A iniciativa de abrir este tópico veio de uma conversa por email com várias pessoas. Estávamos discutindo o fato de certas postagens no blog-mãe favorecerem um clima não amigável às mulheres, por vezes até misógino, e como ele desanima as mulheres de postarem lá, por já saberem de antemão que terão de lidar com comentários desagradáveis, quando não ofensivos, como foi o caso do post Antidepressivo que acalma a mulher: o sêmen. Pensamos então em fazer uma espécie de "manifesto" a ser posto no Fora de Pautafalando em como aquele clima nos incomoda. Mas, para que isso não fique só atribuído a uma ou duas pessoas, combinamos que eu criaria primeiro um tópico aqui no Portal, onde várias pessoas pudessem se manifestar. A palavra está aberta.

Links para os dois topicos que provocaram nossa indignaçao: 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/antidepressivo-que-acalma-...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-semen-como-antidepressiv... 

   

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Respostas a este tópico

"Como pode um programa desse nível de baixeza, que incita a promiscuidade, a ingestão de bebidas alcoólicas e expõe atos libidinosos ao vivo, continuar no ar?"

Marli,

A única preocupação dessa emissora é com o faturamento para manter o monopólio da telecomunicação. Pouco importa ética, moral ou qualquer princípio de valores humanos diante dos seus interesses comerciais. O pior, é que grande parte das autoridades constituídas nos três poderes são submissos ao poder exercido por esta emissora, atuam como se estivessem acima da lei.

Portanto, nada mais me surpreende o que vier dessa emissora, o objetivo já foi alcançado com o IBOPE nas alturas, o resto agora são relatos disfarçados e emitidos pela emissora de não ter cometido nenhuma ilegalidade, com a justificativa de que o infrator foi retirado do programa, como se não tivesse nenhuma responsabilidade com a divulgação das imagens e com o ambiente criado por ela.

Brizola faz muita falta nessas horas!!

Mas não esqueçamos que o Wyllys ganhou a 5a. edição sem se envolver em nenhum problema. 

Eu li a pesquisa e penso que eles não consideraram fatores que poderiam influir. Particularmente, achei uma inutilidade. O bem estar de mulheres, ainda na dependência de homens. Não consideraram o fator incitação e doenças. A depressão como todos sabem têm diversas causas e tratamentos. Mulheres novamente sendo ridicularizadas e o machismo, inclusive, nos comentários de humor duvidoso aqui no blog.

Estão querendo
ridicularizar as mulheres com esse tipo de pesquisa.

Pessoal

Uma bela discussão que, acho eu, poderá trazer ensinamentos para todos.

Demorei um pouco para me manifestar para esperar a poeira baixar e ter um quadro mais completo dos problemas.

Primeiro, um breve levantamento estatístico das postagens. Parte pequenas das postagens foi sobre o BBB, mas incluí nos dados. Com cinco comentários ou mais, são 17 comentaristas, dos melhores e mais assíduos do Portal, a maioria concordando com a crítica, uma parte menor (dos 17) discordando. No total, foram 24 comentaristas.

Segundo, as lições que ficam (para mim) do episódio.

  1. Não há temas proibidos no LNO, a não ser aqueles que estimulam a intolerância e o preconceito.
  2. O tema em questão veio através de um e-mail passada por uma farmacêutica. Consultei o Google e conferi que a pesquisa havia sido publicada no New Scientist e em outras publicações científicas. Não havia razão para não ser publicada no Blog. Em um dos comentários se critica o “destaque” dado ao post. O Blog não tem “destaques”. Os posts são colocados de forma linear, todos na mesma hierarquia. Vânia se queixou do fato do comentário da farmacêutica ter sido publicado duas vezes. Foi um óbvio engano. Passei para o repórter publicar e, como deu pau na rede da DV, achei que não tinha sido publicado e publiquei novamente. Se quisesse dar destaque, bastaria mudar a hora para que o comentário aparecesse de novo no começo da fila.
  3. Houve críticas quanto à proeminência ou não dos pesquisadores, ou à consistência ou não dos estudos. Não tenho competência técnica para esse tipo de avaliação. Para mim, bastou o fato de ter sido publicado em revista científica de reputação. Justamente por isso existe a plena liberdade para o contraponto. Como se tem uma comunidade diversificada, sempre surgem os contrapontos, vindo de especialistas. Publiquei uma crítica genérica às pesquisas médicas, escrita pelo Maestri. Mas foi genérica. Se aparecer alguma crítica rebatendo as conclusões do trabalho, será muitíssimo bem vinda, como sempre ocorre com os temas polêmicos.
  4. O erro em questão foi a forma de tratamento do post. Se fosse hoje – em cima das discussões que vocês abriram e em cima da experiência com outros temas espinhosos – teria colocado no início do post um alerta para que a discussão fosse tratada de forma madura, sem manifestações de machismo.
  5. O Blog e o Portal continuam sendo espaços democráticos, inclusive para abrigar críticas consistentes contra o blogueiro.

Quanto aos comentários em si, os de não-cadastrados passam por moderação. Foram derrubados inúmeros com baixaria. Os dos comentaristas cadastrados são publicados automaticamente.

