Eu tenho uma amiga com quem troco emails sobre o futuro do mercado do livro. Hoje ela me perguntou sobre o filme "It's a book" e o que eu acho que acontecerá.

Achei que havia potencial pra discussão e construção de conhecimento, por isso uso exatamente o que respondi como texto para um tópico.


Oioi, Helena.
 
Não tinha visto (o filme) postado por você, revi agora (tem tanta coisa no facebook que dificilmente vejo tudo o que colocaram, fico nas 3 ou 4 últimas horas uma vez ao dia.)
 
Eu acho que o futuro é um declínio da forma livro, principalmente para textos de estudo, romances e auto-ajuda. Para dicionários e enciclopédias já acabou. Livros ilustrados ou em formatos maiores que os aparelhos terão uma sobrevida maior.
 
E também acho que não desaparecerá totalmente. Talvez seja como os chapéus que viraram bonés. Menor número total de usos, forma adaptada...
 
Mas o livro também sobrevive na forma de sucedâneos. Catálogos de exposições, programas de tetro, revistas. A organização de texto e imagem em páginas reunidas é um "clássico".
 
Ainda bem que eu não tenho compromissos com descendentes ou responsabilidades assim. Senão não poderia ficar tão "cool" com o declínio. Hoje administro o encolhimento do negócio (e não buscarei nada pro lugar.)
 
(Uma questão paralela é o funcionamento de editoras, já há autores migrando para colocar textos diretamente em meios eletrônicos. O que se chama "livros didáticos", 2/3 dos impressos, devem sofrer queda muito rápida.) 
 
Eu não considero os e-readers um modismo. Não pretendo ter um porque como quase não saio de casa o PC convencional me atende muito bem para ler o que não foi impresso. Mas respeito que apresenta funcionalidades úteis.
 
Ele talvez viesse a ser obrigatório se continuasse o crescimento da população e a falta de espaço. Suspeito que decolará na China ou Índia. Mas nas sociedades ocidentais o crescimento das populações parou, ainda há espaço para as pessoas curtirem livros se desejarem.
 
A maioria das pessoas não sentirá muito tudo isso. Livro como objeto já era hobby minoritário. O que resta para a minimização de perdas é tentar agora a sobrevivência do "texto", das "mensagens". Não sei como será possível isso com os atualmente muito ruins sistemas de arrecadação de direitos.
 
Acho que vou transformar este e-mail num tópico de blog hehehe

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Respostas a este tópico

Ah não. TCP é livro jurídico com leis, súmulas, não teoria do direito. É livro de contabilidade, manual de engenharia. Sempre são livros que só podem ser lidos (com compreensão plena) por profissionais. Muitas vezes nem se encontram em livrarias convencionais (eu não os tinha) porque são vendidos nas livrarias que ficam nas universidades.

O que é de uma área de conhecimento, mas que não requer conhecimento de jargão técnico para ler, pelo menos para compreender o geral, são chamados de ensaios (como você fala). Quase todos os livros para faculdade ou pós-graduação em ciências humanas caem nisso.

Esses que você fala também, mesmo que da área de biomédicas, se podem ser lidos por alguém de outra área por curiosidade.

Mas em pesquisas não há muito espaço rsrs. Eu geralmente vejo os ensaios nas listas de "não-ficção" mesmo, o que mistura com auto-ajuda e dietas...

Há a classificação "religiosos" também. Vende menos que didáticos (o que inclui tudo até 2º grau + ensino de idomas) mas mais que a soma de TCP + não-ficção + literatura. (Digo por notícias da Câmara Brasileira do Livro, por que eu não vendia livros sobre cristianismo, há livrarias específicas para isso)

Nao há como ler livros sobre esses assuntos (Neurociências, Teoria da Evolução, Genética, Teoria do Desenvolvimento, etc.) sem entrar em algum "jargao"... Aí é que mora a questao. Alguém interessado enfrenta... Eu tenho um dicionário de biologia, que me ajuda, e livros bem "didáticos", embora de nível superior, sobre Genética, Evoluçao, História do Pensamento Biológico, Evo-devo, etc. 

