O IMPERIALISMO AMERICANO BUSCA SUFOCAR A AUTONOMIA DO POVO VENEZUELANO.

Flavio Lyra.

Os governos de direita da América Latina, sob o comando do imperialismo norte americano, apertam o cerco em torno da Venezuela, apoiando um golpe de estado para substituir o presidente eleito de Nicolas Maduro por um representante da elite local.

Esta é uma história que tem se repetido ao longo do tempo. Os países da América Latina, cujos governos têm optado por seguir caminhos que desagradam as elites locais e entram em confronto com os interesses corporativos e políticos dos Estados Unidos, estão sujeitos a sofrer verdadeiros cercos econômicos e políticos.

A onda de golpes de estado e a instalação de ditaturas que dominou o cenário político de nossos países a partir dos anos iniciais da década de 1960, é parte integrante desse quadro de violência, comandado pelo governo dos Estados Unidos contra a soberania de nossos países.

O Chile de Salvador Allende, em 1973, talvez seja, pela violência empregada contra o povo daquele país e pelas reformas econômicas empurradas de goela a baixo pelos “Chicago Boys”, o caso mais emblemático de intervencionismo do governo dos Estados Unidos. O trucidamento de 30 mil chilenos é parte da estatística macabra daquela fase.

Agora é a vez da Venezuela ser submetida a um verdadeiro cerco, o que vem lhe criando sérios problemas de abastecimento de produtos essenciais para a subsistência de seus habitantes e para o funcionamento de sua economia.

As grandes empresas de petróleo não perdoam a ousadia do governo de Chaves de nacionalizar a produção de petróleo e gás, tirando-lhes importante fatia dos lucros que iam parar nos grandes centros, para destiná-los a programas sociais e de promoção do desenvolvimento interno.

A investida estende-se ao campo político, mediante o estímulo a um golpe de estado, com a participação de outros países submissos aos interesses dos Estados Unidos, inclusive com a participação do governo de direita de Jair Bolsonaro.

Na riqueza de petróleo e gás da Venezuela, com as maiores reservas do mundo, e no temor de que seu exemplo de independência seja seguido por outros países do continente, acham-se as principais causas do ataque que os Estados Unidos realizam contra as instituições desse país e o modelo de governo pelo qual optaram.

As causas humanitárias alegadas pelos agressores para adotar sanções e estimular a volta ao poder das elites que condenaram os venezuelanos à pobreza no passado são pura hipocrisia, pois nada têm a ver com as necessidades da maioria da população.

Lamentavelmente, os governos de direita que estão no poder na América Latina, inclusive no Brasil, aliam-se ao governo truculento de Donald Trump, para desfecharem a atual ofensiva contra o governo de Nicolas Maduro, o verdadeiro defensor dos interesses do povo da Venezuela.

Brasília, 29 de janeiro de 2019

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