Nos dois casos, existe o botão DENUNCIAR para nos alertar sobre abusos. Três denúncias suspendem automaticamente o comentário para avaliação. A última palavra é do blog para evitar que haja denúncias por critérios políticos ou idiossincrasias.

NO episódio em si, parte relevante dos comentários publicados podia irritar – como irritou – mulheres, mas não eram ofensivos. A parte ofensiva foi extirpada no filtro ou depois da denúncia. E um comentarista – o JMP – foi banido do Blog.

Tem uma regra objetiva, exposta pelo Gunter: quando o comentário for irrelevante, mesmo discordando passe por cima; quando for fundamentado, discordando, rebata com nível; quando for ofensivo, denuncie.

A questão da diversidade

E aí se entra no tema da diversidade.

O Blog é um local que se pretende plural. Temos de tudo lá, do Rebolla ao Luiz Lima, do Ariosto ao Valtelei, do André ao Diogo Costa, do Jotavê ao JB Costa.

Para passar uma ideia das “baixarias” dos comentários, a Analu publica um do Valtelei – o Ariosto da direita. Se publicasse a resposta do André LB, logo embaixo do comentário do Valtelei, o espírito do blog teria sido bem retratado: uma lição de civilidade ao nosso troglodita de direita.

Temos também grupos de interesse bastante definidos, que às vezes interagem. Há os que comentam sobre questões políticas, sobre inclusão social, sobre a questão do negro, das mulheres, dos homossexuais, da economia.

Quando entram questões horizontais – como das relações homem-mulher – em geral a roda pega, sempre aflora um machismo, muito mais do que um certo feminismo, mesmo por parte de pessoas politicamente ditas progressistas.

(Aliás, um dos recursos retóricos mais deploráveis é psicologizar o outro lado  - processo do qual o machismo de vale reiteradamente e, às vezes, as próprias feministas –eu mesmo fui psicologizado como “machista” no episodio das “feminazi” e, aqui, em um comentário. Mas é exceção. A regra é “psicologizar” a mulher para diminuí-la. Esse tipo de comentário é vetado, sempre que identificado.)

Mas não há como estabelecer um index detalhado ou uma censura prévia para os comentários – a não ser nos casos abusivos. E nem haveria por que, sem comprometer a diversidade do blog.

Tome-se o caso do Jotavê. Discordo da quase totalidade das suas opiniões recentes. Mas é um contraponto importante. No entanto, cada comentário dele provoca uma saraivada de patrulhamentos (que são mantidos) e de ofensas (que são extirpadas). O mesmo ocorre nos comentários do Rebolla ou do André, ou do Militão. Esse tipo de inolterância renitente, em grau variado perpassa todos os temas, embora em uma intensidade inifinitamente inferior ao que ocorre na maioria absoluta dos blogs e portais.

Se vocês repararem, nos últimos tempos têm melhorado substancialmente a civilidade nas relações do blog. É possível ler comentários de radicais de esquerda concordando com algumas posições do radical de direita Rebolla. É possível ler elogios de comentaristas raivosos ao gosto musical do Fuh….(não sei escrever aquela sopa de letras). ou do André.

O grande desafio do blogueiro é conseguir um meio termo entre a liberdade de opinar, a busca da diversidade e os limites para a tolerância, é separar as idiossincrasias daquilo que ofende.

Não é tarefa fácil, nem para o trabalho individual do blogueiro nem para o trabalho coletivo do Portal. Daí a importância de receber feed backs.

Tomemos o Portal.

Nos últimos anos, pelo menos 4 comentaristas foram descadastrados devido a conflitos com a Analu. A discussão entrava em ebulição, retórica agressiva de lado a lado, o sujeito perdia a cabeça, cometia baixarias. E aí, dançava.

Cerca de 10 outros comentaristas foram derrubados  por indicações de alguns de vocês, por terem posições políticas radicais que incomodavam o grupo. Nem diria que se perdeu diversidade por isso, porque os comentaristas deletados eram de muito baixo nível. Mas é evidente que há um incômodo generalizado nas pessoas que pensam de forma diferente do grupo mais ativo de manifestar suas posições.

Comecei a me preocupar quando comentaristas históricos, alguns participantes efetivos dos nossos encontros, começaram a deixar a sala, por considerar o clima pesado.É regra? Evidente que não, como as baixarias também não são regras no LNO. Mas é um dado para se pensar. Os que tiverem amizade pessoal com alguns dos que deixaram o Portal (espero que provisoriamente), procurem saber a razão. Ajudará a melhorar o clima geral.

Comportamentos de grupo são sempre ricos e problemáticos. Em geral, abrem espaço para o aparecimento de incendiários, dispostos a conduzir efeito-manada. São pessoas que só crescem no conflito.

Felizmente o nosso grupo – aqui e no LNO – tem uma racionalidade maior, é de bom nível, dispõe de pessoas racionais e de moderadores, no próprio grupo, e, principalmente, conta com um sentimento de tolerância e de amizade consolidado nesses anos todos, que permite superar conflitos.

