100% para a educação e escolas em tempo integral (é só pedir !) somem nos jornais, rádios e TV 's. É o silêncio dos indecentes.

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  Basta ler qualquer análise sobre o Brasil hoje em dia para ver (com razão): temos problemas na Educação. Problemas que se refletem na falta de mão de obra especializada, na falta de inovação tecnológica, etc etc. As análises vão, voltam e inexoravelmente recaem na Educação. Está certo. A Educação tem impacto em tudo - desde a saúde até à política.
 

    Pois bem. Todos PODEM fazer alguma coisa - principalmente os donos das 'mídias'.        

   Pela educação, não seria o caso de uma campanha tão grande quanto as Diretas Já ? Os meios de comunicação - Rádios, TV's, revistas semanais, blogs, etc, não deveriam estar, maciçamente, falando do assunto ? Fazem campanhas enormes (como na ação 470) - porque não a favor da Educação ?

     - Em vista das análises sobre a fala da Presidenta, a Educação não não importa. Todos focalizaram suas análises na inflação. Deve ser este o maior problema, não é ?

    Afirmo que há duas medidas de Dilma que deveriam ser apoiadas por todos: a proposta de destinar 100% dos royalties do pré-sal para a educação e a que permite a todos os prefeitos transformarem suas escolas em escolas de tempo integral. Acreditem: basta PEDIR que o governo banca o segundo turno. Das 180 mil escolas de nível fundamental do país, 32 mil já aderiram. Mas o governo não pode forçar nenhum prefeito a optar pelo ensino integral.  Memo: todos os países desenvolvidos do mundo mantém suas crianças em tempo integral na escola. 
   Aqueles que realmente desejam o desenvolvimento do Brasil, desejam um futuro para esta nação, tem uma obrigação. Apoiar estes dois projetos. Uma luta contra o silêncio da mídia.

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Respostas a este tópico

Eu tenho uma teoria que por exemplo a Ana Lú não gosta muito, a população brasileira ainda não amadureceu o suficiente para saber diferenciar o que é ensino de boa qualidade e depósito de crianças.

Em todas as enquetes que perguntam o que é mais importante sobre o ponto de vista de necessidades da população, o ensino geralmente está em 5º ou 6º.

Deveríamos refletir o porque desta falta de prioridade à educação, não adianta um prefeito, governador ou mesmo presidente da república dar ênfase a educação, pois fazendo isto deverá retirar recursos de outras áreas. Acho que estamos numa fase pré-qualquer coisa que não sei o nome, em que a população começa a dar ênfase a educação.

Choramos muito e reclamamos dos nossos políticos, mas se olharem seriamente se verá que na realidade não é a educação a nossa prioridade como nação.

Quando a presidente Dilma falou em todo o dinheiro do pré-sal para e educação, os primeiros a reclamar foram os prefeitos. A educação é tratada como um lixo pela maior parte da população brasileira, incluindo aí ricos e pobres. Os ricos muitas vezes estão interessados que os colégios de seus filhos tenham mais segurança, ausência de entorpecentes do que um bom ensino, logo o critério de escolha é baseado muitas vezes em questões periféricas do que a qualidade do ensino. Se os pimpolhos estão satisfeitos, se não há violência nem entorpecentes no colégio, se isto e se aquilo o colégio é excelente, agora se o desempenho escolar do colégio passa a ser um detalhe.

Da mesma forma as classes menos favorecidas esperam que o colégio abrigue os seus filhos em pelo menos um turno, e retire-os das ruas, se por um acaso eles não apreenderem nada a culpa é da professora.

Acho que esta inversão de responsabilidades em parte foram criadas por uma leitura equivocada de técnicas modernas de educação, técnicas estas que transformaram um professor mais num animador de ambientes do que em um educador (agora sim se Ana Lú ler isto que vem pedrada). A responsabilidade de não transformar tudo em atividades lúdicas e interessantes, tirou do aluno a responsabilidade de estudar, se não for interessante e divertido, não está de acordo com o menu de esforços que devem ter os jovens. A falta de profissionais na área técnica, a falta de professores nas licenciaturas nestas áreas, parece um diagnóstico do que está ocorrendo.

