O Irã condenou iraniana Sakineh por apedrejamento ou enforcamento uma mulher acusada de adultério. O que você acha da vigência nos dias de hoje de punições baseadas na lei religiosa islâmica?

Lula volta a justificar apedrejamento de mulheres no Irã

Espero que o TSE não se ofenda com esta minha sinapse, mas foi rigorosamente isso o que aconteceu hoje. Depois de ter sido chamado de “emocional” e um tanto “desinformado” pelo governo iraniano, Lula já recuou um tantinho. Afirmou que fez a oferta de receber a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani no Brasil por razões humanitárias, não políticas.

Entendo! Politicamente, Lula acredita que o Irã tem o direito de matar quem bem entender. Assim como Cuba. Assim como a Venezuela. Assim como o Sudão… Lula só não acredita, por exemplo, no direito que a Colômbia tem de se defender das Farc ou do apoio que Chávez dá à narcoguerrilha. Nisso, ele não acredita.

Na prática, Lula voltou a justificar a condenação de Sakineh ao apedrejamento:
“Sobre a questão de direitos humanos no Irã, eu sei que cada país tem suas leis, sua Constituição, sua religião. E, gostando ou não, temos que respeitar o procedimento de cada país”.

Lula não reconhece até hoje o governo constitucional de Honduras — e democrático! — porque, bem, porque deve ser contra a Constituição daquele país. Só poder ser!

Lula é mesmo um gênio: para ele, os países são livres para exercer a ditadura à sua maneira. Já em matéria de democracia, ele só acredita na sua!

Por Reinaldo Azevedo

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Além de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte acusada de adultério e por supostamente conspirar para o homicídio do marido, outras 25 pessoas, entre homens e mulheres, aguardam pena de morte por apedrejamento no Irã, segundo o Comitê Internacional Contra Apedrejamento, ONG que monitora execuções deste tipo na República Islâmica.

Segundo a ativista iraniana Mina Ahadi, coordenadora do comitê, podem haver 50 pessoas esperando serem apedrejadas no país. Segundo outra ONG, a Campanha Global pelo Fim da Morte de Mulheres por Apedrejamento (SKSW Campaign, na sigla em inglês), desde 2006, sete pessoas morreram deste modo no país.

O sistema judiciário iraniano considera ilegal que cidadãos monitorem suas ações. Por isso, organizações de direitos humanos têm dificuldade em saber quantas pessoas estão atualmente esperando a sentença de apedrejamento, e quantas morreram desse modo nos últimos anos.

Além disso, para não despertar protestos, o Judiciário executa os condenados em segredo, em locais remotos ou mesmo nas prisões. Em alguns casos, os corpos nem mesmo são retornados às famílias.

Este tipo de sentença não é compatível com a cultura do Irã, cuja população condena essas execuções, dizem as ONGs. Segundo Ahadi, no passado os apedrejamentos eram públicos, mas nos últimos anos essa prática se tornou velada. A ativista conta que haviam casos em que as pessoas presentes na execução pegavam pedras do chão e as jogavam contra as autoridades do governo e autoridades religiosas presentes.

O próprio termo "apedrejamento" é proibido na imprensa iraniana, para evitar protestos. O caso de Sakineh só veio à tona no país depois que ganhou repercussão na comunidade internacional. Seu advogado, Mohammad Mostafaei, escreveu um artigo em seu blog clamando pela vida da cliente. Dias depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu o Brasil como 'asilo humanitário' para a iraniana, o que foi descartado pelo governo.

Onde é aplicada

O apedrejamento está previsto na lei islâmica, a Sharia, para punir tanto mulheres como homens adúlteros e homossexuais. Alguns países muçulmanos, como o Irã, o Sudão e a Nigéria instituíram esta visão radical do Islã em seu sistema judicial. A prática resiste também no Afeganistão e no Paquistão, que já aboliram esta pena.

Nesses países, a pena é raramente aplicada pelo Estado, o que não significa que pessoas não sejam apedrejadas até a morte. Encorajadas pela Sharia, comunidades aplicam o apedrejamento como uma forma de fazer justiça com as próprias mãos, e mulheres que, ao contrário de Sakineh, não tiveram sequer um julgamento, morrem em silêncio, muitas vezes pelas mãos dos homens da própria família.

