Neste feriado de Primeiro de Maio, tivemos a extração dos primeiros barris de petróleo do pré-sal, que constitui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Fala-se, até, em cerca de 90 bilhões de barris de reservas.

Tais reservas representam uma riqueza imensa em poder do Brasil e do seu povo, no valor de trilhões de dólares. Porém, temos que garantir que os recursos oriundos do pré-sal permaneçam no país e que os lucros gerados sejam investidos na melhoria das condições de vida da população brasileira, bem como no desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do país, a fim de se garantir uma vida melhor para as futuras gerações de brasileiros. Para isso, será necessário a criação de um novo marco regulatório que garanta tais avanços.

Se for necessário criar uma nova estatal para isso, então que seja feito. Mas, se o governo recomprasse as ações da Petrobras em mãos de investidores privados, os lucros do pré-sal ficariam com o governo brasileiro, em vez de ir embora do país e enriquecer os países que já são muito mais ricos do que nós, pois aumentaria a participação governamental no capital acionário da empresa.

Com isso, poderíamos investir muito mais em educação, saúde, ciência e tecnologia, energia, transportes, habitação, saneamento básico, transportes coletivos, enfim, em projetos que gerassem desenvolvimento econômico e social para o país e o seu povo.

Esta é que tem que ser a prioridade do marco regulatório do petróleo. Tal marco tem que garantir a permanência no país dos recursos e dos lucros originários da exploração do petróleo do pré-sal. Tudo o mais têm que estar condicionado a isso.

Não é possível que a Petrobras continue tendo, majoritariamente, apenas 37% de capital público. O governo FHC, de maneira absolutamente inconseqüente e irresponsável, vendeu grande parte das ações da empresa para investidores privados, principalmente estrangeiros, a preços ridiculamente baixos e, por isso, hoje, são esses investidores que ficam com a maior parte dos lucros da empresa.

Desta maneira, quando os preços das ações da empresa se valorizaram nos anos seguintes, quem lucrou com isso foram os especuladores particulares. O governo brasileiro e o seu povo não se beneficiaram em nada com isso. Todo esse lucro gigantesco originário das negociações envolvendo as ações da Petrobras que foram vendidas para particulares, pelo governo FHC, a preço de banana, foi apropriado pelo setor privado, principalmente o estrangeiro. E o Brasil, se beneficiou como com tal venda? Com a palavra, o sr. FHC.

Não se deve permitir que, novamente, e tal como aconteceu ao longo de séculos, quando fomos colônia de Portugal e neo-colônia da Inglaterra e dos EUA, as riquezas nacionais tragam lucros e benefícios para empresas e pessoas que sequer vivem e trabalham no Brasil e que desejam saquear estas mesmas riquezas, que irão melhorar a vida de quem vive nos EUA, Alemanha, França, Japão, Reino Unido, deixando os brasileiros numa eterna situação de pobreza, dependência e de miséria.

A exploração e produção do petróleo do pré-sal, portanto, deve fazer parte de uma política mais ampla, que leve em consideração os interesses de todo o povo brasileiro, e não apenas os interesses de uma meia-dúzia de especuladores privados que sequer vivem no Brasil e que não têm, de fato, nenhum compromisso com o desenvolvimento do país e com a melhoria das condições de vida do seu povo. Muitos destes especuladores estrangeiros, com certeza, devem pensar que ‘hablamos español’ e que nossa capital é Buenos Aires.

O Presidente Lula deveria lançar uma campanha popular de alcance nacional, mobilizando os movimentos sociais e a população para garantir que a mudança do marco regulatório do petróleo garanta a permanência dos lucros oriundos do pré-sal no Brasil e que os mesmos sejam investidos em projetos de desenvolvimento econômico, social, cultural científico e tecnológico, tornando o Brasil um país forte, rico, desenvolvido, independente, soberano e melhorando as condições do povo brasileiro e garantindo, assim, uma vida digna para as futuras gerações de brasileiros. Afinal, são estes mesmos brasileiros que, verdadeiramente, produzem as riquezas do país.

Chega de saque! Chega de pilhagem! Chega de ser colônia!!

O Petróleo do Pré-Sal é Nosso!!

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Algumas pessoas estão dizendo que a gasolina brasileira é das mais caras do mundo e de baixa qualidade. Primeiro, no Brasil se vende uma mistura de 75% de gasolina e 25% de álcool anidro. Do preço que pagamos por litro, 17% é do posto, 7% é do álcool, 29% para o *ICMS, 14% de **CIDE + PIS/COFINS e somente 33% é o valor da gasolina. Em vários outros países a gasolina é mais cara, como Uruguai, Peru, Japão, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. A gasolina da Petrobras é uma das mais baratas do mundo, se considerar o preço vendido na refinaria. A gasolina brasileira equivale às melhores do mercado internacional, sem chumbo e de octanagem 87 na comum e 95 nas Premium.

*Imposto estadual
**Imposto federal que é repassado aos estados
Caro Marcos
A recompra das ações da Petrobrás custaria bilhões ao governo Brasileiro e não solucionaria o problema básico da extração do petróleo do pré-sal, os investimentos.
Para a extração deste petróleo, muito mais caro (nos dias de hoje) que o petróleo das bacias sedimentares em águas profundas demanda investimentos altíssimos tanto em equipamentos como em pessoal, se for adotado o marco regulatório atual onde as empresas que exploram são donas do petróleo realmente talvez estivessem entregando de mão beijada um futuro. Uma empresa 100% estatal que não explorasse fisicamente, mas sim contratasse prestadoras de serviço para tanto, retirando o custo da exploração o lucro ficaria para o país. Se for este o caminho a ser adotado estaremos na direção certa.

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