriam fazer de tudo para trazer FHC para o centro da campanha de 2010. Isso permitirá uma comparação direta entre os dois governos, o de Lula e o de FHC, e transformará a eleição num plebiscito, que é tudo o que Lula, o PT e Dilma desejam.

E qualquer que seja o candidato tucano à Presidência, Serra ou Aécio, a última coisa que eles desejam é, justamente, ter a companhia efetiva de FHC durante a campanha eleitoral, pois sabem da imensa rejeição popular do ex-Presidente tucano, e que isso será fatal para as pretensões presidenciais de qualquer um deles.

Assim, o Presidente Lula deve estar vibrando com esse artigo de FHC.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/01/fhc-e-a-miseria-d...

Tags: 2010, dilma, eleição, fhc, lula

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Respostas a este tópico

Eu continuo achando que esta sigla FHC, está mais para inseticida do que para político. Sempre achei que a tão propalada intelectualidade dele é pura balela. Tudo o que ele diz, são frases engendradas com palavras que não expressam absolutamente nada, pois falta-lhe discernimento e racicínio lógico. Dialeticamente falando, ele se expressa através de sofismas e sentenças vazias. Nunca me disse nada. Por isso, apezar de ter encontrado o tal artigo em vários sites e blogs que visitei, apenas uma vez, devido à assiduidade, tentei ler. Parei, antes do fim. Sou muito asseptico e tenho medo de ser contaminado pelo virus da burrice.

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Não li tal artigo. Calculo que deve DESTACAR E CONDENAR um bocado de tecnicismos economicos, não praticados por Lula, como coisa abominável. Aliás, este tem sido o grande erro do PSDB. Voltar o governo para o estritamente economico com desprezo ao socialmente relevante. Na dúvida prevalece sempre o valor economico. Penso assim...mesmo que digam que são os pais do bolsa escola, bolsa renda etc...

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Nao li o artigo. Li um comentário do Raí que disse que o tal artigo era um convite a uma tentativa de golpe. Nao acho graça nenhuma nisso, e nao acho que devíamos achar que é ótimo e que isso ajuda Lula. Se ganharmos a eleição e houver golpe é uma vitória amarga. Temos é que desmontar uma por uma as bobagens ditas.

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FHC continua viajando.
Desse jeito nem a CIA vai querer mais financiá-lo.
Só continua sendo o animador da ultra-direita que não tem nem candidato, nem discurso.
Ainda vem muita baixaria por aí.
Que mais podem fazer?

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O que a democracia cada vez mais forte em nosso país nos faz constatar é que muitos intelectuais consagrados por aqui não passam, na verdade, de frutos de uma época, isto é, que o brilhantismo deles sem o arcabouço de determinadas condições historico-sociais não passa de discurso oco. Este artigo de FHC, constrangedoramente primário, é a prova viva disso.

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Será????????
Jornal do Brasil:

http://www.jblog.com.br/politica.php

A plataforma do candidato

03/11/2009 - 23:45 | Enviado por: Mauro Santayana
Por Mauro Santayana


O recente artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece ter como único objetivo sua candidatura à Presidência da República. Observadores atentos da situação política suspeitam que, por detrás da indecisão do PSDB em escolher entre o governador de São Paulo e o governador de Minas, haja manobra do próprio Fernando Henrique, talvez com a aquiescência de Serra. Ambos atuariam como servidores dos poderosos interesses de São Paulo. Diante do impasse entre Aécio e Serra, e do provável crescimento da candidatura de Ciro e – quem sabe? – da própria Dilma, a saída seria a ida de alguns próceres do PSDB e de outras agremiações ao escritório político do ex-presidente, instalado com doações de empresários, no final de seu governo. Ali, apelariam para o patriotismo paulista de sua excelência, a fim de recuperar o poder.

O presidente Lula tem sido beneficiado pelas circunstâncias, o que não é mau. Mas é inegável que ele é sincero na luta pela redenção de milhões de famílias pobres às quais, durante a história do país, foram negados o conhecimento, a dignidade e os salários justos. Ele conseguiu isso sem provocar a reação dos empresários inteligentes, que descobriram um mercado de consumo que não conheciam: o do próprio país. O reconhecimento popular pode ter inflado as velas do barco de Lula, que se sente estimulado a, tal como Pico de la Mirandola, discorrer sobre todos os assuntos e mais alguns. Mas, nisso, ele tem ótimo modelo no próprio weberiano Fernando Henrique. Trata-se de pecado menor, e, no caso de Lula, justificável em sua inigualável biografia de vitorioso. Ele, pelo menos, não se considera “mais inteligente do que vaidoso”.

O artigo de FHC é uma plataforma de candidato, com argumentos anacrônicos. Ele e outros identificam o “discurso ultrapassado dos anos 50” nos nacionalistas de hoje. Mas repete os de Lacerda contra Jango, no caso da falsa Carta Brandi, em que se denunciava (também) o propósito de instalar-se, no Brasil, uma república sindicalista sob molde peronista.

Há quem veja em seu artigo apenas a expressão de preconceito de intelectual contra o torneiro mecânico que está dando certo – mas isso seria reduzir a inteligência do acadêmico. É melhor deduzir que seu objetivo é mesmo o de se pôr como tertius na disputa. Ele já tentara a mesma manobra, na segunda eleição de Lula, quando dificultou a candidatura de José Serra, em favor de Geraldo Alckmin. Sabe que Serra poderá, sem dificuldades maiores, reeleger-se para o Palácio dos Bandeirantes. Entende que, sem a unidade do partido em torno de Serra ou de Aécio, faltarão votos para vencer o pleito. E – aí está o pulo do gato – sabe também que, para alguns empresários paulistas, nada melhor do que ter representantes tanto no Morumbi quanto no Planalto.

O ex-presidente duvida da memória de seus leitores, que não se esquecem do que foram as privatizações e o uso dos fundos de pensões, na operação que tornou o senhor Daniel Dantas um dos homens mais poderosos do Brasil. Quanto à Vale do Rio Doce, a nação compreenderia o seu silêncio, se ele evitasse tocar no assunto. Nunca, desde el-rei dom Manuel, houve doação de bem público de tal monta a um grupo de favoritos. Os interesses de São Paulo – também representados no governo Lula – conduzem a União, há quase 16 anos em violação ao pacto republicano da igualdade entre os estados, e continuarão por mais oito anos, se a manobra der certo. Dentro de 11 dias, a República fará 120 anos. Já é tempo para que se torne, tal como a quiseram então, uma Federação de direito e de fato.

Aécio recusa, como é da conveniência dos mineiros, a Vice-Presidência. Ele interpreta bem o sentimento de Minas que, desde o regime militar, vem dando credibilidade ao Planalto com seus vice-presidentes, e já se cansou disso. Castelo Branco buscou José Maria de Alkmin para endossar a ditadura inaugural; Costa e Silva recrutou Pedro Aleixo (menosprezado no episódio do AI-5); Aureliano serviu de avalista a Figueiredo; Collor foi atrás de Itamar e, por último, Lula teve que se valer de José Alencar para tranquilizar os meios empresariais.

O ex-presidente previa o caos, se Lula fosse eleito. A vitória do trabalhador provavelmente tenha salvado o país do caos. Se os programas do governo não houvessem aliviado a situação dos famintos e humilhados, teria sido impossível conter a explosão do desespero.

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Mas se a intenção dele era essa acho que o tiro saiu pela culatra.

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