Não adianta ficarmos tentando nos mobilizar para que se transfira todo o dinheiro do pré-sal para a educação, quando os mais beneficiados deste ato correto e necessário, são os que primeiro não ligam para isto.

    Só aprenderão a ligar quando a educação fizer a diferença. Até pouco tempo, 'ninguém' abria cursos de qualificação profissional. Porque se qualificar ? para ficar desempregado ? 

   Agora, há oportunidades para pessoas qualificadas. Há motivo para 'correr atrás' da qualificação.

   Faz parte do jogo convencer a todos de que a educação é a base de tudo. 

Nikola,

"Só aprenderão a ligar quando a educação fizer a diferença."

Publiquei, aqui, UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL. Poucos leram.

Uns consideram utopia!

Outros dizem que é mais dinheiro para o ralo.

Muitos são indiferentes! Não necessitam, portanto...

Grande parte é indiferente, pois se os que mais necessitam não vão a luta...

Num país com essa classe média tudo fica mais difícil!

Nikola.

Não foram poucos que leram, eu por exemplo li, li mas não gostei. Da ênfase a educação como sendo uma das maiores mazelas do nosso país, gostei muito, mas sinceramente da formatação que tu destes estragou muito o principal.

Talvez se fosse mais sintético, ou  separando os motivos das propostas ficasse mais claro e teria maior repercussão. Quando se quer que uma proposta tenha recepção devemos cuidar da forma, pois se não está bem cuidada as pessoas perdem o pique na primeira parte.

A imensa maioria das pessoas que escrevem aqui são adeptas da educação em primeiro lugar, logo é um bom ponto de partida, mas sempre cuidando da clareza da exposição.

Caro Nikola

Concordo contigo quanto ao descaso publico com a educação, já disse aqui em outras ocasiões, professores tem salários de fome, vendem rifa, cosméticos para complementar renda, assim não dá.

Porem penso que nosso problema com relação a essa turma que vem chegando ao mercado de trabalho vem  de outra crise mais aguda, chamaria de "Crise do Direito", explico: Decada de 80, em plena diretas já, abateu-se sobre nosso pais o que chamo de crise de direito, só se fala em direitos, direitos para idosos, direito para criança e adolescentes, direitos para políticos, direitos para tudo que se move e até para o que não se move, como diria Lula: "Nunca antes nesse pais se viu tanto direitos para tudo e todos".

Com isso, esqueceram-se completamente dos deveres, não existe deveres para nada, criança não precisa nem estudar, passa de ano normalmente estudando ou não,  não precisa respeitar professor, pois isso é função do professor, ele professor,  tem que ter a capacidade de se fazer respeitar, sem jamais chamar a atenção de um pimpolho desses que se receber uma reprimenda, corre até a mamãe para que ela faça uma representação contra o infeliz e mal pago professor...

Quanto a sua comparação da preocupação mais com inflação do que com educação, creio que são coisas diferentes e merece preocupação concomitante, economia e educação, pois não nos esqueçamos, inflação sempre penalizou os mais necessitados, pois os donos de capital estão protegidos com todos os índices e correções necessárias a não desvalorizar o bem, enquanto que o assalariado apenas assiste a incapacidade do seu dinheirinho chegar ao final do mês.

Abraços  

Sebastião,

A educação é a nossa prioridade!

E não podemos esperar o PRÉ- SAL!

Leia, aqui, em nosso blog: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

SOBRE INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO

Nesse mundo globalizado, quem não investe em Educação estará mais vulnerável.

O Brasil, todos sabemos, é um país de analfabetos e semianalfabetos. Um diploma de segundo grau, quase sempre, não passa de um pedaço de papel. O IDEB e testes internacionais estão aí para comprovar a quem duvida dessa verdade. Depois do primeiro impacto inicial, o bolsa família passa à fase da saturação no que diz respeito à ampliação do mercado interno.

