Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

Louvado seja Deus, Senhor do Universo e a Quem somente pedimos ajuda.
Aquele a quem Deus
orienta ninguém desencaminhará e a quem Deus desencaminha não há quem
possa guiá-lo.
E eu dou meu testemunho de que não há outra divindade além de Deus, o
único e que
Mohammad é seu servo e Mensageiro.

Com a citação acima, ou outra semelhante, o muçulmano inicia qualquer
ação
importante, como, por exemplo, ler ou mostrar aos colegas, este pequeno
trabalho ou algo
importante como um casamento.

Gostaria de dizer que o que vou descrever é a forma como o casamento
islâmico acontece.
Para tal, eu me baseei em textos selecionados do Alcorão e das Sunas
(tradição do
profeta Mohammad) (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele). Tive o
cuidado de
transcrevê-los na língua original da revelação, com a devida tradução.

Casamento: em árabe, Nikah, que literalmente
significa conexão
e duplicação.

Islamicamente: contrato de casamento que legitimado traz uma
concordância do Alcorão e
da Suna.

Nikak é uma tradição (legalizada) praticada pelos mensageiros
de Deus. Disse
Deus, o Altíssimo, no Alcorão:

"Enviamos mensageiros antes de vós e lhes demos esposas e
filhos."
(Alcorão
13:38)

e o Profeta e Mensageiro de Deus, Mohammad (que a paz e a bênção de Deus
estejam com
ele), disse:

"… e eu caso com as mulheres e aquele que não aceita minhas práticas,
ele/ela
não pertence a mim."

Sobre o casamento islâmico:

O Profeta e Mensageiro de Deus, Mohammad (que a paz e a bênção de Deus
estejam com ele)
disse:

"Os jovens que podem enfrentar a dificuldade das despesas com o
casamento devem
casar-se, porque dessa forma estará protejendo o olhar e a genitália."

Ilícito é deixar de se casar por achar que assim se adora melhor a Deus.
Isto é um
desvio do que estabelece as Sunas. O casamento é uma obrigação para
aquele que teme
cair em adultério (a relação sexual fora do casamento é considerada
adultério, seja
praticada por casados ou solteiros de ambos sexos). Além disso, é
preferível o
casamento ao invés da prática voluntária da adoração, tendo em vista
seus
benefícios. Da tradição profética citada acima, pode-se concluir os
seguintes
benefícios:

- Desvio do olhar;
- Proteção da genitália;
- Agir de acordo com o exemplo dado e praticado pelo Profeta e
Mensageiro de Deus,
Mohammad (que a   paz e a bênção de Deus estejam com ele).
- Crescimento da comunidade;
- Permitir que homens e mulheres exercitem e usufruam o prazer de seus
instintos de uma
forma lícita.
- Permitir que homens e mulheres se avaliem uns aos outros pelos meios
da convivência. O
homem que     não vive com uma mulher não sabe quem é realmente a
mulher, e vice- versa.
- Aproximar as pessoas através de ligações firmes.


As festas muçulmanas são formas de adoração a Deus e, portanto, a festa de casamento também o é.
Deve ser dito
que não existe uma cerimônica de noivado e/ou de casamento islâmico. Há
uma festa de "urs"
(núpcias) e uma outra chamada "walimah", que acontece de 3 a 7
dias
após a consumação do casamento.

No Brasil diz-se que "quem casa quer casa", o que quer dizer que quem se
casa
precisa de um lar. Os recém-casados preferem consumar o casamento em sua
própria casa,
aquela escolhida para a futura moradia. Consequentemente, não existe a
viagem de
lua-de-mel, porque se espera que a vida em comum seja uma eterna
lua-de-mel. Do terceiro
dia ao sétimo, contados do isolamento do casal, ambos recebem os
convidados para o
"walimah". A seguir, descrevo alguns detalhes de ambas as ocasiões, sob a
forma
de cenas de um casamento islâmico.

Cena número 1:

É mais do que desejável que as mulheres sejam apresentadas na festa do "urs",
que
deverá ter instrumentos musicais e canções, o que torna oficial a
aceitação pelas
partes, do anúncio do casamento. Há um relato de uma tradição do Profeta
e Mensageiro
de Deus, Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele), sobre
isto e, o mais
interessante, é que uma mulher pode realizar a cerimônia de casamento.

Aisha (nome feminino muçulmano) disse que ela realizou o casamento de
uma mulher com um
homem dos ansar (o nome de uma comunidade muçulmana), e, então, o
Profeta de Deus (que a
paz e a bênção estejam com ele) disse: "ó Aisha, não há divertimento com
você?
Porque os ansar gostam de diversão."

Também faz parte da tradição que a festa da declaração de casamento "urs",
seja
feita rapidamente.