A pena de morte por apedrejamento voltou a ser imposta no Irã após a Revolução Iraniana de 1979, quando o país passou a ter um regime teocrático islâmico. Desde então, 109 pessoas morreram apedrejadas, segundo o Comitê Internacional Contra Apedrejamento. Mesmo que o judiciário iraniano regularmente suspenda as execuções por apedrejamento, frequentemente os condenados são executados de outras maneiras, como na forca.

Dificuldades legais

As mulheres são mais propensas a ser acusadas de adultério no Irã porque elas não podem requerer o divórcio, ao contrário de seus maridos, que podem o fazer quando estiverem insatisfeitos. Além do homem ter o direito de se casar com cinco mulheres, ele também pode manter relações sexuais com uma mulher solteira por meio do "casamento temporário".

Essa opção legal não existe para as mulheres, que só podem ter relações dentro do casamento, mesmo após a morte de seu marido. Assim, se uma mulher se relacionar com outro homem, e ainda não for casada com ele, mesmo sendo viúva, como Sakineh, estará cometendo o crime de adultério.

As mulheres também são desfavorecidas na própria aplicação da pena. Em alguns casos, se o condenado a apedrejamento conseguir escapar durante a execução da sentença, pode ser libertado. No entanto, o artigo 102 do Código Penal Islâmico iraniano determina que os homens que serão apedrejados devem ser enterrados até a cintura, ao passo que as mulheres devem ser cobertas até a altura do peito, o que dificulta a sua fuga.

Segundo o artigo 106 do código, as pedras não podem ser grandes o suficiente para matarem a pessoa em um ou dois golpes, nem muito pequenas.

Enfrentar a Justiça é outro desafio para as mulheres iranianas. Em Estados onde o apedrejamento é previsto na lei, o adultério precisa ser provado na corte por quatro testemunhas oculares apenas homens ou três homens e duas mulheres. O crime também pode ser provado por meio de quatro confissões separadas do acusado perante o juiz.

O artigo 105 da lei iraniana, no entanto, prevê que uma pessoa pode ser condenada por adultério com base na "intuição" ou "conhecimento" do magistrado responsável pelo caso, o que dá brecha para julgamentos arbitrários. Sakineh foi condenada por adultério com base no "conhecimento" de três juízes.

O que diz o Corão

Apesar de não haver menção ao apedrejamento no Alcorão - que estipula a pena de cem chibatadas ou de prisão perpétua para adúlteros - defensores deste tipo de condenação afirmam que ela está no Hadith, uma compilação sagrada de leis, lendas e histórias sobre Maomé e, por isso, faz parte da Sharia, a lei muçulmana.

No entanto, não há consenso na comunidade islâmica sobre a validade da prática do apedrejamento. Em 2002, o então chefe do Judiciário iraniano, o aiatolá Mahmoud Hashemi-Shahroudi, ordenou a suspensão das execuções por apedrejamento. Contudo, juízes locais ainda podem ordenar apedrejamentos, enquanto as leis não forem integrada

Esses pobres demonios praticam poligamia . O regime iraniano ainda quer ter a bomba atomica.

Os homens que serão apedrejados devem ser enterrados até a cintura, ao passo que as mulheres devem ser cobertas até a altura do peito, o que dificulta a sua fuga, Viva o PT

É uma coisa meio bossal mesmo!  Mas é a lei deles.

Aliás, o que é pior entre apedrejar um criminoso (segundo uma lei) ou bombarbear uma população de não criminosos, composta de crianças e civis inocentes de um país que não se goste? 

Daí eu não entender o porquê de toda essa preocupação com o Irã e sua Justiça.  É problema deles!

Por quê a mesma "revolta" não é exposta em relação aos bombardeios covardes praticados pelos "evoluídos" e "civilizados" ocidentais? 

Esta outra imagem aérea feita pela força aérea israelense em 18 de janeiro de 2009 mostra outro exemplo de como o Hamas explora sua população civil e as instituições civis como cobertura para suas operações terroristas. Neste vídeo pode-se ver como o Hamas posiciona o lançador de mísseis entre duas escolas e dispara durante o cessar-fogo humanitário decretado por Israel para abastecer a população palestina.

