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Obra em Desconstrução da Economia Global: Martin Wolf pede solidariedade "mui amiga".

Caro leitor,

Martin Wolf pede solidariedade dos países superavitários e diz: "estamos junto nessa". Eles, os países ricos, são "mui amigo", voces não acham?
Vejo uma longa travessia nessa obra em desconstrução global, evoca a diferença abissal entre as frases de Churchill e Caetano.
De "sangue, suor e lágrimas"
Para: "samba, suor e cerveja"

O artigo do Martin Wolf, online ontem a noite no FT, pucha a corda para outro patamar e preocupação, alerta de um possível "fim de jogo" (endgame), ou seja a similaridade com a depressão dos anos 30's entrou na alça de mira de vez.
As assimetrias globais entre os países que tem reservas, enumera alguns, entre os exportadores de petróleo, mais China, Alemanha e Japão, somam 83% do superavit global.
Enquanto os países com grandes défict, sita seis: EUA, UK, Itália, Espanha, França e austrálias, com soma negativa de 70% do défict global.

E pergunta: So where are we now? (em que pé estamos agora?)

Martin Wolf Says Big Stimulus Programs by Big Debtor Countries Will End in Tears
(Wolf diz que programa de grandes estimulus para países com grandes défict vai terminar em choro)

Tem que ler o artigo, esse resumo não traduz o todo, mas esse castelo de carta, ou de areia com eles chamam, está complicado para decifrar, sei não, as chances da esfinge nos (a todos) devorar está aumentando.


Global imbalances threaten the survival of liberal trade
http://www.ft.com/cms/s/0/027b1efc-c0a4-11dd-b0a8-000077b07658.html

Até o tio sam também está fazendo a mesma pergunda:
Em que pé estamos com o déficit ?

Vídeo da ABC com resumo dos déficit, chegando na casa dos U$10 Tri e o Krugman dizendo que se pode chegar a mais U$ Tri, mas que não gostaria de falar sobre isso.
http://econvideo.blogspot.com/">http://econvideo.blogspot.com

Wednesday, December 3, 2008: Naked Capitalism
Martin Wolf Says Big Stimulus Programs by Big Debtor Countries Will End in Tears
http://www.nakedcapitalism.com/2008/12/martin-wolf-says-big-stimulu...

Quem viver verá
Sds,


(No original da FT tem os gráficos)
http://www.ft.com/cms/s/0/027b1efc-c0a4-11dd-b0a8-000077b07658.html
Global imbalances threaten the survival of liberal trade
By Martin Wolf, Published: Dec. 2 2008 19:24

The world has run out of willing and creditworthy private borrowers. The spectacular collapse of the western financial system is a symptom of this big fact. In the short run, governments will replace private sectors as borrowers. But that cannot last for ever. In the long run, the global economy will have to rebalance. If the surplus countries do not expand domestic demand relative to potential output, the open world economy may even break down. As in the 1930s, this is now a real danger.
.....

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Respostas a este tópico

Caro José Oswaldo ,

Os americanos compraram o que não precisavam com o dinheiro que eles não tinham. Para manter o cassino financeiro funcionando e fora dos olhos e vozes dos críticos, o pessoal de Wall Street e da City subornaram a população, com juros negativos e empréstimos ruinosos. Ou seja, subverteram a lógica da boa administração de recursos e investimentos.

Quando o Martin fala : "Martin Wolf Says Big Stimulus Programs by Big Debtor Countries Will End in Tears" é porque ele acha, como eu, que estão jogando gasolina no incêndio para apagar o fogo, se você insiste em financiar consumo desnecessário com dinheiro emprestado e deixa de poupar para fazer investimentos, pode ter certeza de que tempos difíceis advirão.

Agora o que ele não fala e eu falo, é que existe a necessidade de um movimento muito coordenado para que isto possa acontecer e que em um sistema fechado, onde a riqueza não está sendo destruída, mas apenas trocando de mãos, a resultante deste movimento é o açambarcamento total de todas as riquezas do planeta nas mãos de uns poucos a uma velocidade inimaginável. Pode-se falar, sem medo, sobre a criação de um Estado Mundial, com uma moeda universal e um governo único central totalmente oculto dos habitantes. A alternativa para isto seria uma Guerra Mundial, não sem razão corre solto hoje um boato de Guerra Atômica.

