O principal que o império quer não é o petróleo e sim os bancos

Nos comentários econômicos ou das organizaçoes sociais não se fala de outra coisa , se não , crise e Petrobras (lava jato , endividamento da Petrobras e venda do pré-sal).Não precisa nem dizer sobre o descalabro da venda de ativos da companhia em especial do pré-sal em baixa do preço do petróleo .
Os movimentos sociais falam do interesse norte americano no nosso petróleo , até creio que há , mas eles tem as infinitas reservas da Arábia Saudita e Venezuela ( a PDVSA que é a estatal de lá domina apenas pouco mais de 50% do volume extraído depois de grande briga de Hugo Chaves ) . Sim, quanto mais petróleo melhor para manter os SUVs americanos , mas não teria algo mais no radar de Washington ?
Após 1998 a América Latina passa por uma ascensão de forças anti- neoliberais com a chegada de Hugo Chávez ao poder na Venezuela . A política econômica do tio San passa a ser ameaçada , era o que apontava algumas forças de esquerda , mas esses governos na prática se mostram mais dóceis que no discurso , com exceção de Equador ,Bolívia e Venezuela .
Porém esses governos ao se consolidarem no poder passam a realizar algo pequeno a princípio mas que tem uma grande relevância : fortalecimento dos bancos públicos os tornando competidores diretos dos grandes plays globais . Na Venezuela o sistema bancária público passa de menos de 20% para atuais 80%, no Brasil a caixa sai da falência ( tanto que teve que ser saneada no final do governo FHC ) para 20,% do mercado bndes 20%,Banco do Brasil passa a ter 21,6% e espande sua participação globa atuando na Argentina ( 49% do Banco da Patagônica( compra o Amican of Bank na Flórida e passa a ser o único banco não americano a operar com poupança nos Estados Unidos via Holding BB Américas of EUA ) e a ser o primeiro banco das Américas a atuar na China ( vencendo a disputa com o City Bank ) e sua subsidiária de seguros Mafre Ásia ( 51% do controle) passa a ser a líder de seguros na Ásia , mercado antes da liberty e AIG , e a crescer forte na África . No golpe da Nicarágua em 2009 Zelaia , presidente , deu um duro golpe no setor sucro- alcooleiro , dominado por participação acionária e por carteira de crédito pelo City Bank . O Banco se uniu com a Foholo , empresa dominante no setor de cana- de - açúcar e derrubaram o presidente , a empresa porém trai o acordo com o City e no ano passado compra o Banco por meio de uma atividade no mínimo suspeita .
Na Argentina, após o colapso da crise de 2001 ,o governo consegue em 2005 fazer pela primeira vez o sistema ter lucro e em 2006 a carteira de depósitos crescer via protagonismo do estado , tanto que o maior banco da Argentina e o Banco nacional, com a liberação de crédito , em sua maioria de curto prazo , aumento do número de cartões de crédito ... Tudo isso sem a participação dos grandes plays do mercado bancário que haviam saído do território hermano em 2002 e 2003 vendendo suas operações a preços consideravelmente baixos às poucas instituições que sobreviveram ( de 300 passaram a 100) .
Isso não só ocorreu com o sistema bancário , mas com o sistema de cartões também . No Brasil após uma série de bandeiras sem expressão ( Avista ...) e outras medianas Hipercar ( com seus juros estratosféricos ) surge um grande play a ELO ( marca vinda da fusão do Banco do Brasil , Bradesco e Caixa economia Federal ) que já detém mais de 60 milhões de cartões - de antigos clientes Visa e Máster - e uma poderosa seguradora a pactual-elo .A empresa fundada em 2011 por pressão do governo já fala em se tornar uma marca internacional após o Banco do Brasil recusar uma proposta de 27 bilhões pelas suas 33,3% das ações da Elo .
Todo o somatório desses processos depende da compreensão que a América Latina foi o continente que mais englobou pessoas ao mercado de consumo - só no Brasil foram 40 milhões com 50 milhões de novos clientes bancários - na Venezuela mais de 10% da população saiu da miséria só no último governo Chávez , na Bolívia algo em torno de 40% , no Equador a desigualdade não para de cair ....Outro fator primordial é a compreensão que vivemos a financeiração do capitalismo ( o que dá dinheiro é dinheiro) e todo esse processo latino americano se apropriou do que é mais rentável : os bancos . com essa apropriação diminuiu a dependência - a quem a Petrobras mais deve ? Banco da china Banco do Brasil (20bi ),Bradesco( 17 bi) Caixa (12 bi) e BNDES (41 bi) - conforme o relatório do FMI que exalta o papel do BNDES para o controle do endividamento das empresas brasileiras em moeda extrangeira - o Banco emprestou no último mandato Dilma 500 bilhões ,mais que a carteira do FMI que tá em torno de 400 bilhões - o que desagrada o grande império , afinal a América Latina agora financia e avaliza seus próprios ativos

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