Caro Leitor,

Pelo visto, a USP não esta brincando quando diz que quer estar entre as 50/60 maiores escolas do mundo, claro, de acordo com a lista das “agências” do norte, com o Deus das “agências” do norte, com o pensamento das “agências” do norte.
A USP, a universidade que tem peso e referência no Brasil, "a USP é tão grande que não sabe o tamanho que tem", não consegue se livrar de um certo incômodo, diria um certo complexo de inferioridade “listônico” do norte, estaria ela, nesse lance, partindo para o "não importa os meios e sim os fins", que venha a rendição?
Uma coisa parece claro, ainda não entendeu a lógica (ou entrou de vez nela?) sobre as agências de classificação feita por eles, como a recente queda do mito da lógica das agências de classificação de riscos do mercado financeiro.
A mim intuiu que tomou o caminho mais fácil (errado?) nesse novo século.
Quem viver verá!

Blog do Azenha:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-convenio-da-usp-com-a-monsanto/
Sds,
Jose Oswaldo Bosso

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FSP 07/09-08
TENDÊNCIAS/DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

O bom exemplo da USP
SUELY VILELA


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É inconcebível que um fato isolado seja tomado como regra e condene uma comunidade inteira ao sabor de uma suspeita
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NÃO É sem razão que a USP, após 75 anos de existência, conquistou a posição de universidade de classe mundial, ocupando lugar de destaque entre as 130 melhores do mundo. Além disso, é a mais bem classificada entre as universidades brasileiras nos rankings mundiais, sendo responsável por cerca de 28% das publicações do país, e primeira na América Latina, com produção científica comparável à de alguns países dessa região.
Se tais fatos, por um lado, representam o reconhecimento da competência da universidade em produzir ciência, de outro implicam responsabilidade, assumida com seriedade, em mantê-la como paradigma no ensino superior nacional.
À dedicação e à qualidade de docentes, funcionários técnico-administrativos e estudantes, comprometidos com a construção de um patrimônio intelectual de referência, se deve o reconhecimento a que a instituição faz jus nacional e internacionalmente.
É zelando pelos direitos de seus recursos humanos, com base na liberdade acadêmica e nos princípios éticos e morais, à luz de um regimento que pauta suas ações, que a universidade mantém seu prestígio.
A credibilidade da universidade, construída ao longo de 75 anos, não pode e não deve ser questionada por ilações com relação a seus procedimentos, que sempre se nortearam pela transparência, respeitados os preceitos jurídicos que regem suas relações internas e com a sociedade. É inconcebível que um fato isolado seja tomado como regra e condene uma comunidade inteira ao sabor de uma suspeita, ainda em julgamento.
É preciso ressaltar que os processos relativos à apuração de denúncias na universidade passam por etapas, de caráter sigiloso, que se iniciam em uma comissão de sindicância e podem assumir caminhos diferentes, dependendo da complexidade e gravidade envolvidas. As vias possíveis são a comissão de ética e/ou a instauração de processo administrativo.
A sindicância não se encerra com a elaboração do relatório final por parte da comissão formada para tal finalidade, uma vez que sua conclusão depende de outros atos, tais como a análise jurídica formal. A USP prevê em seu regimento sanções, que vão desde a advertência até a demissão sumária.
No caso em questão, a comissão de sindicância observou a necessidade do encaminhamento do processo à comissão de ética, na qual os autos se encontram para apreciação.
Ressalte-se que os membros dessas comissões foram escolhidos com base em sua experiência acadêmica e impessoalidade e orientam sua atuação na ética e no cumprimento das normas regimentais.
O suposto caso de plágio está sendo apurado nos trâmites da lei. O rigor que permeia as ações na USP não pode, portanto, ser atropelado por ações impensadas em nome da simples presteza dos resultados ou sucumbir a pressões internas ou externas.
Cabe salientar que a USP, comprometida em fazer da ética um valor inerente às suas atividades, possui um Código de Ética, que contempla os princípios universais e as recomendações peculiares às instituições de ensino superior. Também, comissões de ética na pesquisa, existentes em suas faculdades e institutos, além de disciplinas relacionadas, na graduação e na pós-graduação, fazem parte do cotidiano das relações da universidade com sua comunidade.
Essas questões despertam interesse crescente da comunidade científica mundial, e a USP se alinha a essa tendência.
A USP tem claro compromisso de prestar contas à sociedade e o faz, regularmente, divulgando pesquisas, cursos, programas, ações culturais, relatórios financeiros e procedimentos internos com transparência, como o faz nessa oportunidade, respeitados os limites legais e éticos.
A universidade continua seu caminho como exemplo, sim, mas de qualidade e de responsabilidade na condução das atividades administrativas, de ensino, pesquisa e extensão universitária, que transcendem as fronteiras do seu país.

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SUELY VILELA, 54, é reitora da Universidade de São Paulo (USP) e professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto.
"O que se pode fazer diante de tanta mediocridade?"