O Brasil precisa agir rápido e coordenado com outras nações em igualdade, o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Um plano estruturado, pode ser um que use a minha teoria tri-dimensional econômica, seria suficiente para abrir o diálogo e negociar uma solução mais vantajosa.
Caro Alexandre,

O bicho tá pegando, 2009 já era para os EUA e o governo aqui continua esperando Godot.

Sabe quem está ficando desesperado, assustado, com medo sobre o estado geral da economia em 2009?

Pois nada mais nada menos que o Nobel de conomia desde ano, Paul Krugman.

Ao invêz de traduzir o texto dele, invoco uma cena para descrever o momento atual, comum em desenho animado, que dura frações de segundos: o personagem está correndo no alto de uma montanha e derepente ele descobre que ultrapassou a ponta do penhasco e está flutuando no ar e as nuvens aparecem ao seu lado no enquadramento, e então, tam, tam, tam, tam, o que vai acontecer depois?

Essa cena traduz o post que ele colocou a pouco. E o que ele acha ?

I’ve been ruminating over economic prospects for next year, and I’m getting scared.
(...) So here’s what I’m wondering: will it, in fact, even be possible to pull the economy out of its nosedive before unemployment goes into double digits? I’m starting to wonder.

Ele acha o que o Stiglitz, o Roubini, o Wolf estão achando: Sai de baixo porque lá vem madeiiiiiira.
http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/12/04/worries-about-next-year/

O ano de 2009 já era para ele, são favas contada, dias atrás ele disse que recessão pode ir até 2011.
E aqui, o governo da politica econômica do pão (mofo) com mantega (azeda), continua esperando Godot.

E La Nave Vã
Sds,
Caros Debatedores,

Vejam, esse vídeo é uma pérola para mostrar como a América vem (vem de longe) andando fora da realidade, o que esse analista, Peter Schiff (site com artigos e vídeos), falou nos ultimos dois anos sobre a crise que vinha e iria chegar violenta, desde dez-06, observa com as demais pessoas que aparecem nos vídeos, menospresa e ridicularisa a opinião dele. Para a maioria das pessoas fica difícil realmente saber quem falava e fala a verdade, precisa conhecer quem é quem. o sistema é feito de tal forma que se montam um espetáculo que mascara a realidade para a maioria das pessoas, pois o castelo de areia esta desabando faz anos, a dicotomia com a realidade é tamanha, que somente agora se admitiu que estão em recessão desde Dez.-97, ou seja, todo esse tempo para admitir a recessão oficial.

Peter Schiff Was Right 2006 - 2007 (2nd Edition) (Vídeos com vários trechos da FoX, MSNBC, etx, 9:59 min.)
http://www.youtube.com/watch?v=2I0QN-FYkpw&eurl=http://www.medi...

Vídeo dele falando sobre seu livro, amazon:
Crash Proof: How to Profit From the Coming Economic Collapse (Lynn Sonberg Books)
http://www.amazon.com/Crash-Proof-Economic-Collapse-Sonberg/dp/0470... (3:56)

No site:http://www.europac.net/#
O Comentário econômico semanal dele, de 1 de Dez. não poderia ser mais direto:
Um trecho: "A short-run reduction in GDP is a sacrifice we must be willing to accept. If we swallow this medicine now, in the long run we will have a sustainable rise in GDP as higher savings leads to increased capital investment, greater productivity, and eventually a lasting increase in consumption".
Cnfira o todo.

Sds,
Caro blgogueiros,

Como anda a situação do casamento da "AmeriChina"?
O casamento que representa, em grande medida, o contorno de equilibrio de forças no jogo global.
É também o casamento em que um trabalha e faz poupança e o outro gasta mais do que ganha. Pode não ser o ideal em se tratando de países, mas que parece ser a fórmula da maioria dos casamentos, isso parece. Se o seu não se enquadra nesse espectro, pode ser um ponto fora da curva.

