Hoje, 2013, pode-se concluir – com um breve risco de errar – porém dentro de certo cuidado, os rumos que toma toda esta gama de pensamento crítico que transita por dentro da Internet.

Duas são as pontuações que deram o ‘start’ a esta compreensão.

Uma, a insistência da mídia tradicional, de ancorar a sua perda de espaço, seja na crítica, na ofensa do suposto ‘anonimato’ da rede.

Outra, martelada insistente e ressonante, a tentativa de imprimir uma grudenta pecha – que cheira a sofisma – acerca de quem escreveria mal. Ou mesmo até agressivamente.

Estes não conseguiriam exprimir o que estivessem tentando dizer. Ou seja, a simples confirmação da incapacidade de exercer seu respectivo direito – sem a menor e absoluta possibilidade de deixar de afetar o de outros.

Estas duas premissas foram intensa e variadamente – à direita e mesmo à esquerda, da grande à pequena imprensa – batidas dentro de uma verdade supostamente mais consagrada. Como se revelação da mais pura da verdade midiática existisse.De mais intensa e indiscutível verdade.

Por quem tem por ofício não apenas publicar a verdade ( fatos ), mas proclamar ( mediante análise ) quanta verdade se deduziria destes mesmos fatos.

Aí se encontra o inexorável da rede. Da ‘net’. McLuhan alcançou que, em determinado momento, o meio dissolveria a mensagem. E com ela seria confundido. Ou seja, a velocidade e o espargimento da informação acelerariam a falta de controle desta.

Este é o inexorável de agora, 2013. Em 2010, a formulação de opinião crítica, adensada na internet, transformou primeiramente o chamado jornalístico político.

O grau de modulação de quem, vendo a cobertura política, decodificava os fatos. E influenciava outras pessoas. Dentro de alguma análise ( a da correspondente vertente política) realizada: a verificadora da proporção de verdade dedutível, decantada e sintetizada, por dentro da esfera do que o ‘mainstream’ midiático ( este nunca, e absolutamente, isento) tomava como verdade. E atrevia-se a apresentá-la como indiscutível.

Naquele 2010, a famosa eleição do poste de Lula, o grau de influência poderia, é certo, ter deixado dúvida. Nem tanto da existência deste fenômeno descrito no parágrafo acima. Mas do seu grau de influência mensurável. De outra forma: se concebida como baixa, fosse a influência pouco ou nada percebida, verificável ou mesmo mensurável, seria ( poderia ser concluído, por quem tem a... missão de inquirir verdade nos fatos ) desta forma considerada como possibilidade frugalmente teórica, inda que materialmente inexistente. Praticamente.

Em 2012, o grau de articulação desta pujante força interpretativa dos fatos foi, a nosso ver, consagrado. Até pela força do tiroteio que partiu de velhas Olivettis, a seguir, desqualificando esta referida articulação. Seja pela alegação do anonimato massivo, ou da carente insuficiência do vernáculo. Ou de um suposto elemento a mais, na agressividade desqualificadora, no núcleo da mensagem de quem, agredindo ( olha o McLuhan de novo ) queria e quer de fato dizer algo, de si, aos outros.

O catalisador recente, nas discussões presentes entre quem apoia o chamado ‘poste de Lula’ mas ao mesmo tempo é extremamente crítico com as concessões, partilhas, pré sais explorados, modelos, discussões, avanços ou refreio das alianças políticas, itens da maior atualidade política possível – constituem a grande ( e real terceira baliza, da força e da resistência, da qualidade deste verdadeiro quinto poder) prova da pujança e complexidade por dentro, na esfera desta força interpretativa – sobre exposição da veracidade, nos discursos empregados pela mídia como verdade. Pretensamente indiscutível.

Nos dias em que a sociedade argentina disciplina, na sua mais alta esfera, a relação de prensa e poder, o velho McLuhan talvez devesse ser revisitado. Menos talvez pelas conservadoras Olivettis. Bem mais pelos novos editores de texto.

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Hermetismo de texto cacete este!

Feliz Natal a todos! 

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