Cena número 2:


A "noiva" participa
da recepção com os convidados, inclusive os masculinos. é da tradição a
citação de
que
quando Abu Usaid Assa-idy se casou, ele convidou o profeta e seus
companheiros (nome dado
aos muçulmanos que abraçaram o Islam e que conviveram pessoalmente com o
Profeta
Mohammad), não tendo sido oferecido qualquer comida, exceto a que foi
ofertada por Um
u-said (a noiva). Portanto, coube à noiva, que servia os convidados
pessoalmente, ainda
que fosse a noiva naquele dia.

Curiosidade: não existe uma roupa específica para ser usada no
casamento. A
"inovação" da roupa branca adotada por não muçulmanas veio de Maria
Stuart,
da Escócia. Outra curiosidade é o ditado árabe (não necessariamente
muçulmano) que
diz: as pessoas agem como seus reis na religião, razão pela qual esta
roupa foi adotada
pelas mulheres em todo o mundo.

Cena número 3:

O Islam é, por excelência, contrário a complicações e o casamento é
anunciado na
presença de testemunhas. Há o registo no cartório de um documento
escrito, para
preservar direitos do casal e de seus descendentes. O detalhe é que a
mulher que está se
casando pela primeira vez, levando-se em conta sua timidez em frente aos
presentes, não
precisa declarar sua aceitação em
voz alta. A sua não aceitação é que deve ser expressa em voz alta para
que todos a
ouçam. A mulher que se casa pela segunda vez ou mais, o escrevente
somente registrará
sua aceitação após a sua manifestação em voz alta para que seja ouvida
pelas
testemunhas. Este ato pode ser preferencialmente feito na mesquita ou em
qualquer outro
local da escolha do casal comprometido.

Os recém-casados podem usar alianças de casamento feitas de qualquer
material que tenha
sido escolhido por eles. O detalhe é que é proibido para os homens o uso
de ouro (aqui
há uma concessão para as mulheres que apreciam os enfeites). O Islam
considera o ouro
como um metal que participa da economia e por causa disso não deve ficar
entesourado. O
seu uso em qualquer coisa deve estar de acordo com a atitude com relação
ao uso das
alianças, cuja explicação sobre suas origens foi transcrita sob a forma
de resposta a
uma pergunta feita por Angela Talbot, repórter da revista Women,
publicada em Londres,
em 29/03/60, pág. 8:

Pergunta: Por que a aliança de casamento é colocada no terceiro dedo da
mão esquerda?

Resposta: Diz-se que há uma veia que corre diretamente deste dedo para o
coração.
Existe, também, um antigo costume, pelo qual o noivo colocava a aliança
na ponta do
polegar esquerdo da noiva, dizendo: "em nome do pai no primeiro dedo, em
nome do
filho, no segundo dedo e em nome do espírito santo, amém." A aliança era
finalmente colocada no terceiro dedo, onde permanecia.

Cena número 4:

Na noite de núpcias, faz parte das boas maneiras que o noivo coloque sua
mão sobre a
cabeça da noiva e peça a bênção de Deus, de acordo com uma tradição do
profeta:

O noivo deve sempre colocar sua mão na frente da cabeça da noiva e
mencionar o nome de
Deus, o Todo
Poderoso, e pedir Sua boa vontade.

Cena número 5:

Faz parte da tradição que os noivos rezem assim que fiquem sozinhos.

Se o noivo ou a noiva estiverem sozinhos, eles devem juntos fazer duas
prostrações e
pedir a Deus a compreensão do outro e solicitar proteção contra o mal no
outro, após o
que podem ter relações sexuais.

No Islam, não há espaço para atitudes românticas, tais como levar a
noiva no colo para
dentro de casa. De acordo com o escritor francês, Fustel de Coulanges,
em seu livro
"La Cité Antique", onde ele descreve antigos costumes romanos, esta
atitude
acontecia quando a noiva, que tinha seu próprio deus, que não era o deus
de seu noivo,
   comprometia-se a adorar o deus do marido. Assim, ele tinha que
carregar a
esposa em seus braços com todo o cuidado para que os pés dela não
tocassem o chão da
casa, santificada pelos deuses que ela ainda não adorava. Somente após a
aceitação dos
deuses domésticos do marido é que ela estava apta a tocar o chão. Como
se vê, faz
parte de um costume politeista de Roma e também da antiga Grécia. é bem
provável que
venha daí o gesto de o noivo de levar sua noiva para a cama. O Islam,
religião
monoteista por execelência, não inova introduzindo outras práticas que
são parte de
uma cultura politeista por exelência.

Cena número 6:

A obrigatoriedade do "walimah" (comida na festa do casamento)
consiste
de uma tradição islâmica. Consta de uma tradição profética que ele
disse: a
diferença entre o casamente e o ato sexual ilícito é o seu anúncio
público.