O que estou salientando é que, mais importante do que uma categorizaçao dos livros em si seria uma pesquisa sobre o que faz as pessoas lerem, os interesses de leitura. Porque, por ex., quem só lê didáticos estrito senso e por imposiçao da escola, nao é realmente um leitor. Nem mesmo, a meu ver, mas aí já é mais questionável, quem só lê livros religiosos. Leitor é quem lê: para ampliar seu mundo; por motivaçao estética, amor à literatura e à poesia; por distraçao; para obter conhecimento. Nao quem lê por obrigaçao, ou meramente como forma de reforçar seu vínculo religioso. 

Ana Lú

Deste um dos motivos principais para o fim do livro e o surgimento de uma nova forma de ler, a leitura com hiperligações (como denominam nossos colegas portugueses).

Não vi ainda nenhum autor de livro técnico eletrônico utilizar este recurso, o que é uma lastima, pois se assim fizessem a cultura chata de citações ao pé da página, seria substituída por hiperligações.

Talvez depois de me aposentar, vou tentar editar um livro de hidráulica na rede (on line) com hiperligações, o problema é que fica muito longo porém seria fantástico, o texto ficaria limpo e com a opinião do próprio autor.

Especialmente na área de Engenharia (nao sei se especificamente em hidráulica) já existe isso. Veja nos TED Talks, há um (nao me lembro o nome do cara) que fala num projeto de construçao de livros livres, etc. e ele fala disso, de um projeto colossal de vários professores universitários de Engenharia que criaram um banco de dados e um "livro" em que os diversos professores poderiam selecionar diferentes partes do conteúdo adaptando o livro para as necessidades particulares dos seus cursos. Tenho isso dentro do LingQ, mas estou com preguiça de ir lá ver. Ele tb fala de livros com equaçoes que permitem a mudança das variáveis, e ver os gráficos correspondentes sendo mudados.  

Estás falando numa enciclopédia, isto é algo muito difícil de se realizar pois há problemas de notação.

O trabalho de revisão de um livro como este é praticamente impossível de ser realizado, porém seria essencial, pois há muita desambiguação a ser feita. Não há uma notação comum mesmo dentro da mesma área, e se vários professores se metessem a fazer este trabalho, demorariam no mínimo dois anos só para adotar uma notação comum!

Projetos muito ambiciosos, nunca dão certo.

@Como você é do contra! O projeto existe, já deu certo, é usado por muitos professores.E o "livro" permite personalizaçao, cada professor pode adaptar o que quiser. Se há mais de uma notaçao, é só escolher uma. Exatamente esse é o lado flexível da editoraçao eletrônica, o texto nao é fixo de uma vez por todas.  

E a revisao coletiva nao dá certo? Por acaso a Wikipédia é um delírio meu? Ora, ora... 

Em vez de ser tao do contra, você poderia participar do projeto... Traduzindo, por ex., e assim disponibilizando o que já existe para outros professores brasileiros. Em vez de começar a escrever um livro do zero, usar o que achar bom. E convidar outros professores da sua área a participarem. 

Eu estava no maior conflito entre postar algo que considero importante e maravilhoso, mas em inglês, e meus princípios de nao postar nada em inglês para uso público no Portal. 

Trata-se do vídeo de que te falei, que fala do livro de engenharia coletivo, das equaçoes que a gente pode modificar, e o gráfico delas muda, etc. Ele tem legendas em Português, o que me permitiria postá-lo, mas nao é vídeo do YouTube, nao tem código de incorporaçao. 

Tentei pôr o texto dele em inglês na sua página, mas comentários em páginas nao podem exceder 5000 caracteres, e o texto tinha mais de 40.000. Aí deixei lá só o link, para você ver o vídeo. Vale a pena você ver, Maestri, falando sério. Se você tem um projeto de escrever algo para ajudar outros, pode pelo menos se inspirar no que foi feito lá, e talvez usar os recursos open source que eles disponibilizam. 

Mas descobri uma coisa maravilhosa: existe a traduçao do texto em Português. Entao vou postar lá no quadro de cima, para ver se mais gente vê.

