Caro Leitor,

Pelo visto, a USP não esta brincando quando diz que quer estar entre as 50/60 maiores escolas do mundo, claro, de acordo com a lista das “agências” do norte, com o Deus das “agências” do norte, com o pensamento das “agências” do norte.
A USP, a universidade que tem peso e referência no Brasil, "a USP é tão grande que não sabe o tamanho que tem", não consegue se livrar de um certo incômodo, diria um certo complexo de inferioridade “listônico” do norte, estaria ela, nesse lance, partindo para o "não importa os meios e sim os fins", que venha a rendição?
Uma coisa parece claro, ainda não entendeu a lógica (ou entrou de vez nela?) sobre as agências de classificação feita por eles, como a recente queda do mito da lógica das agências de classificação de riscos do mercado financeiro.
A mim intuiu que tomou o caminho mais fácil (errado?) nesse novo século.
Quem viver verá!

Blog do Azenha:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-convenio-da-usp-com-a-monsanto/
Sds,
Jose Oswaldo Bosso

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Respostas a este tópico

OK! também já ouvi que a monsanto não é flôr que se cheire. Mas é sempre bom "ouvir" o outro lado da história. Quais as justificativas da USP para a aprovação desse convênio?
Caro Leitor,
Uma no cravo e outra na ferradura:
Reitora e ex-reitores debatem o futuro da USP
No dia 20 de agosto, às 15h, Suely Vilela, José Goldemberg, Adolpho José Melfi, Antônio Hélio Guerra Vieira, Flávio Fava de Moraes e Jacques Marcovitch discutirão as ações prioritárias para que a USP integre o grupo das melhores instituições de pesquisa do mundo na próxima década.
Leia mais...
http://www.iea.usp.br/iea/index.html
Caro Jorge Henrique Cordeiro,

Agradeço pelos links, ainda não tinha assistido o documentário da cineasta francesa, Marie-Monique Robin: “The world according to Monsanto”, de 2007. O que fiz hoje. Estarrecedor.
A certa altura perto do final aparece a ativista indiana, Vandana Shiva, ganhadora do prêmio Nobel Alternativo, e sua luta contra os organismos geneticamente modificados, comandado a ferro e fogo pelo monopólio global, criminoso e manipulador da Monsanto, na qual ela chama da segunda revolução global verde, sendo que a primeira era coordenada pelos governos e órgão mundiais.
Na entrevista dela aparece a frase de do movimento criado em 1991: “The Bija Satyagraha Movement” (http://www.navdanya.org/earthdcracy/seed/bija-satyagraha.htm). Palavra muito conhecida hoje no Brasil. Não se deve perder a esperança, mas não se podem tambem ser otimista demais, fora e acima da realidade, seja na guerra do monopólio global da Monsanto contra os guerreiros, como Vandana Shiva e seu movimento “The Bija Satyagraha”, ou da “elite fascista liberal” (Glauber, 60's) no Brasil contra a “Operação Satyagraha”.
A noticia da parceria da USP mostra e sinaliza quem esta sendo cooptado e se rendendo. O que o reitor da USP e ex-reitores irão dizer na próxima quarta-feira?
Como se diz, somos mais pelo que fazemos do que pelo que falamos. Existe aqui um hiato entre os atos e as palavras de justicativas que virão, se é que virá.
Sds,
Jose Oswaldo Bosso
A Monsanto não dá ponto sem nó. Mesmo sem saber as condições, tenho 99% de certeza de que será benéfico apenas para a empresa, já que os estudantes serão doutrinados por suas inverdades. Quem não conhece a Monsanto e seu modus operandi que a compre...

João Vergílio Gallerani Cuter said:
A notícia não especifica exatamente os termos do acordo. A pessoa termina a leitura sem saber quanto dinheiro será aplicado em quê, nem sob quais condições. Assim é impossível formar um juízo. Eu não concordo com a política da Microsoft no mercado, mas não acho impossível que uma empresa como essa possa propor convênios que sejam vantajosos para a universidade. É preciso examinar caso a caso.
Caro João Vergílio Gallerani Cuter e demais debatedores,

Quem ainda não viu os documentários/artigo indicados pelo Jorge Henrique Cordeiro, são altamente recomendáveis. Quem vem a mais de meio século destruindo o meio com a construção de mentiras pseudocientifica, porque iria mudar agora, por causa da USP?

A intelectualidade da qual vejo um bom samaritano e "guru", o mestre com carinho, Antonio Candido (vídeo, 20 min., em que ele comenta sua trajetória na USP: http://www.iea.usp.br/iea/index.html).

Esse acordo pode ter muito do popular "acordo CARACU". Será daquele que não se pode vir a publico, com clausula proibindo a divulgação, tipo NIKE e a CBF?

Cabe aqui a sabedoria Chinesa: “Uma imagem vale mais do que mil palavras.”

A universidade que foi criada em 25 de março, passou quase meio século com boa parte da elite deslumbrada com a comemoração de “14 de julho”, e nas ultimas décadas, liderados pela versão Chicago Boys da FEA, a comemorar o “4 de julho”, é notável perceber que ainda não chegou à “7 de setembro”.

