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O "SANTO GUERREIRO VAI AGRAVAR A CORRUPÇÃO E A EXPLORAÇÃO DOS TRABALHADORES?

O “SANTO GUERREIRO” VAI AGRAVAR OS PROBLEMAS DA CORRUPÇÃO E DA EXPLORAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA.

Flavio Lyra

A elite brasileira padece de uma enfermidade genética, que a leva a agir de modo vicioso na busca e posta em prática de métodos ilegítimos de apropriação do patrimônio público com a finalidade de ampliar sua riqueza, em complementação à exploração do trabalho na atividade produtiva, que já realiza regularmente, própria do regime capitalista.

Essa doença se manifesta, tanto na forma de atos ilegais, como a grilagem de terras, a sonegação de impostos etc., mas também de ações realizadas de modo legal, sob a cobertura de fraudes realizadas em textos legais que a favorecem. O presidente Temer acaba de ser denunciado pela promulgação de medidas legais em favor de empresas que atuam no porto de Santos.

O combate aos efeitos perniciosos dessa doença, que prejudica principalmente o povo, tem ocorrido de modo precário e ineficaz, porquanto a própria elite controla os mecanismos de poder que permitiriam limitar as manifestações da doença.

Ultimamente, com a chegada de setores da classe trabalhadora ao poder, foi possível desenvolver alguns novos mecanismos de controle, tanto das formas ilegais, quanto daquelas legais de manifestação da enfermidade, e de suas consequências nefastas, assim como de atenuar a exploração econômica da classe trabalhadora.

A elite sentiu-se naturalmente ameaçada e ardilosamente desfechou um golpe contra a participação da classe trabalhadora no poder, em duas frentes. A realização de intensa campanha contra a corrupção, porém dirigida principalmente contra as organizações dos trabalhadores, sob o pretexto de que elas seriam as maiores responsáveis pela propagação da doença, esquecendo que se trata de uma doença genética da elite.

Na campanha, difundiu-se a falsa ideia de que um vírus letal chamado de “PT”, era o principal responsável pela doença e sua propagação, convencendo setores importantes da população de que era preciso erradicar o PT da política para um combate efetivo da doença.

Na campanha ficou evidenciado que a doença era inerente a vários segmentos e organizações políticas da sociedade e que seu combate deveria ser amplo e contundente.

Do seio das próprias forças políticas da elite, em que o mal está instalado secularmente, surge então a candidatura de um “santo guerreiro” que deteria em suas mãos o poder milagroso de controlar a difusão da doença, combatendo antes de tudo o terrível vírus “PT”.

Com esta ação, o poderoso santo iria possibilitar combater a manifestação da doença da corrupção. Caberia, então perguntar:

  1. a) e se não existir o vírus PT, ao qual se atribui falsamente a causa da doença? b) que vai acontecer com a exploração da classe trabalhadora, se o santo guerreiro pertence à elite que defende medidas que vão na contramão dos interesses dessa classe?
  2. c) com o controle do poder, o santo guerreiro vai se dedicar a destruir as únicas forças que podem combater a expansão dos males da corrupção e da exploração dos trabalhadores?

Deixo a resposta aos eleitores de Bolsonaro, o santo guerreiro.   

Brasília, 18 de outubro de 2018.    

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