Se especula que, casamento entre países não se sustenta no longo prazo, mas como disse J. M. Keynes, "no longo prazo estaremos todos mortos".

Precisamos nos capacitar com estratégias de criar e ocupar espaços no cenário global, seja com casamentos de interesses e-ou, como amantes profissionais.

Se eles estavam meio bicudos, estão voltando a mesa, confiram:

“Be Nice to the Countries That Lend You Money”
(Seja respeitoso com o paí que lhe empresta grana)
http://www.theatlantic.com/doc/200812/fallows-chinese-banker

China is starting to sound like a normal creditor country
(China começa a demonstrar normalidade como país credor)
Posted on Thursday, December 4th, 2008
By bsetser
http://blogs.cfr.org/setser/2008/12/04/china-is-starting-to-sound-l...

3rd UPDATE: China, US Open Talks But Breakthroughs Unlikely
(china abre negociações com US, mas pouco provável com acontece grandes novidades)
Thursday December 4th, 2008 / 13h09
http://www.easybourse.com/bourse-actualite/marches/-rd-update-china...

Sds,
Oswaldo

Não sei se você já leu o artigo The Triumphant Return of John Maynard Keynes, de Joseph Stiglitz. Destaco algumas passagens:

“We are all Keynesians now. Even the right in the United States has joined the Keynesian camp with unbridled enthusiasm and on a scale that at one time would have been truly unimaginable”.

“For those of us who claimed some connection to the Keynesian tradition, this is a moment of triumph, after having been left in the wilderness, almost shunned, for more than three decades. At one level, what is happening now is a triumph of reason and evidence over ideology and interests”.

“The neo-liberal push for deregulation served some interests well. Financial markets did well through capital market liberalization. Enabling America to sell its risky financial products and engage in speculation all over the world may have served its firms well, even if they imposed large costs on others”.

“Today, the risk is that the new Keynesian doctrines will be used and abused to serve some of the same interests. Have those who pushed deregulation ten years ago learned their lesson? Or will they simply push for cosmetic reforms – the minimum required to justify the mega-trillion dollar bailouts? Has there been a change of heart, or only a change in strategy? After all, in today’s context, the pursuit of Keynesian policies looks even more profitable than the pursuit of market fundamentalism!”


Cordialmente,

Rodrigo
Caro Rodrigo,

Muito bem lembrado o artigo, vindo do economista que é considera o número um entre eles, os economistas, o Joe Stiglitz (ele me lembra Celso Furtado), como o James Galbraith, o Paul Krugman e outros na mesma linha, sem considerar os mais a esquerda do espectro deles, como Michael Hudson por exemplo, será por quê, por quê será que não estão no governo do Othelo americano do Obama? (Você deve estar acompanhando, já pegaram o cara lá pela raiz, antes mesmo de tomar posse).

O que mais salta aos olhos ao sul do equador, é o Lula e sua trupe, esperando Godot.

teremos tempo quente a frente, mas fazendo um paralelo com uma frase do Caetano, "o avesso, do avesso, do avesso, do avesso", que no fundo é a própria coisa, com a iniciativa, a mobilidade e ação do governo Lula na crise, seria e está sendo, o atraso, do atraso, do atraso, do atraso, que no fundo é o atraso a quarta potência, ou o atrasado ao quadruplo, para não dizer outra palavra.

Eu não vejo futuro nessa cópia do quadro de partido único feito os ameircanos, tal qual os petucanos, precisamos virar essa página. A eleição será daqui a dois anos e a fórmula já está pronta por eles, ou Serra, ou Dilma, no way, vale lembrar as palavras do gaucho Leonel de Moura Brizola, "nós temos luz própria". Como paulista, somos mais que conservadores, um locomotiva que leva o país para trás com essa elite oligárquica secular e que continua no século XX com o sindicalismo manso, precisamos de revolução de idéias e de ações.

Rodrigo, me desculpa aí o desabafo aqui, você me fez uma boa dica de leitura e eu, sei lá o que deu, soltei a madeira no quadro triste que temos, mas apesar dos pesares, a gente vai levando, bom natal prá você.