Existe uma página da Universidade de Lisboa com vários links sobre o Hipertexto

Alguns links já estão inativos, mas existem vários interessantes. 

Que legal, Gil, já pus nos meus favoritos. Nao sei fazer hipertextos, nem tenho programas para. Mas vi que, ao que parece, alguns dos links ensinam a fazê-los. Se vier mesmo a aderir a e-books, saber fazer hipertextos é importantíssimo, para poder aproveitar todos os recursos deles. 

Quem fala muito sobre a "revoluçao" tecnológica, e até cognitiva, permitida pelo advento de hipertextos é o Pierre Lévy. 

Gente, eis algo que dá um bom alento sobre o futuro do livro. Trata-se do texto correspondente a um vídeo de um TED Talks, em que Richard Baraniuk fala de projetos coletivos de "open learning": disponibilizaçao de textos didáticos personalizáveis e livres, e de sofwares para fazer com eles coisas interessantes (como mudar parâmetros de uma equaçao, e o gráfico dela mudar) e, importante, sofwares para grupos poderem organizar o seu próprio sistema de "revisao de pares" para avaliar o material postado. É simplesmente maravilhoso o projeto. O link do vídeo, para quem quiser assisti-lo, e acessar os links do projeto (dentro da parte sobre a biografia do palestrante) é esse: http://www.ted.com/talks/richard_baraniuk_on_open_source_learning.html 

Eis o texto (é uma transcriçao interativa, que leva ao ponto do vídeo correspondente ao trecho sublinhado, de modo que, se vocês nao desejarem ir ao vídeo, nao cliquem sobre o texto, leiam com os olhos apenas -rs, rs): 

Eu sou Richard Baraniuk. E eu gostaria de falar um pouco hoje sobre algumas idéiasque acho que têm uma tremenda ressonância com todas as coisas que foram faladas nos últimos dois dias. De fato, tantos pontos diferentes de ressonância que vai ser difícil falar sobre todos eles, mas tentarei fazer o me...

Alguém se lembra disso? [meu: mostra um long-play]

(Risos)

Ok, são discos de vinil e foram substituídos, certo? Foram varridos nas últimas duas décadas por esses tipos de tecnologias que achatam o mundo digitalmente, ce... E eu acho que isso pode ser melhor testemunhado quando Tomas estava tocando conforme entramos na sala hoje, O que aconteceu no mundo da música é que há uma cultura ou um ecossistema que foi criado que, se você pegar algumas palavras da Apple, a frase de efeito que criamos, "copiamos, misturamos e queimamos". Quero dizer com isso que qualquer um no mundo é livre e tem permissão para criar música e idéias novas.Qualquer um no mundo tem permissão para extrair ou copiar idéias mu... usá-las de formas inovadoras. Todo mundo tem permissão de misturá-las de formas diferentes,estabelecer conexões entre idéias musicais e as pessoas podem gravá-las ou criar produtos finais e continuar o... E o que é feito criou, como eu disse, uma comunidade vibrante que é muito inclusiva com as pessoas trabalhando continuamente para conectar idéias music... inová-las e manter as coisas constantemente atualizadas. O sucesso de hoje não é o sucesso do ano passado, ok.

Mas, não estou aqui para falar de música hoje. Estou aqui para falar de livros, ok. Em particular, livros didáticos e o tipo de materiais educacionais que usamos todos os dias na escola. Alguém aqui já foi à escola?

(Risos)

Ok, alguém percebe que há uma crise em nossas escolas, em todo o mundo? Eu espero não ter que passar muito tempo falando sobre isso, mas o que eu quero falar é a respeito de algumas das lacunas que aparecem quando um autor publica um livro de fato, o processo de publicação - só pelo fato de que é complicado, é pesado, livros são caros - cria uma espécie de muro entre autores de livros e os usuários finais dos livros,sejam eles professores, alunos ou apenas leitores comuns. E isto é ainda mais verdadeiro se você falar uma língua outra, que não uma das línguas mais faladas no mundo, em especial o... Vou chamar essas pessoas de abaixo da "Barreira de Excluídos", porque eles de farto são excluídos do processo de serem capazes de compartilhar seu conhecimento com o mundo. E então, o que eu quero discutir hoje é tentar pegar essas idéias, certo, que temos visto na cultura musical e tentar trazê-las na direção de reinventar a forma como pensamos sobre escrever livros, usá-los e ensinar a partir del... Então, é disso que gostaria falar sobre e na verdade, de como iremos, onde estamos e, para onde precisamos ir?

