O que está errado na educação: professores despreparados ou alunos desinteressados?

Gostaria de saber a opinião de voces a respeito do assunto.
Um abraço.

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Respostas a este tópico

Eduardo, o tempo universitário é por semestres. Um professor tem uma disciplina a dar, com certos conteúdos, e tem um certo número de horas para dá-los. Mágicas nao existem. Se você quiser que todo o conteúdo do ensino médio seja refeito na Universidade, tem que acrescentar mais 2 anos aos cursos. Seria uma grita geral dos próprios alunos. E muitas vezes o tipo de falhas com que os alunos vêm sao de deficiências muito mais básicas ainda, sobretudo dificuldade de leitura teórica com compreensão.
Cara Anarquista, já me retratei lá atrás. Não espero - sei que não é possível - que essa recuperação se dê na universidade. O que proponho é que se mude, já, todo o processo educacional. Para que a geração que hoje entra na escola, não encontre dificuldades quando chegar às suas mãos.
Chegamos num ponto bem importante na discussão, o que se aprende na escola básica é retido pelo aluno? Vou contar minha experiencia no curso de matemática o qual abandonei no 3o. ano: Logo no 1o. ano, aliás um dia antes de começarem as aulas meu pai morreu, então imagine só como ficou minha cabeça, na primeira semana de aula já começou o conteúdo, Geometria Analítica, que me traumatizou pelos próximos anos, no ensino médio eu não tive contato nenhum com essa disciplina pois fiz EJA, daí o prezado professor achou dispensável os dois primeiros capítulos do livro que ele usou como uma bíblia, e foi fiel a ele até o fim... pois bem, os dois primeiros capitulos justamente davam uma introdução à disciplina, então não tive nem tempo de correr atrás do que não sabia, pois ele já passou para o conteúdo mais profundo e no final do mês já fez prova, enfim... tirei um belo 0, que foi bem motivante, logo na primeira prova na universidade. Pois bem, o que quero dizer com isso é que levamos para a universidade diversas carencias, às quais muitos professores acham que não são relevantes, não que eu quisesse que ele me explicasse tudo ou revisse tudo, mas ao menos tivesse tido a percepção de tentar partir de um ponto onde todos pudessem acompanhar. Muitas vezes tive que rever todos os conteúdos 'muito básicos' para tentar continuar, acredito como o Eduardo que além de ser possível é fundamental, assim teriamos menos desistencias nos cursos superiores públicos, que aliás custam caro pra a sociedade.
Mas entao, Bianca, teria que haver um ano a mais só de recordação. O que nao é possível é o professor fazer o milagre da multiplicação do tempo... E olha que estou dizendo isso, e opto por reduzir muito meu programa para poder ir lentamente trabalhando a compreensao dos alunos. Mas, como já disse noutro lugar, nao sei se neste mesmo tópico, há limites para isso, e tb fazer isso nao é possível em todas as disciplinas.
Concordo com voce, mas o que quis dizer com minha experiencia mal sucedida, hehehe, é que tem que mudar, é óbvio que essa mudança é lenta e gradual, mas se for pra estudar pra não ganhar nehum conhecimento aproveitavel com todos esses anos de educação básica fica difícil delinear de fato o objetivo da educação, que do modo como anda podemos dizer que se resume a obtenção de diplomas e um modo de ser selecionado ... e não estou atribuindo ao professor essa culpa, é de responsabilidade de toda sociedade. Entenda também pelo ponto de vista do estudante, claro que compreendo que o professor não tem como rever conteúdos que deveriam ter sido trabalhados na educação básica, mas o professor pode ter a sensibilidade para diagnosticar tal falha e indicar ao aluno o conteúdo que ele deve ir atrás, não simplesmente passar por cima, supondo que todos saibam a mesma coisa, apenas indicar um caminho já que os alunos dos 1os. anos do curso superior, a grande maioria acabou de sair do ensino médio e fica perdido com a nova abordagem no método de estudo que é proposto pelos professores universitários. Não há uma articulação entre os níveis de ensino, isso que quero dizer, o aluno sai de um nível para o outro e recebe um choque, e até que aprenda a viver nesse novo "mundo", muitos desistem e se perdem pelo caminho.
Até mais.
Quanto a isso, acho que você tem boa dose de razao, a escola média nao ensina os alunos a estudar realmente, só a "aprender conteúdos" por treino e decoreba; o aluno chega na Universidade e fica perdido. De minha parte, tento trabalhar de um modo que possibilite o progresso do aluno, e oriento o mais que posso. Mas concordo que nem todos fazem isso.
A Holanda começou a sua reforma educacional a partir de reformas nas Universidades. Temos que ter uma visão do contexto atual (internet, conexões telemáticas) e utilizar todos os recursos de comunicação a nosso favor. O que não podemos é achar que o mundo continua igual e as relações professor-aluno são como vivemos 10-20 anos atrás. Talvez a praga do darwinismo social (o que fica mantém o sistema como está) não nos permita. O Reuni poderia ser utilizado como uma plataforma para a mudança.
Oi Bianca, que polêmica sua pergunta hein!
Já cansamos de ouvir aquela máxima que diz que educação se recebe em casa. Pois bem, tudo isso que está acontecendo é reflexo realmente da falta de carinho e ao mesmo tempo da falta de limites dentro de casa. Os pais não têm tempo para seus filhos, e o pouco que sobra preferem gastar na frente da TV ou da internet. É uma pena, porque tanto a criança como o adolescente tem sede desse amor e dessa atenção para se desenvolver naturalmente. Isso nunca mudou, é do ser humano esse desejo imenso de ser desejado, e vai ser sempre assim.
Seria cômodo dizer que somos todos vítimas de um sistema onde coisas horríveis se tornaram comuns tanto em casa, como na escola, como na política. É a nossa vida e a vida de nossos filhos que está em jogo. Muitos professores também são pais, e percebem a diferença entre alunos que o respeitam e os que são desprovidos de qualquer sentimento de carinho por ele. É aí que está o problema: o professor
pode até ser preparado, mas fica desmotivado ao se deparar com o desrespeito que, na maioria das vezes nasceu em casa.
Adriana
Não querendo ser machista (e como dizia o grande filósofo Chaves, sem querer querendo), a falta da figura paterna (que se manda embora) a mãe tem que assumir tudo e dá no que dá.
Tinhamos que ter uma lei de responsabilidade ...... (não é fiscal!), que punisse os reprodutores (não chamo de pais) que caem fora deixando tudo para as mães. O que temos é uma nopva experiência sociológica que contraria 100000anos de história da espécie humana, os filhos criados sem a figura paterna.
Machista mesmo... Francamente, Rogério, você me decepciona... (rs rs mais ou menos)
Você tem toda razão, Rogério. Deus fez tudo certinho, era só seguir a lei da natureza...
E é justamente na fase de formação do superego, onde a criança mais precisa da figura paterna que ela fica mais carente, criando esse vazio na sua vida, é como se não tivesse vivido o que tinha que viver.
É triste, mas é a mais pura verdade.
Ai, Lúcio. Você já cuidou de crianças pequenas por muito tempo seguido? Tendo ainda que trabalhar, e o diabo a quatro? Se já cuidou, deveria entender essas expressoes. Isso nao quer dizer que as crianças nao sejam amadas. Só que CANSAM.

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