Durante o governo Lula, a UNE e seus dirigentes tiveram todo o apoio para fortalecer a história entidade de defesa dos direitos não apenas estudantis, mas acima de tudo da Cidadania. Inclusive apoio financeiro, é mais do que chegado o momento para a UNE mobilizar o movimento estudantil para defender e apoiar não apenas a Dilam, mas acima de tudo, os valores democráticos que historicamente a entidade defendeu.

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Realmente tenho notado que a UNE anda meio ausente do debate político atual...
Porém convém lembrar, que a classe estudantil de nível superior, em sua maioria, é composta por pseudos intelectuais que não admitem serem governados por um nordestino semi analfabeto........Mas ao mesmo tempo elegem tiririca,clodovil,etc..é complicado...
No site da UNE sequer há menção à campanha politica de 2010. Só um link sobre reunião de movimentos sociais e o 2.° turno
É, o que me parece é que a UNE se burocratizou e perdeu a combatividade.
Pois, é.
Marcelo
No meu entender a Une assim como outras tantas entidades de classe nao apenas hoje, porem sempre teve alguem atras servindo nao apenas de indutor mas de financiador das acoes em que tiveram metidas.
Hoje podemos dizer que nao existe ninguem fazendo esse financiamento e inducao dessas acoes, assim a sociedade de maneira geral sente falta dessas acoes e a Une fica com essa aparencia de apatia.
Apenas para exemplificar e nao ficarmos no vazio sem um exemplo mais concreto, nas acoes contra o governo Collor, o movimento caras pintadas, voce nao cre na existencia de forcas externas a Une que alem de financiar tal campanha a induziu aquela mobilizacao ?

abracos , otimo final de semana
Eu já fiz parte do movimento estudantil , justamente na época do Forra Collor, e sei que, o movimento dos cara-pintadas só foi possível pq a classe média e a mídia tb estavam contra o Collor, caso contrário, tal movimento não seria possível.

Abrçsss
Com certeza sebastião,vc tem toda razão...
Justamente devida a pouca identidade política dos estudantes,estes sempre foram induzidos por forças.
Abraço
Na minha época de faculdade, entre 99 e 2003, portanto, todo o segundo governo FHC, pude perceber que a UNE (que sempre foi de classe média) se tornou uma fábrica de carteirinhas. O movimento estudantil em minha faculdade, a UFF, estava mais interessado em derrotar os oponentes do que construir e discutir uma proposta de mudança da sociedade.
A liderança estudantil era toda de classe média e morava na Zona Sul do Rio - o que não é nenhum demérito - mas, é mais fácil e cômodo ser "revolucionário" quando as determinações econômicas - para usar o bom e velho Marx - não nos aflige.

Abrçsss
Gente boa, com licença,

Não parece boa política usar escopeta pra tirar carrapato do cachorro. UNE é, pretende ser e tem que ser entidade de múltiplas atribuições nas relações entre estudante, instituição de ensino, governos e sociedade. Medeia confluências de pautas e conflitos de entendimento sobre atuação e participação, inclusive nos rumos do projeto educacional e no papel social das universidades, desde a relação entre função do conhecimento até o uso do conhecimento na intervenção concreta na sociedade que a produz e mantém.

Por isso UNE será sempre saco de pancada, caixa de ressonância dos fluxos e refluxos do meio em que existe e atua. Burocracia administrativa e organização política caminham juntas. A face da UNE é a face do estudante que passou pelo desmantelamento total do conteúdo de educação pública que oito anos de governo federal e dezesseis anos de governo estadual tucanos se embuíram como missão consciente dentro do plano maior da euforia neoliberal com diretrizes formuladas a partir de teóricos terceira-via que ocuparam as universidades e academias da Europa e Estados Unidos.

UNE e educação pública são indissociáveis. O pertencimento a uma coletividade, como parte de equipamento público, promove a liga que solidifica a organização interna estudantil e a harmonia da interação com professores e instituições. É trabalho político, de politização interna e ação política externa. Qualificações como "pseudo intelectuais" ou "fábrica de carteirinhas" são reducionistas e cumprem exatamente o objetivo pretendido de desqualificação que vem sendo levado a trote, desde os governos militares até a primado do reacionarismo civil tão bem representado pelos aparelhos da mídia corporativa e pelos partidos da social-democracia (nem vamos mencionar os francamente de direita, que esses pelo menos são sinceros e claros).

Listo alguns fatores: A imposição de uma idéia de saber compartimentado e especializado dilui a noção da universalidade e da dialética que dá sentido à própria expressão Universidade; a martelação sistemática contra o humanismo crítico/contestador (todo mundo começa pseudo-intelectual, alguns se tornam intelectuais, alguns seguem pseudos e apedrejam); a pulverização de campi do ensino privado, alocados em bairros residenciais, sistema delivery de um serviço a mais ao consumidor, como entrega de pizza ou fitas de vídeo, dificulta a Reunião, que é fundamental à União (reivindicatória, questionadora, agregadora); a venda em todos os planos da sociedade de que saber deve estar ligado a fazer imediato, à utilidade social prática, à função específica - daí o grande mote do ensino profissionalizante e do incentivo à formação de gerentes, administrativos, especialistas, em integração bilateral com um mercado de trabalho que supostamente congrega/produz diretrizes de ensino e formação /didática-cultural; a alienação gradativa dos setores jovens da sociedade, uns porque enxergam educação como via de escape das dificuldades econômicas do cotidiano, outros porque caem nas esparrelas da conversa fiada direitista de que o papel do estudante é só estudar.