Então, a primeira coisa que gostaria de fazer é uma pequena experiê...Imaginem pegar todos os livros do mundo. Ok, todos imaginem livros e imaginem arrancar as páginas. Então, liberando essas páginas, e imaginem digitalizá-las, certo, e então armazená-las num vasto repositório global interconectado. Pense nisso como um massivo iTunes, para conteúdos como livros. E então peguem esse material e imaginem torná-lo aberto, as pessoas podem modificá-lo, brincar com ele, melhorá-lo.Imaginem torná-lo livre, então qualquer um no mundo pode ter acesso a todo esse conhecimento e imaginem usar tecnologia da informação de modo que você possa atualizar este conteúdo, melhorá-lo, brincar... em uma escala de tempo da ordem de segundos em vez de anos. Ok, em vez de edições a cada dois anos, imaginem um livro saindo a cada 25 segundos.

Então, imaginem que possamos fazer isso e imaginem que possamos colocar as pessoas nisso, certo? Daí poderíamos verdadeiramente construir um ecossistema não apenas ... mas todas pessoas que pudessem ou quisessem ser autores em todos os diferentes idiomas do mundo, e eu acho que se vocês pudessem fazer isso, seria chamado de, bem, vou chamar apenas de ecossistema de conhecimento. Então, realmente, esse é o sonho no sentido que você pode pensar nele como a tentativa de habilitar qualquer pessoa no mundo, quero dizer, qualquer um no mundo a ser seu próprio DJ educacional, criando materiais educacionais, compartilhando-os com o mundo, constantemente inovando-os. Então, esse é o sonho.

De fato, esse sonho está sendo realizado, certo. Nos últimos seis anos e meio,estivemos trabalhando muito duro na Rice University em um projeto chamado Connections, então o que gostaria de fazer no resto da palestra é contar a vocês um pouco sobre o que as pessoas estão fazendo com o Connections, que você pode pensar como um contraponto à palestra de Nicholas Negroponte ontem, onde estão trabalhando no hardware de trazer educação para o mundo. Estamos trabalhando nas ferramentas de código aberto e o conteúdo, ok? Então, isso é meio para ser posto em perspectiva aqui.

Então,"criar": quem são pessoas que estão usando esses tipos de fer... Bom, a primeira coisa é que há uma comunidade de professores de engenharia, de Cambridge a Kioto, que está desenvolvendo conteúdo de engenharia em engenharia elétrica para desenvolver o que você pode imaginar como um super livro didát... certo, que cobre toda a área de engenharia elétrica e não apenas isso, ele pode ser customizadopara uso em cada uma das instituições individuais. Se pessoas como Kitty Jones - uma excluída - uma professora de música particular e mãe em Champagne, Illinois, que quis compartilhar seu fantástico conteúdo musical com o mundo, sobre como ensinar crianças a tocar. O material dela é agora usado 600.000 vezes por mês. Tremendo, tremendo uso. De fato, muito desse uso vem dos EUA, de escolas primárias porque qualquer um que está envolvido com escola sabe a primeira coisa que é cortada é o currículo musical então isso apenas indica uma tremenda sede para esse tipo de conteúdo aberto, livre. Muitos professores estão usando esse material. Ok, e sobre "ripar"(...

E quanto a copiar, reutilizar, certo? Uma equipe de voluntários na Universidade do Texas - El Paso alunos de graduação traduzindo essas idéias engenhosas de super liv... e dentro de uma semana, isto torna-se um dos nossos materiais mais ... com uso disseminado em toda a América Latina, em particular no México, por causa da natureza aberta e extensível disso. Pessoas, voluntários e até empresas que estão traduzindo materiais para línguas asiáticas como chinês, japonês e tailandês,para disseminar mais ainda o conhecimento.