Mas, enfim, as novas tecnologias, as redes sociais intensificam de maneira exponencial os relacionamentos. Na vida real, a interação se dá de diversas formas, pela fala, pela gesticulação, pelo físico, pela cena paralela que distrai a atenção. No virtual, é interação a seco, em cada palavra. No real, os encontros são mais espaçados. No virtual, todos parecem onipresentes na tela do computador.

Desde os tempos de salas de chats, nos anos 90, que tinha percebido que um dia de interação em ambiente virtual é muito mais intenso, às vezes, do que seis meses de convivência esporádica no real.

É por isso que as discussões são relevantes, quando partindo de pessoas de boa vontade.

De minha parte, prometo fazer a lição de casa.

Nassif.

Utilize o teu tempo para te informar e discutir o PIPA e o SOPA, estes assuntos sim são relevantes a toda a rede, há desdobramentos múltiplos, até precipitar a formação de um organismo internacional vinculado a ONU para regular os IPs. A discussão deste organismo é antiga, mas se essas leis foram editadas nos USA, terás sobre tua cabeça a censura do Departamento de Estado Norte-Americano.

Tem aspectos que merecem ser considerados, por exemplo a relação da votação dessas leis com os eventos no norte da África, também podemos vincular estes projetos de lei a projetos nacionais, ao caso da tentativa de processo contra o idealizador da Wikileaks e outros assuntos.

Em resumo o que o governo norte-americanos (ou setores do mesmo) querem fazer o mesmo do que o monopólio do papel de jornal.

Não achas que este assunto é bem mais relevante?

Boa dica.

Obrigado, Marli.

"Nos últimos anos, pelo menos 4 comentaristas foram descadastrados devido a conflitos com a Analu. A discussão entrava em ebulição, retórica agressiva de lado a lado, o sujeito perdia a cabeça, cometia baixarias. E aí, dançava. "

"Comportamentos de grupo são sempre ricos e problemáticos. Em geral, abrem espaço para o aparecimento de incendiários, dispostos a conduzir efeito-manada. São pessoas que só crescem no conflito.


Que ótimo. Tudo culpa minha, a incendiária. E sobrou para os outros o "efeito manada". Eu sou tao poderosa? E vocês sao tao manipuláveis assim? Que coisa, e eu que nao sabia disso. 


Que nada, Analu. Contei os casos para mostrar o apreço que temos por você. Em todos esses episódios, a decisão pendeu para seu lado. Quanto ao "efeito manada", mencionei de forma genérica em relação a grupos. Ressaltei que aqui há uma boa dose de camaradagem e bom senso.

Bom, fico satisfeita em saber. Melhor assim, eu pelo menos acho. 

É uma questão de "lado certo". Este será sempre o alvo de trollagem, logo, pela lógica, se houver reação relatando incidentes quem será descadastrado é o "lado errado".

O importante é o lado com a razão nunca cometer baixarias, denunciar primeiro.

Se são 2 ou 4 descadastrados não é o ponto. Pode se tratar de uma pessoa voltando com outro nick. O que causa consternação é relativamente poucos denunciarem ou demorarem pra fazê-lo.

Trolls vivem da energia dos outros, que não se gaste energia boa pra ficar rebatendo. Mas um pouco com sabedoria é necessário usar sim. É como afastar marimbondos de um piquenique ou moscas do canil (eu tenho o maior trabalho com isso, todo dia passamos um pouco de citronela mas o King não gosta. É o jeito, deixamos uma época sem "reagir", pra não incomodá-lo e o tadinho ganhou uma infecção na patinha por berne, operou dia 04 e ainda não cicatrizou. )

oi Marli, tudo bom?

Isso de alguém dizer ter sido "vítima de censura" é o maior discurso furado. Não existe isso, é fala de perdedor. Há vários ambientes na internet, para os quais podemos traçar paralelos com ambientes presenciais.

Há a "rua" ou a "praia", onde todos transitam e falam o que querem. O mais parecido com isso são os portais de notícias (uol, ig, terra.) Note-se que neles não há debates, só comentários patéticos (se alguém entrar nos do terra verá o pior do espírito humano, e olha que o terra é dos portais mais antenados...)

Há os "espaços abertos ao público", mas que são privados (como bares, restaurantes, teatros, debates em museus/cineclubes, praças esportivas. Grátis ou não.) Isto é que se assemelha um pouco a blogs. Um portal como o do Nassif é dos mais abertos e plurais, mas há que se seguir um mínimo de regras estabelecidas pelo proprietário. Eu sei que vários blogs da blogosfera progressista não publicam tudo (e muitos blogs ligados ao PIG vetam muito), mas não é o caso do Nassif. Eu sou razoavelmente mais "libertário" que ele em assuntos de comportamento, e mais "conservador" em economia. Não tem muita coisa em que pensemos muito parecido, além de procedimentos éticos. E nunca vi nada meu apagado. Se alguém teve algo não publicado no Nassif provavelmente é porque já beirou o ilegal.

Esse cara aí tá fazendo uma birutice, pois não é conseguindo postar aqui que ele conseguirá convencer alguém de nada, o público médio é bem crítico.

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