Acredito que o Futuro do Brasil esta mais em “fazer o nordeste virar à Califórnia brasileira”, como diz o cientista Miguel Nicolelis (ex- USP), que tem ele como referência o maior cientista brasileiro, Alberto Santos Dumont , do que figurar a USP nas “listas feita pelo norte”.
Sds,
Jose Oswaldo Bosso
Tal assunto suscitou-me as lembranças de semanas atrás, das denúncias de propinas pagas a médicos por laboratórios farmacêuticos, para aviarem seus produtos.
O assunto foi ventilado e rapidamente desapareceu, ao pesquisar encontrei outras denúncias mais antigas, como a do observatório da impresa escrita por Claudia Collucci com base na reportagem: Médicos denunciam favores de laboratórios", copyright Folha de S. Paulo, 29/08/05Cujo texto encontra-se no:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=344ASP006Muito provavelmente devem haver inúmeras outras denúncias, que o CRM parece insistir em ignorar.
Outra lembrança que ocorre são da denúncias feitas pelo filme "O Jardineiro Fiel" também com pouca repercussão a este respeito.
Resumindo.
Estes grande laboratórios internacionais, acostumaram-se a nos fazer de cobaias para seu enriquecimento, sem o menor pudor.
Enquanto o poder econômico suplantar os valores humanos, esta será a nossa sina. ( Principalmente, se o país se eternizar no 3º "pobre mundo" )
João
Também acompanho de longe, porém acho que há um fato do qual pouco se diz.
Que os trangênicos parecem ser mais resistentes as pragas, e serem fabricados e vendidos pela Monsanto por um preço menor que outras sementes, não há dúvida, atraem muito o interesse dos agricultores. Apenas "esquecem-se" de dizer, que todos os outros implementos para este tipo de agricultura, são também, apenas e tão somente vendidos pela Monsanto.
Nem é preciso ser muito esperto para imaginar qual seu interesse e como ela ganha dinheiro.
Qto aos produtos fazerem mal a saúde humana, fico a imaginar o porque de serem proibidos em vários países ? ( Certamente, todos bem mais adiantados e com pesquisas mais avançadas que no Brasil, ou o óbvio, são menos suscetíveis a corrupção )

João Vergílio Gallerani Cuter said:
Jorge Henrique,

Aí, não dá. Há todo um debate internacional acerca dos transgênicos, que acompanho apenas de longe. Há pessoas de bem que são contra, e pessoas de bem que são a favor. É preciso evitar aquilo que poderia ser chamado de "Falácia do Reinaldo" (em homenagem a seu mais freqüente usuário, o jornalista Reinaldo Azevedo): se alguém discorda de mim, é um canalha e, se é um canalha, só pode estar errado. A Monsanto é uma empresa, tem interesses na questão, e a Universidade precisa avaliar se é do interesse DELA, universidade, celebrar tal e tal acordo com a Monsanto. È preciso examinar o acordo, cujos termos, pelo que vejo, todos nós desconhecemos. Quanto aos transgênicos, em geral, é preciso julgar a questão com sobriedade. Ouvir as duas partes, dar voz aos dois lados. Universidade é lugar de debate. Ninguém se deixa "doutrinar" assim, sem mais nem menos, em nenhum lugar, muito menos no ambiente universitário.
Repito: sem sabermos exatamente que raio de acordo é esse, é impossível fazer qualquer juízo.
Uma correção: A USP foi cria em 25 de Janeiro.
João, faz o seguinte: leia o perfil da Monsanto publicado pela Vanity Fair e assista ao documentário da Marie-Monique Robin. Depois conversamos...
Concordo com o João sem ver o contrato não dá para falar muito. Mas, acredito que o acordo esteja voltado as pesquisas de sementes que suportem as modificações climáticas que estão por vir sem perder a atual produtividade, principalmente no Nordeste.

Se não houver gastos pesados em pesquisa é bem provável que a tal nova California brasileira seja uma miragem devido a possíveis problemas pluviométricos da região.
Caro Leitor,
A USP na ânsia e na busca da suposta melhor "classificação nas listas globais" e na linha "não importa os meios, mas os fins. Esse editorial da Folha SP é mais uma indicação da ponta do iceberg, mas tem-se elefante branco debaixo do tapete, como a MONSANTO. A mim intui claramente estar no caminho errado neste novo século.

Editoriais: Péssimo exemplo
É PREOCUPANTE a reação da direção da Universidade de São Paulo diante de um caso de suposto plágio que envolve o diretor do Instituto de Física e o vice-diretor da Fuvest. Os dois lideram grupo que assinou ao menos três estudos com trechos copiados de trabalhos de outros pesquisadores, sem a devida citação da fonte.
Foi criada uma comissão para investigar o incidente, mas não há resultados conhecidos até o momento. A USP diz que não pode revelar as conclusões da sindicância antes de sua Comissão de Ética se pronunciar. Nada justifica que uma suspeita simples de elucidar como essa permaneça sem solução há 14 meses. O fato é de conhecimento público desde junho de 2007.
Além do jogo de interesses paroquiais, o caso coloca em dúvida os procedimentos da universidade, que deveriam ser pautados pelo rigor, pela isenção e pelo respeito à produção intelectual.
A evolução das comunicações multiplica as possibilidades de fraude acadêmica, mas também aumenta a vigilância. A pressão crescente sobre os pesquisadores, para que aumentem sua produtividade, coincide com a escalada das suspeitas de plágio. O tema incomoda atualmente algumas das mais prestigiosas universidades do planeta, e a capacidade de combater tais abusos passa a ser um requisito para a preservação do seu status.
No caso das suspeitas envolvendo a Física da USP, o desfecho do episódio é o que menos importa. Grave é a possibilidade de que o mais importante centro universitário do Brasil deixe de tomar as medidas necessárias para defender o seu maior ativo: o mérito acadêmico.
Prestígio e credibilidade não se adquirem com manobras de gabinete, mas mediante rigorosa apuração. Falta de clareza e acertos corporativos fazem mal para a imagem de uma instituição que é referência nacional em ensino e pesquisa.
A demora e a falta de transparência com que a Universidade de São Paulo trata uma investigação de plágio são um péssimo exemplo transmitido para instituições de ensino superior em todo o Brasil.

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