Ok, e as pessoas que estão mixando? O que significa mixar? Mixar significa construir cursos customizados, significa construir livros customizados. Empresas como a National Instruments, que estão colocando simulações interativas muito poderosas nos mate... para que possamos ir além do nosso tipo regular de livro didático para uma experiência em que todos os materiais de ensino, você possa realmente interagir e brincar com eles e aprender conforme o faz.

Estivemos trabalhando com os Professores Sem Fronteiras que estão muito interessados em mixar nossos materiais. Eles irão utilizar o Connections como sua plataforma para desenvolver e entregar materiais de ensino para ensinar os professores como ensinar em 84 países ao redor do mundo. Eles estão atualmente no Iraque, treinando 20.000 professores com a... e para eles, essa idéia de ser capaz de remixar e customizar o contexto local é extraordinariamente importante, porque apenas fornecer conteúdo livre para as pessoas tem sido relacionado pelas pessoas no mundo em desenvolvimento a um tipo de imperialismo cultural, que se você não dá poder às pessoas com a habilidade de re-contextualizar o material, traduzí-lo para seu próprio idioma e tomar posse dele, não é bom. Ok, outras organizações com as quais estamos trabalhando, UC Merced, as pessoas conhecem UC Merced. É uma nova universidade na Califórnia, no vale central trabalhando junto as faculdades comunitáriasEstão de fato desenvolvendo muito de seu currículo de ciências e en... para disseminar amplamente no mundo em nosso sistema também tentam desenvolver todas suas ferramentas de software comple... Estamos trabalhando com a AMD que tem um projeto chamado 50 até 15. o qual está tentando trazer a conectividade da internet para 50 por cento da população mundial até 2015.Iremos fornecer conteúdo para eles em uma gama completa de idiomas diferentes, e também estamos trabalhando com várias outras organizações. Em particular, muitos dos projetos que são custeados pela Fundação Hewlett, que assumiu um verdadeiro papel de liderança nessa área de conteúdo...

Ok, queimar (gravar), eu acho que isso é bem interessante. "Queimar" é a idéia de criar uma instância física desses cursos e acho que muitos de vocês receberam, acho que todos vocês receberam um desses livros musicais no pacote. Um presentinho para você. Só para falar disso rapidamente, este é um livro de engenharia. Tem cerca de 300 páginas, capa dura. Isto custa, alguém adivinha? Quanto custaria numa livraria?

Platéia: 65 dólares.

Richard Baraniuk: Isso custa 22 dólares para o aluno. Por que custa 22 dólares? Porque é publicado sob demanda e é desenvolvido desse repositório de materiais abertos. Se este livro fosse publicado por uma editora comum, custaria pelo menos 122 dólares.

Ok, então o que estamos vendo é essa 'queimação' ou processo de publicação do tipo comum de autor único, livro autorado, indo em direção a materiais de autoria comunitáriaque são modulares, que são customizados para cada classe separadamente e publicados sob demanda bem baratos, mesmo os publicados através da Amazon, certo,ou publicados diretamente por meio de uma gráfica sob demanda, como... E penso que essa é uma área extraordinariamente interessante porque há uma tremenda área sob essa longa cauda em publicações. Não estamos falando sobre o fim de Harry Potter, no lado esquerdo. Estamos falando de livros sobre equações diferenciais parciais hipe... Certo, livros que poderiam vender 100 cópias por ano, 1000 cópias p... Há uma incrível receita de sustento, certo, sob essa longa cauda, para sustentar projetos abertos como o nosso, mas também para sustentar essa nova emergência de editoras sob demanda como a Coop que produziu estes dois livros, e acho que uma das coisas que vocês devem levar desta palestra, é que o homem médio se defrontará com algo iminente, certo? Desintermediação. Isto vai acontecer na indústria editorial e vai atingir um crescendo nos próximos anos, e penso que é realmente para nosso benefício, para o benefício do m...

