Estava no interior, portanto sem net, e tive que "engolir" a Grande Mídia.
Tive que assistir ao espetáculo do velório de dom.Eugênio Sales.
Que mídia perversa!
Cardeal da Paz! Pelo que sei, ele foi amigo dos militares na ditadura,e fazia vistas grossa.
Diferente de Dom.Helder, que teve a ousadia de denunciar as atrocidades da ditadura militar.
Pelo que lembro, d. Eugênio, detestava a Teologia da Libertação, os Movimentos Sociais, em sua gestão no Rio de Janeiro (1971-2001),sua Igreja se distanciava dos pobres e se aproximava só dos ricos.
O mesmo era um homem do poder, e que apoiou a "Marcha da família com Deus pela liberdade".
Eu não acreditava no que eu via, uma pobre pomba de cativeiro sendo colocada em cima de um caixão, fazendo alusão ao Espirito Santo.
_ Claro que ela não poderia voar, coitada da pomba!
Deveriam ao menos ter respeito por aquilo que lhes é Sagrado.
Que espetáculo....deprimente!
Dom. Eugênio,mensageiro da Paz! pelo que lembro ele era,o cardeal da ditadura, que manifestava publicamente orgulho do livre trânsito que tinha entre os militares e os poderosos.
Sabia que estudantes, civis e padres, estavam sendo torturados , mortos e nunca fez nada.
Coitada da pomba! Oxalá a tivessem deixada no cativeiro.
Coitados de nós, povo de memória curta.
Que vergonha desta mídia!
( stella maris)
Tags: ditadura, dom, eugênio, morte, mídia, sales
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Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 20 julho 2012 at 14:46
Pois é, Stella. Orwell (1984) continua mais atual que nunca. Até o governo está usando os métodos que ele mostrou... (com as mentiras deslavadas que está pregando sobre a proposta que fez aos professores).
Permalink Responder até Stella Maris em 20 julho 2012 at 14:51
Pois então, Analu.
quando li Orwell em 1978, fiquei chocada,
mas ele é cada vez mais atual.
bom lê vc.
Permalink Responder até Webster Franklin Farias Santos em 25 julho 2012 at 5:28
Stella,
Só agora li seu artigo e como ainda não perdi minha memória, concordo plenamente com o que escreveste.
Me chamou atenção quando mencionaste abaixo, o Pe Henrique. Convivi com ele, foi meu professor e assassinado brutalmente pela ditadura em 1969. Fui um dos primeiros a vê-lo morto, o corpo foi jogado por trás da escola de engenharia da UFPe, por onde eu passava naquela ocasião, aproveitando intervalo da aula para comprar cigarro. Estava com uma corda amarrada ao pescoço e bastante inchado.
O féretro saiu da igreja de manguinhos e sepultado a 7 Km no cemitério da Várzea e houve quebra pau no percurso entre os estudantes, jornalistas e polícia.
Permalink Responder até Stella Maris em 26 julho 2012 at 21:12
Que lembrança!
heim Webster.
abçs.
Permalink Responder até Webster Franklin Farias Santos em 27 julho 2012 at 4:30
Querem reescrever a história, como se fosse possível alterar os fatos, principalmente para quem os vivenciou.
Abraços
Permalink Responder até Stella Maris em 27 julho 2012 at 21:32
Webster,
agora mesmo,estava numa reunião aqui em casa,pois estamos preparando um simpósio teológico sobre os 50 anos do concílio vaticano II e 40 da teologia da libertação.
acabamos por mencionar este fato ( d. Eugênio....)e lembramos tb. de d. Avelar Brandão que foi perseguido, do padre Carvalho, padre Henrique e outros.Lamentamos este episódio ridículo da imprensa e setores ligado a ela .
Permalink Responder até Webster Franklin Farias Santos em 28 julho 2012 at 4:14
Vale lembrar Dom Pedro Casaldáliga de São Félix do Araguaia, como tb do padre Vito Miracapillo, expulso do Brasil em 1980 da cidade de Ribeirão em Pe.
Permalink Responder até Stella Maris em 28 julho 2012 at 21:09
boas lembranças webster,
neste simpósio ( nosso MOVIMENTO que organiza) D. Tomás Balduino será nosso palestrante.
umas de suas frases que nunca esqueço ,foi quando disse "O latifudiário é um sujeito sem entranhas"
Permalink Responder até Stella Maris em 20 julho 2012 at 14:47
E hoje lendo a Adital, encontrei este artigo do prof.José Ribamar Bessa Freire,
acrescentando o que escrevi.
Leia mais: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&am...
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 20 julho 2012 at 17:30
Li. Ele tb fala do uso da memória como embuste, instrumento de dominaçao. Fala teoricamente do que Orwell falou ficcionalmente.
Beijao
Permalink Responder até Gilson Marques Evangelista em 20 julho 2012 at 18:24
Se formos desenterrar todos os apoios à ditadura, teremos que colocar no mesmo patamar a imprensa, a OAB, a Igreja Católica e outros, que em um primeiro momento embarcaram na promessa de democracia e apoiaram o golpe, ingenuamente esquecendo que toda ditadura se instala prometendo liberdade. Vejam a situação do Egito, depois da euforia da "primavera árabe".
Permalink Responder até Anarquista Lúcida em 20 julho 2012 at 20:23
Sobre a OAB eu nao sabia. Sobre a imprensa e a Igreja Católica, tiveram IMENSA participaçao. Eu era adolescente em 64, e ainda lembro dos padres, na Igreja, dizendo em quem a gente devia ou nao votar. Como, aliás, foi reeditado na última eleiçao, em que teve bispo católico imprimindo panfletos para o Serra...
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