Sds,
Oswaldo

Está tudo bem. O Brasil é complicado mesmo. Já li muito sobre o assunto e penso que se trata de um caso típico de país que se recusa a ocupar o status de potência, mesmo que emergente ou de segunda classe. Pode-se dizer que “as elites” têm sua parcela de responsabilidade histórica. Certamente.

O clássico livro Formação Econômica do Brasil (1959), de Celso Furtado, ainda é rico em reflexões. As brechas foram e ainda são abertas para o Brasil constantemente pelos processos históricos. Por que não temos aproveitado efetivamente tais oportunidades para desenvolver o nosso enorme potencial como nação?

A Companhia das Letras vem republicando livros de Celso Furtado. Destaco Criatividade e Dependência na Civilização Industrial. Trata-se de um livro muito importante. Creio que vivemos um interessante momento de triunfo da razão sobre a ideologia do mercado auto-regulado e os interesses particulares vinculados.


Um abraço e feliz Natal para você e sua família,

Rodrigo
Prezados amigos,

Seit den 70er Jahren gerät das Streben nach Wirtschaftswachstum und Wohlstand in Konflikt mit Umweltschutzbelangen. Eine neue Weltanschauung artikuliert sich, die sich gegen die Idee des unbegrenzten Fortschritts und des unbegrenzten Wachstums wendet. Sie begreift den Menschen als Teil eines globalen Ökosystems, dessen Gefährdung zugleich auch die menschliche Existenz bedroht. In der Bundesrepublik entstehen zahlreiche Umweltinitiativen, die angesichts einer auf Wachstum ausgerichteten Wirtschaftspolitik eine Vernichtung der natürlichen Lebensgrundlagen fürchten. In der DDR hingegen wird der Widerspruch zwischen Ökonomie und Ökologie von der Staatsführung ignoriert.

Der deutsche Begriff "Umweltschutz" als die wörtliche Übersetzung des englischen Begriffs "environment protection" kommt Ende der 60er Jahre auf, als in beiden deutschen Staaten die Umweltproblematik als neues Politikfeld entdeckt wird. Die Politik reagiert damit auf die fortschreitende Umweltbelastung, die mit dem hohen Industriewachstum verbunden ist. Der Aufbruch in der westdeutschen Umweltpolitik unter Bundeskanzler Willy Brandt kommt jedoch schon bald ins Stocken. Unter dem Eindruck der Ölkrise und der Weltwirtschaftskrise haben ökonomische Fragen in der Politik noch Vorrang vor denen des Umweltschutzes. Erst in den 80er Jahren wird der Stillstand in der westdeutschen Umweltpolitik überwunden, der Umweltschutz als wichtige öffentliche Aufgabe anerkannt.

Früher als in der Bundesrepublik erfolgt in der DDR der Aufbau differenzierter Umweltinstitutionen und eines relativ umfassenden Umweltrechts, doch wird das umweltpolitische Instrumentarium nicht entsprechend seinen Möglichkeiten eingesetzt und angewandt. Für die Staatsführung der DDR hat die ökonomische Entwicklung grundsätzlich Vorrang vor Fragen des Umweltschutzes. Vor allem die einseitige Ausrichtung auf die einheimische Braunkohle zeigt verheerende ökologische Auswirkungen. Der chronische Rohstoffmangel sorgt allerdings, verglichen mit der Bundesrepublik, für eine günstige Bilanz bei der Wiederverwertung von Industrie- und Hausmüll.

Bürgerinitiativen und Umweltverbände nehmen seit Ende der 70er Jahre zunehmend Einfluß auf die Gestaltung der westdeutschen Umweltpolitik. Auch in der DDR sammeln sich vor allem unter dem Dach der evangelischen Kirche Umweltgruppen, die sich mit der ökologischen Situation in der DDR befassen. Die DDR-Führung reagiert auf das umweltpolitische Engagement mit Repressalien gegen die Mitglieder der Ökobewegung. Informationen über die tatsächliche Umweltsituation werden zurückgehalten, seit 1982 gelten Umweltdaten quasi als Geheimsache.

Abraços e Feliz Natal.

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