Ok, então o que são os possibilitadores? O que está realmente fazendo tudo isso acontecer? Há toneladas de tecnologia, e a única tecnologia sobre a qual realmente quero falar é XML. quantas pessoas sabem o que é XML? Ótimo, então é o futuro da web, certo? É a representação semântica de comentário, conteúdo, e o que você pode realmente pensar de XML, neste caso, é que é a embalagem que colocamos nessas páginas. Lembram-se que pegamos o livro e arrancamos as páginas? Bom, o que o XML vai fazer é basicamente - transformar essas páginas em blocos de Lego, certo. XML são as saliências dos blocos de Lego que nos permitem combinar o conteúdo em uma miríade de formas difer... e nos fornece uma estrutura para compartilhar conteúdo.Então, isto deixa você pegar este ecossistema, certo, em seu estágio primordial, todo este conteúdo, todas as páginas que você arrancou de livros e criar máquinas de ensino altamente sofisticadas, certo? Livros, cursos, pacotes de cursos, ok.

Dá a você a capacidade de personalizar a experiência de aprendizado para cada aluno individualmente, certo, então cada aluno pode ter um livro ou curso que é customizado para seu estilo de aprendizado, seus contextos, seu idioma e todas as coisas que o estimulam. Deixa você reutilizar os mesmos materiais de múltiplas formas difer... de formas novas e surpreendentes. Deixa você interconectar idéias indicando como os campos se relacionam uns aos outros, e eu vou apenas contar minha história pessoal.Aparecemos com isso, seis anos e meio atrás porque eu ensino a coisa na caixa vermelha,

E meu emprego diurno, como Chris diz, é professor de engenharia elé... Eu ensino processamento de sinais e meu desafio era mostrar que essa matemática - uau, pelo menos metade de vocês caiu no sono só de olhar as equações -

(Risos)

mas aparentemente matemática pura é de fato o centro dessa rede tremendamente poderosa que liga tecnologia - que liga aplicativos bem legais como sintetizadores musicais até tremendas oportunidades econômicas, mas também governadas por propriedade intelectual. E o que percebi foi que não havia maneira de eu, certo, como engenheiro, poder escrever esse livro que cobrisse tudo isso. Precisávamos de uma comunidade para fazê-lo e precisávamos de novas ferramentas para conseguirmos interconectar... e acho que realmente, de certa forma, o que estávamos tentando fazer era tornar o sonho de Minsksy realidade, onde você pode imaginar todos os livros numa biblioteca de fato começando a conversar uns com os outros, certo, e as pessoas que são professores aí fora quem quer que ensine, vocês sabem disso. É da interconexão de idéias que verdadeiramente se trata o ensinar.

Ok, de volta à matemática, imagine, isso é possível. Que cada simples equação que você clicar em um dos seus novos e-textos é algo que você vai conseguir explorar e fazer experimentos com ela. Agora, imagine o livro de álgebra do seu filho, no sétimo ano.Você pode clicar em cada equação fazendo surgir uma pequena ferramenta e ser capaz de experimentá-la, experimentar com ela, entendê-la, porque nós não entendemos realmente até que o façamos. O mesmo tipo de marcador, como mathML, para química.Imagine livros de química para entender realmente a estrutura de como as moléculas são formadas. Imagine música XML que realmente deixa você mergulhar na estrutura semântica da música, brincar com ela, entendê-la. Não admira que todos estejam aderindo, certo? Mesmo os três reis magos

(Risos)

Ok, o segundo grande possibilitador, e aqui foi onde contei uma gra... O segundo grande possibilitador é propriedade intelectual, porque de fato eu subi aqui e falei sobre como a cultura musical é ótima. Podemos compartilhar e ripar, mixar e queimar, mas de fato isso é t... Certo, e seríamos acusados de pirataria por fazê-lo, porque essa música tem sido privatizada. Agora é propriedade, a maior parte, de grandes indústrias. Então, a coisa chave aqui é que não podemos deixar isso acontecer.Não podemos deixar essa coisa de "Napster" acontecer aqui. Então, o que temos é que fazer certo desde o começo e o que temos que fazer é encontrar uma estrutura de propriedade intelectual que torne o co... e torne-a facilmente compreensível, e a inspiração aqui é tomada dos software de código aberto, coisas como Linux e GPL.