( bombardear uma população de não criminosos, composta de crianças e civis inocentes de um país )
José Emílio Gomes vc esta falando da Favela da Rosinha ou o Complexo do Alemão, quando o BOPE-RJ fazia operações que morria inocentes em todas as guerras morem inocentes, agora usa civis inocentes e outra história, nos sabemos que faz isso.


Deixar de contar história José Emílio Gomes

Enquanto isto, na Arábia Saudita:

“O sistema legal Saudita prescreve pena capital ou pena corporal, incluindo amputação de mãos e pés para certos crimes como assassinato, roubo, estupro, tráfico de drogas, homossexualismo e adultério. Furto é também passível de punição por amputação da mão, no entanto é raramente prescrito para um primeiro crime [réu primário]. A côrte pode impor outras duras punições, como flagelação, para crimes menos sérios contra a moral pública, como embriaguez. Assassinato, morte acidental e flagelação são abertos a punição pela família das vítimas. Retribuição pode ser alcançada por ou através de indenização. A indenização paga por uma morte acidental de uma mulher ou de um homem cristão é metade da paga para um muçulmano homem. Todos os outros (hindus, budistas e sikhs) são avaliados a uma taxa de 1/16. A principal razão disso é que, de acordo com a lei Islâmica, homens são tidos como os provedores de suas famílias e portanto, espera-se que ganhem mais dinheiro durante sua vida. Espera-se que a indenização por morte de um homem sustente a família, por pelo menos um curto período. Morte por defesa da honra não são punidas tão severamente quanto assassinato. Isso se origina do fato de que mortes por defesa da honra são feitas no interior de uma família e feitas para compensar algum ato ‘desenroso’ cometido. [...]

A Arábia Saudita é também o único país do mundo onde as mulheres são banidas de dirigir em ruas públicas. Mulheres podem dirigir fora-de-estrada e em complexos residenciais privados – alguns se extendem por muitos quilômetros quadrados. O banimento por ser suspenso em breve, no entanto apenas em certas condições.  http://en.wikipedia.org/wiki/Saudi_arabia)



Ou http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=40004&Cr=execution...

Há duas formas de se mentir, mentindo, ou simplesmente omitindo.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, foi condenada por conspiração e morte de seu ex-marido e atualmente o Irã está verificando como pode modificar a pena de morte por lapidação para enforcamento. Se a pena de morte é correta ou não os USA utiliza esta pena para assassinos como o caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani.

Recentemente os EEUU condenaram à morte uma senhora deficiente mental por ter conspirado contra o marido. Nos anos 1970 a Suprema Corte chegou a abolir a pena de morte em todo o país mas, infelizmente, depois se voltou atrás e vários estados a reimplantaram.

Anistia Internacional exige novamente prisão de Bush por 'tortura'

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu a três países africanos que detenham o ex-presidente americano George W. Bush durante sua próxima visita, acusando-o de "crimes" e "torturas".
Bush viaja desta quinta (1º) a 5 de dezembro para Zâmbia, Tanzânia e Etiópia, no âmbito de um giro de promoção dos programas de saúde, baseados principalmente na luta contra o câncer de cérebro e de mama.
Em um comunicado, a Anistia Internacional afirma ter "provas suficientes de domínio público, que emanam de autoridades americanas e do próprio George W. Bush, para pedir à Etiópia, Tanzânia e Zâmbia que abram uma investigação sobre a suposta responsabilidade de atos de tortura e para garantir sua presença durante a investigação".
Bush é acusado de ter autorizado métodos de tortura nos Estados Unidos sob o lema da "guerra contra o terrorismo" nos anos 2000.
"Todos os países para os quais George W. Bush viaja têm a obrigação de apresentá-lo à justiça por seu papel em atos de tortura", afirmou Matt Pollard, conselheiro jurídico da Anistia.
Em outubro, a Anistia tomou a mesma iniciativa antes de uma viagem do ex-presidente americano ao Canadá para uma conferência. Ottawa acusou então a Anistia de "falência moral", "degeneração e politização".
Em fevereiro, Bush anulou uma visita à Suíça após pedidos similares.
Fonte: Reuters

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