A iniciativa de abrir este tópico veio de uma conversa por email com várias pessoas. Estávamos discutindo o fato de certas postagens no blog-mãe favorecerem um clima não amigável às mulheres, por vezes até misógino, e como ele desanima as mulheres de postarem lá, por já saberem de antemão que terão de lidar com comentários desagradáveis, quando não ofensivos, como foi o caso do post Antidepressivo que acalma a mulher: o sêmen. Pensamos então em fazer uma espécie de "manifesto" a ser posto no Fora de Pautafalando em como aquele clima nos incomoda. Mas, para que isso não fique só atribuído a uma ou duas pessoas, combinamos que eu criaria primeiro um tópico aqui no Portal, onde várias pessoas pudessem se manifestar. A palavra está aberta.

Links para os dois topicos que provocaram nossa indignaçao: 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/antidepressivo-que-acalma-...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-semen-como-antidepressiv... 

   

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Respostas a este tópico

Claro que não, não estou defendendo. E se o maluco aí do blog defendeu ele tem que ser internado. O que o infeliz comentou não merece réplica, mas repúdio.

Esse ato de violência, seja real ou simulado, deve ser punido. Se houve realmente o ato, que o programa seja interrompido e se apurem, com a devida punição ao meliante.

Se foi simulado, que se interrompa o programa e se punam os responsáveis por essa baixeza, no caso os diretores do programa.

Em resumo, a punição deverá vir de qualquer maneira, porém para o responsável!

Fui criado a partir dos quatro anos de idade por uma das pessoas mais espetaculares que conheci, uma tia avó que era mais uma mãe do que uma tia.

Ela nasceu exatamente em 4 de janeiro de 1900 e nos seus 102 anos de vida deixou somente pessoas que a amavam. Ela não tinha boca para nada de ruim, não tinha preconceitos e acima de tudo amava todos mais do que a si mesmo. Jamais era agressiva, recebia com resignação tudo que lhe caia em suas costas, tinha 99,99% de seu espírito para perdoar do que para qualquer coisa, e mesmo quando alguém lhe passava para trás ela procurava saber as motivações das pessoas antes de fazer um juízo.

Esta tia avó tinha o seus xodós, que eram eu e meus irmãos, ela nos educava bem sem a mínima necessidade de castigos ou repreensões, seu exemplo era suficiente.

Porém um dia descobrimos uma faceta que ela mantinha escondida, a capacidade de reação. Um dos meus irmãos fez um ato que nem ela achou correto, mas como disse ela tinha as suas formas de educar, entretanto o seu marido, um gaúcho nascido ainda no século XIX tinha outra forma de pensar, ao saber do malfeito ele se colocou a frente de meu irmão e disse:

- Vou de dar uma lição.

Neste momento ela se transfigurou, pulou com o seu metro e pouquinho a frente de seu marido (que tinha uma boa estatura) e com olhos de uma tigra enfurecida disse:

-Se tocares um dedo nele, és um homem morto!

Como um bom gaúcho, que sabe quando sair de uma briga antes de entrar, ele abriu mão de sua empáfia e prepotência (machismo também) e girou nos calcanhares, batendo em retirada rapidamente, pois ele sabia que seria mesmo um homem morto.

Qual a ligação desta história com este assunto? Está na capacidade e oportunidade que cada um tem que se indignar. Eu infelizmente não herdei dela toda a paciência, que não podia ser confundida com leniência, que ela tinha. Não herdei a capacidade de muitas vezes pensar duas, três ou quatro vezes antes de se indignar ou reagir contra qualquer coisa, porém apreendi que pessoas tem limiares diferentes de tolerância a aquilo que as fere. Aprendi (mas infelizmente não coloco em prática em muitas vezes) que é importante se guardar muitas vezes para reagir com vigor e energia no momento certo, mostrando aqueles que nos cercam que, cuidado agora tem uma pessoa indignada.

Não me contenho: curti.

O próximo "curti" vou te dizer um desaforo.

É uma curtiçãozinha pequena, modesta, vai.

Mas o Rogério não gosta de comentários só pra se dizer que se concorda... rsrs

Pus um comentário, nao saiu (problemas com a banda larga da GVT - que era tao boa, e está péssima...)

Tb curti o seu texto, Rogério; agora, o que exatamente você está querendo dizer com ele nas presentes circunstâncias? 

Se é para eu nao gastar minha indignaçao, a coisa chegou a tal ponto nos comentários do tópico (nao em todos, claro) que nem dá mais para eu me sentir indignada, estou meio sem reaçao, como podem pessoas, comentaristas de um blog dito progressista, chegar àquele nível de machismo, pondo a culpa na moça. 

AnaLú,

Até onde eu li os comentários (uns 15) até que estava melhor. Descambou?

É o tópico sobre o estupro no BBB. Veja abaixo um dos comentários (o segundo, que responde ao primeiro; o primeiro é ótimo)

A coisa mudou de nível. Nao é mais o "machismo bocó" (o das piadinhas Zorra Total), nem o machismo meloso; é o machismo violento mesmo. 

Acho que não é por aí, AnaLú.

Pode-se ser indignado de duas formas. Imediatamente ou contemporizando no começo.

E não adianta os que contemporizam tentarem segurar os indignados convictos (ainda mais porque quase sempre estão com a razão.)

Então, se o estilo for diferente, mais útil é o indignado contemporizador avisar aos demais que há um indignado convicto presente e que não tem solução, abra-se mão da ideia equivocada.

Isto é, alguns vão se indignar "de prima" e outros vão apoiar desestimulando as desqualificações. São dois estilos para a mesma verdade.

É o que captei, mas isso é uma interpretação pessoal.

Também curti.

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