E as idéias, as licenças creative commons. Quantas pessoas ouviram falar dessas licenças? Se vocês não ouviram, devem procurar conhecer. Creativecommons.org. Na parte de baixo de cada material no Connections e em muitos outros projetos, você encontra o logo deles. Clicando no logo leva você a um documento sem absurdos,legível por humanos, que mostra a você exatamente o que você pode fazer com esse conteúdo. De fato, você tem a liberdade de compartilhar, de fazer todas essas...copiar, mudar, mesmo fazer uso comercial dele desde que você cite a autoria. Porque nas publicações acadêmicas e em grande parte das publicações educacionais, é realmente essa idéia de compartilhar conhecimento, e criar impacto, é por isso que as pessoas escrevem, não necessariamente para fazer ... Não estamos falando de Harry Potter, certo? Estamos no fim da cauda longa aqui. Por trás está código legal, certo, então se você quiser construir cuidadosamente, e creative commons está decolando, certo. Mais de 43 milhões de coisas, licenciadas com uma licença da creative commons. Não apenas textos, mas música, imagens, vídeo e há de fato uma tremenda percepção do número de pessoas que na prática estão licenciando músicapara torná-la livre para que as pessoas façam toda essa idéia de re... "ripar, mixar, queimar e compartilhar".

Então gostaria de concluir com alguns pontos finais. Então, construímos essa idéia de commons. As pessoas estão usando. Temos mais de 500.000 visitantes por mês, apenas nosso site. Os cursos abertos do MIT, que é outro grande website de conteúdo ab... têm um número de visitas semelhantes, mas como protegemos isso? Como protegemos no futuro e a primeira coisa que as pessoas provavelmente estão pensando é co... Porque dizemos que qualquer um pode contribuir com coisas para o commons. Qualquer um pode contribuir com qualquer coisa, e isso poderia ser um problema.

Então, não levou muito tempo, até as pessoas começarem a contribuir com materiais, por exemplo, s... o qual é de fato um módulo muito bom. O único problema é que seja plagiado, de um grande jornal feminista francês e quando você vai para o suposto website do curso, ele te leva a um website de venda de lingerie,ok? Então, isso é um pouco problemático, então claramente precisamos de algum tipo de idéia de controle de q... e eis de onde surge a idéia de revisão e revisão por pares. Ok, vocês vieram ao TED. Por que vocês vem ao TED? Porque Chris e sua equipe garantiram que as coisas são de altíssima qualidade, então precisamos conseguir fazer a mesma coisa. E precisamos ser capazes de projetar estruturas e o que estamos fazendo é projetar software social para habilitar qualquer um a construir os próprios processos de rev... e chamamos isso de lentes e basicamente o que elas permitem é que qualquer pessoa desenvolva seu próprio processo de revisão por seus pares, de forma que possam focar no conteúdo no repositório que pensam ser realmente importante e você pode pensar no TED como lentes em potencial.

Então eu gostaria de terminar dizendo, que vocês podem ver isso realmente como um chamado à ação. O Conexões e conteúdo aberto são sobre compartilhar conhecimento.Todos vocês aqui estão tremendamente imbuídos com tremendas quantidades de conhecimento e o que gostaria de fazer é convidar cada um de vocês a contribuir com esse projeto e outros projetos do tipo, porque eu acho que juntos podemos verdadeiramente mudar a paisagem da educação e das publicações educacionais.

Então, muito obrigado.

 

Os links ativos nao estao funcionando, mas levam a uma página de erro, entao evitem clicar neles. Tentei editar o comentário, mas o Ning respondeu que ele passava do limite, embora tenha aceito antes, de modo que cancelei a ediçao. Vamos ver se nao dará problema.  

O link para o site mencionado no texto, o Connexions, que contém os conteúdos disponibilizados, é esse: http://cnx.org/

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