Segundo estatísticas, as classes D e E  representam cerca de 75 milhões de habitantes, aproximadamente 40% da nossa população. O poder aquisitivo desses nossos conterrâneos está em torno de mirrados 10%. O que podemos esperar dentro desse quadro de calamidade?

Um investimento de pelo menos 15% do PIB na educação, em nossas condições concretas, daria um impulso, em curto prazo, no nosso mercado interno, desde que haja uma mobilização nacional.

Com a total federalização da educação, inclusive para padronizar a qualidade do ensino, cerca de 40% das nossas reservas poderia ser usada, inicialmente, para a construção de escolas, em tempo integral, tipo CIEPS, porém mais amplas, com áreas dedicadas à cultura e ao esporte e na preparação de professores. Tudo isso nas cidades e no campo.

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

 

Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados, ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção dessas escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc. Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal.

 

Reservando aos pequenos agricultores o fornecimento da alimentação dessas escolas, haveria um crescimento do mercado interno oriundo da renda desses agricultores, além de mantê-los em suas terras. Tenho certeza que o tomate não estaria tão caro! Não se faz necessário deduzir que haveria um crescimento, também, na construção civil. Por favor, esse é o trem bala que o Brasil necessita. 

Publicamos, aqui, em nosso blog: UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.

  Concordo.

  Na verdade, já propus algo bem perto disto. Um 'PAC para a Educação', em moldes muito parecidos com o que você propõe. 

  Note que a educação em tempo integral (mesmo que não nas condições ideais) já está sendo patrocinada pelo governo.

  Não sei se a federalização é a solução, mas é claro que o fato de que a Educação básica é responsabilidade de municípios e estados dificulta muito qualquer ação sistêmica.

   Eu sugiro que você proponha estas ideias diretamente à Presidenta, no seguinte site:

   https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/  

Nikola,

"Não sei se a federalização é a solução".

Há mais de ano que publico, com revisões, esse tópico.

Antes, eu propunha um país unitário como premissa para um plano como esse. 

Tenho, aqui, um tópico: PAÍS UNITÁRIO.

O único meio de termos uma educação homogênea em todo o país; com qualidade padronizada em todas as regiões, facilitando a fiscalização da CGU; é dentro de um país unitário (como proponho) ou com a federalização.

Interessante! As pessoas que pensam como você sugerem que eu envie para a Presidenta.

Começo a pensar no assunto!

Como você tem esse sentimento de que para mudarmos o Brasil a prioridade é a educação, peço que leia e comente, onde necessário, o texto completo. Talvez precise retocá-lo.

Agora, o sucesso só é possível, caso o projeto seja esse ou mais audaz.

Nikola,

Rogério,

O primeiro e o maior problema da educação é de conceito. O que que é educar, mesmo?

O segundo, em menor grau, mas muito importante para o conjunto, que país queremos?

O terceiro e último problema se resolverá após conceituado os dois primeiros, porque então veremos se é dinheiro ou gestão que está faltando.

A falta de recursos para a instrução é notória, a falta de interesse pela instrução também e o modus operandi dos gestores do complexo escolar lamentável - com raras e honrosas exceções. Todo operário que não tem a tranquilidade financeira para as necessidades básicas, tem seu desempenho operacional diminuído, pois emprega parte de seu tempo com outros pormenores fora de sua área de atuação principal. E, os professores, como nenhum outro operário, teria que ter livre o cérebro para se dedicar integralmente a ministrar a instrução. Suas ferramentes são essencialmente mentais e não depende só de  transferir conhecimentos adquiridos, mas de resolver imprevistos e administrar diversidades, o que requer uma preparação constante e contínua de sua carreira. No meu entender há de prosperar um redesenho e remodelagem de conceitos e principalmente retirar o ranço dogmático e doutrinário das escolas.

Falou....

Em UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL; publicado, aqui, no FÓRUM, com a federalização de toda educação pública; prevejo não só investimento como gestão e preparação do professorado.

O ensino tem que ser integral, no tempo e no conceito. 

O Brasil não terá futuro sem essa mudança radical!

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