Artigo - Folha São Paulo, segunda-feira, 03 de novembro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0311200809.htm
Liderança e politização na USP
ELCIO ABDALLA e SILVIO SALINAS


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Foram esquecidas as grandes questões nacionais, praticamente não se pensa o país, mas há muito interesse em cargos e favores
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A USP pode se orgulhar de setores de excelência, com padrões elevados de ensino e pesquisa, que a colocam em posição de liderança no país, no mesmo patamar das grandes universidades internacionais. Isso não nos exime, no entanto, de apontar e corrigir falhas e prestar contas ao público que tão magnificamente nos tem apoiado.
Nos últimos anos, a USP vem sofrendo forte crise de liderança, a qual se manifesta em politização excessiva, de fôlego curto, distante das considerações de mérito acadêmico. Foram esquecidas as grandes questões nacionais, praticamente não se pensa o país, mas há muito interesse em cargos e favores, na perpetuação em postos da administração universitária.
A eleição do reitor é um bom exemplo. Nas universidades de "classe mundial", costuma-se criar uma comissão de busca para selecionar candidatos acadêmica e administrativamente significativos. Esse mecanismo também tem sido utilizado aqui no Brasil para a escolha dos diretores de institutos do Ministério de Ciência e Tecnologia. Na USP, no entanto, há uma eleição em duas etapas.
A primeira fase é ampla, envolve mais de mil membros de todas as congregações, tem razoável conteúdo acadêmico. No entanto, funciona apenas para definir uma lista de oito nomes que vão ser submetidos a uma segunda fase, muito mais restrita. Essa segunda fase, restrita a cerca de 300 membros dos "conselhos centrais", constitui e ordena a lista tríplice enviada ao governador, invertendo inclusive a votação anterior.
É justamente esse modelo de duas fases que acaba se prestando a todo tipo de barganha.
Com honrosas exceções, favores e barganhas se repetem na escolha de posições na administração central e nas comissões mais importantes.
Forma-se uma espécie de "círculo da corte", com a participação permanente, anos a fio, das mesmas pessoas.
Colega é diretor; quatro anos depois, vira pró-reitor; mais quatro anos, torna-se reitor. Se não consegue virar pró-reitor, aceita a prefeitura de um dos campi e, assim, vai tocando a administração, cada vez mais distante da vida acadêmica.
Nas circunstâncias atuais, os dirigentes são fracos, não têm quase nada para oferecer além da própria existência nos grotões da corte. Às vezes se unem às corporações, no seu horror a qualquer tipo de avaliação. O programa incipiente de avaliação departamental, que poderia ter sido aperfeiçoado e seria benéfico para certos setores, foi interrompido.
Os docentes da USP, trabalhando em tempo integral, continuam com a carreira engessada e jamais passarão por nenhuma avaliação institucional.
Em um caso recente de suspeita de plágio, envolvendo justamente uma questão que esbarra no coração da academia, depois de 15 meses e muita pressão, a reitoria acabou emitindo uma nota tímida de censura.
Há vários exemplos desse tipo. No centro nobre da Cidade Universitária, instalaram-se pelo menos sete agências bancárias, mas não há um museu de ciências, uma bela livraria, um bom teatro ou cinema. Nem mesmo se instalou a biblioteca Mindlin, cuja doação foi anunciada há cerca de dez anos.
No ano passado, foi constituída uma comissão de busca, do mais alto nível acadêmico, que indicou lista tríplice para a diretoria do Instituto de Estudos Avançados, organismo particularmente adequado para "pensar o país". Essa indicação, porém, foi simplesmente descartada.
O que se pode fazer diante de tanta mediocridade? Haveria espaço para novos mecanismos, como as comissões de busca, ou para propostas de profissionalização da administração universitária? Pelo menos essa absurda segunda fase na eleição para reitor teria que ser suprimida. Medidas simples, vedando as reeleições em qualquer nível, em qualquer época, para funções de direção ou de representação, também poderiam contribuir com ar fresco ao sistema.



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ELCIO ABDALLA e SILVIO ROBERTO DE AZEVEDO SALINAS são professores titulares do Instituto de Física da USP e membros titulares da Academia Paulista de Ciências e da Academia Brasileira de Ciências.
Claro que a USP tem um lado vanguarda, à frente em diversas áreas de pesquisa mas, por outro lado, tem um lado obscuro que, para desvendar, só abrindo sua caixa preta.

Um convênio com a Monsanto, que até o mundo mineral sabe (obrigada Mino Carta) da sua trajetória, sempre é, por princípio e por conta desta trajetória, suspeito. Denúncias existtem contra a Monsanto e não são poucas. Desde a manipulação genética até a dependência de agricultores às sementes "especiais" que fornece.

Por que não abrir um debate, no interior da própria instituição e, talvez até, liderar um debate nacional, para discutir os dois aspectos:
-o uso de transgênicos e
-o contrato.
O Jorge henrique abriu um tópico sobre o evento Cine Gaia no Jardim Botânico. Lá indica um vídeo O mundo de acordo com a MONSANTO, produzido por uma francesa. é de arrepiar.

O tal leading produto, o round up é aterrorizante.

A USP deve esta discussão ao Brasil.
Is always such! And the drawing she continues. The yankees and yours brothers buccaneer of the another of the Atlantic already they took almost everything. Only failure take our dignity and intelligence. Yes, was necessary much intelligence and creativity about to survive under an inflation of almost 250% on annotating! No necessary affirm who are the blameful, direct or indirect, at breakdown economic where are you engulf the our messy world. Owes let of that fad of being “lick - boots" of the americans and yours friends.


É sempre assim! E o saque continua. Os ianques e seus irmãos bucaneiros do outro do Atlântico já levaram quase tudo. Só falta levar nossa dignidade e inteligência. Sim, foi preciso muita inteligência e criatividade para sobreviver sob uma inflação de quase 250% ao ano! Não preciso apontar quem são os culpados, diretos ou indiretos, pelo descalabro econômico em que se meteu o nosso bagunçado mundo. Devemos deixar dessa mania de ser “lambe-botas” dos americanos e seus amigos.

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