Em tributo a um ritmo musical que consegue expressar a realidade cruel das periferias, dos guetos, das favelas, enfim a realidade da maioria dos brasileiros.

A batida é forte, as letras são contundentes, EXTREMISTAS na abordagem dos fatos, REALISTAS na composição dos temas, esta é o chamado GANGSTA RAP BRASIL, vertente musical do hip hop que tem por finalidade narrar e denunciar em forma de versos as mazelas sociais , o descaso do governo, a dura realidade de quem sobrevive as margens da sociedade brasileira, que em sua grande maioria são vítimas da ação truculenta da polícia por terem que optar pelo crime como forma de subsistência.

O RAP GANGSTA é o que o próprio RAP NACIONAL muitas vezes segrega musicalmente, SOMOS A VOZ QUE NÃO SE CALA, ou seja, A VOZ DO FAVELADO, oprimido e excluído pelo próprio país.

Conheci o RAP a pouco tempo e a cada dia aprendo mais, cresço mais, me impressiono mais e me apaixono mais, pelo som, pelas letras, pelas ideias e principalmente pelas pessoas que fazem o movimento rap no DF e no Brasil. 

Pra começar um ótimo rap de um grupo de São Paulo. 

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Respostas a este tópico

Baianos fazendo rap, acho que tem razão. Preferem Itapuãs de Caymmi e Caetano Veloso. Na periferia da Bahia, triste Bahia é toda preta, será, será? Pariram Raulzito, Camisa de Vênus e samba com farofa. Gosto mesmo é de punk, mesmo um punk submerso como Isca de Polícia, e o punk da rainha da minha parada tardia. Sex Pistols.


Não quero chatear, senão mandava as letras de rap, vídeos que enchem a MTV americana, muito parecido com a opinião acima, de Manu. Sou chamada de dondoca. Vai ver que sou mesmo, dad é conservador me mandou estudar contra minha vontade, sou dondoca de botas. Seria pior, reaça, sem esses músicos dos meus oito anos queridos. Òpera não, never, isso é com Andrei meu guru, não conheçe Valparaíso, não é careta como eu que amei o Planeta Hemp, a ex-quadrilha da fumaça. Hoje esquizofrenizei geral. Ouço música sem letra e leio letra sem música.


Rap do DF. Rap Capital, gostei. Pelo menos não é so love, só love.

Os baianos foram citados por coincidência, só queria dizer que não podemos fazer musicas que falam de amor ou de lindas paisagens se a realidade que vivemos não é essa, o mundo não é perfeito e nem todas as pessoas são felizes.

O rap do DF é “maloqueiro e cabuloso”, “gangsta e esparradão” , o papo é sempre  reto e sem doutrinação. O rap do DF fala na gíria como nenhum outro e é chocantemente realista.

Gosto de rap por pura identificação e é por isso que valorizo tanto o rap do DF que fala de quebradas que eu frequento, de histórias que eu vivo e é produzido por pessoas que eu conheço. 

Esse aí é o Look, 100% gangsta.

Palco MP3 - Look - Planaltina - DF

Entusiasmo é muito pouco para resumir o que sinto quando escuto rap. RAP é compromisso, Revolução Através de Palavras, sem dúvida. O rap é um som totalmente legitimo, sagaz e sobretudo verdadeiro. 

A polícia embaça nosso lado e isso é fato, é rotina.

Nos EUA, assim como em qualquer outro país capitalista existem desagregações sociais, luta de classes e desigualdades gritantes. Imigrantes, desempregados, moradores de rua, negros enfim, um exército de miseráveis marcha por lá.  É provável que muitos ou alguns por lá usem o rap como instrumento de luta social.

Eu falo aqui é pelo rap nacional, só curto rap nacional e é logico que não ignoro as influencias gringas em nossos pioneiros do rap. Mas hoje acredito muito na autenticidade de nosso som e de nosso movimento que já tem características bem próprias.  

E pra quem queria saber mais sobre o rap de Goias, oh que massa, recebi um vídeo de um amigo com uns muleque que faz rap em Águas Lindas - GO, cidade do entorno de Brasília, não tem muita produção, mas o som é realista e sanguinário.

No DF as mulheres também fazem rap. Esta música denuncia a violência contra as mulheres.

Palco MP3 - Atitude Feminina - Santa Maria - DF

Rap do nordeste!

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