Cena número 7:

As despesas do "walimah" não devem ficar restritas aos
parentes. É
bom que os amigos do casal colaborem com o "walimah".

Cena número 8:

É da boa educação aceitar o convite para o "walimah". O Profeta
e
Mensageiro de Deus, Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com
ele) disse:

"Se alguém é convidado para comer, deve aceitar este convite. Se quiser,
pode comer
ou não."

Cena número 9:

Ao invés dos tradicionais cumprimentos do tipo "harmonia e muitos
filhos",
dizer, por exemplo: Que Deus os abençoe e que Sua bênção esteja com
vocês e que os
mantenha unidos na boa vontade."

FONTES:

Alcorão
Sahih Al Bukhari
Sahih Muslim
Sunan Abu Dawoud
As Boas Maneiras na Suna, escrito por Muhammad Nasruddin Al Albani, 5ª
Ed.



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Respostas a este tópico

Obrigada pela aula. Fiquei conhecendo um pouco mais dessa religião. Tdas as tradições devem ser respeitada. Gostaria apenas de fazer uma pergunta, por total ignorância minha com respeito a casamentos islâmicos, é verdade que meninas de 10, 12 anos, meninas no início da puberdade, são casadas a força com homens bem mais velhos? O ato consumado ou espera-se que elas amadureçam?
Zanuja, para a cultura deles não se trata de pedofilia desde quando o próprio Maomé se casou com uma menina de seis anos e consumou o casamento quando ela tinha nove. é questão cultural, religiosa. Os valores são completamente diferentes do "mundo civilizado", mas, ressalto, não sou profunda conhecedora do islã.
O que acontece é que a mídia nacional e internacional odeiam os países islãmicos e exploram questões que para eles (os islamicos) são normais, corriqueiras.
Zanuja

No Islã não há casamento sem consentimento da mulher. O que há é que em países mais atrazados, sendo eles de qualquer profissão religiosa o casamento se dá de forma muito precoce. Lembra-te que na primeira metade do século vinte, nas regiões mais atrazadas do Brasil haviam casamentos com meninas recém saídas da puberdade

Não é só uma questão de Islã ou não Islã, é uma questão de atrazo social.
gosto fake Rogério Maestri tem que fala com o outro fake de marco fernades o próprio Maomé se casou com uma menina de seis anos e consumou o casamento quando ela tinha nove. é questão cultural, religiosa.


legal isso 6 anos a menina
No Islã não há casamento sem consentimento da mulher ou ( Criança )
A questão não é de ser legal ou não.

A questão é cultural.
Minha bisavó casou com 11 anos. Na hora do casamento, quando foram procurá-la para vestir o vestido de noiva, a encontraram brincando de boneca... Agora, cultural ou nao cultural, atraso ou nao, que é revoltante é.
Recebi mensagem de um Amigo com essa mesma unformação. Toda vez que recebo esse tipo de mensagem vou atrás da fonte/origem para saber quais as motivações que levam a circulação e se há fundamento.
Longe de mim querer defender esse ou qq tipo de brutalidade que supostamente ocorre, com respaldo de líderes políticos e /ou religiosos.
O que mais chamou a minha atenção foi o fato da Thelascruzade.org, de onde se origina essa informação ser uma organização de Israelenses, que estão em confronto permanente com esse grupo e Arabes em geral. É curioso também esse assunto vir a tona no momento em que a igreja Católica está mergulhada centenas de milhares de casos de pedofilia e os Israelenses escolherem os muçulmanos como alvo.

Não satisfeito fui buscar a fonte tradutora no Brasil - http://www.deolhonamidia.org.br/Comentarios/mostraComentario.asp?tI... - tive certeza de que se quer é mais do que só o que aparenta. O Site tenta mostrar que o PT concorda com isso. Não dou 30 dias para isso virar notícia na Veja, Folha de SP, Jornal Nacional...
Como acompanho olho no olho o dia a dia da campanha de outubro próximo estou seguro que voltarão a agenda da mídia:
O mensalão do PT, a morte do Celso Daniel, o Caso da quebra do sigilo do caseiro do Palocci. Até o Roberto Jefferson, ladrão que apesar de cassado administra uma verba pública milionária como presidente do PTB, ganhará espaço de destaque na campanha de José $erra.
Cântico dos Cânticos, 8
"8. Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?
9. Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro."
Lembrei disso pq, no tempo do Profeta Maomé, o que diferenciava a menina da mulher era apenas a maturidade biológica. Nós, ocidentais, apenas muito recentemente agregamos a maturidade psicológica, e com critérios de "maturidade" um tanto arbitrários, IMHO, que acabaram virando apenas cronológicos.

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