Pra não perturbar a paciência dos amigos, a UNE é essencial, mesmo quando em refluxo, e deve retomar com toda força aquilo que (no momento histórico atual) lhe dá sentido: O ensino público universalizante e gratuito a partir da educação fundamental, o debate político exaustivo de temas gerados de dentro da própria universidade e não pautadas por interesses interesseiros externos, o apoio à organização fortemente política de sua direção, a formação política como prática intrínseca ao saber específico e a sentido libertário da agregação como fator de trocas culturais e humanistas.

A UNE tem seu caminho próprio, independe de Dilma ou Serra ou Ratzinger, a não ser em pontos de identidade programática circunstancial e pragmática. A política da UNE é forçar todas as barras e não se encolher em épocas de reacionarismo liberal. A UNE deve ser socialista, sempre, enquanto estudantil, enquanto jovem, enquanto livre; porque UNE é o coletivo.
Caro Liu, concordo em parte com alguns pontos levantados por vc. Como o fato de que o governo tucano depauperou a educação nacional, que por sinal nunca foi das melhores. Tb estou de acordo com am importância da UNE enquanto instituição democrática.

Mas, permita-me discordar em alguns aspectos, como a idéia de que a UNE tem seu caminho próprio. A principio está correta a avaliação, mas, acredito na Lei de Sólon, que na Grécia clássica, reputava como infame quem não tomasse partidonas disputas politicas.
E como vivemos um momento crucial para o futuro do pais, e temos uma disputa com dois projetos de país totalmente opostos, creio que um "caminho próprio", no mínimo seria sinônimo de ausência do debate politico. E isto a UNE nunca fez, no momento em que ela foi chamada a se posicionar, no caso especifico, durante a Ditadura Militar.

Vivemos hoje um momento semelhante, as forças progressistas - independente de partido - e conservadoras - ou pior, regressistas - estão em embate, não podemos assistir sem nada fazer.

Ficarei por aqui, por enquanto, para não ser entedioso.

Abrçssss
Depauperar foi meio caridoso de sua parte. Penso eu que o termo que expressaria melhor seria "chacinar", "trucidar" ou "matar no ninho".

E segundo minha impressão, UNE está majoritariamente em apoio a Dilma, como MST, como movimentos de base. A tal identificação circunstancial, tática, pragmática.

Educação pública nacional foi das melhores, posso te assegurar. Não foi perfeita, mas era o limite da consciência-limite. Escola particular era pra quem não conseguia atingir os níveis de excelência exigidos numa escola pública, da primária à faculdade. Essa inversão de hoje (lembra da frase Paulo Maluf? "Professora tem que ser bem casada". Começou dali...), essa mitologia da ineficiência do Estado em serviços essenciais - que cabem ao Estado - é pra vender matrículas, planos de previdência privada e transporte coletivo privatizado.

Sobre referência à democracia (ainda aristocrática) de Sólon, legal, mas referência, não? A tal da consciência-limite exacerbou-se desde 600 a.C...

Sobre o posicionamento da UNE durante a ditadura militar, realmente não entendi o que você quis dizer. Era o ME em si, não? Foi proscrito, posto em clandestinidade, suas lideranças presas, torturadas ou integrando-se à luta armada. O que você esperava mais sobre posicionamento? Não pintaram as caras e foram a convescotes marcados pela Globo. Morreram anonimamente ou sobreviveram cheios de traumas (pergunte à Dilma). A mídia escondia os caras (como eles se escondiam desesperadamente), não os apresentava como peças publicitárias.

Sobre os dois projetos de país "totalmente opostos"... Bom, não vamos jogar gasolina no fogo. Há prioridades, me parece. Mas recomendo que leia um tópico do Paulão K que tá rolando aí. Concordando ou discordando, é tomada de posição, sem medo nem chapabranquice.

Força regressista é a que dificulta a manifestação popular organizada, abafada pelas mídias burguesas, é a que favorece a "eternização" suavizada do capitalismo, da exploração, da ignorância e da miséria. Não importam siglas ou discursos.

UNE é debate sobre formulação de vias ao conhecimento, da função do saber e dos caminhos à liberdade. Nada a ver com política partidária em si, como projeto de ação e existência.
Minha referência à ditadura militar é que quando a UNE (instituição) foi chamada a se posicionar frente a reacionarismo e lutar em prol das forças democráticas, ela assim o fez. Naquele momento calar-se seria apoiar o que estava posto: a ditadura.
Creio que assim seria hoje - guardadas as devidas proporções.

Não li o tópico referido, mas quanto aos projetos politicos opostos, isto está claro. O próprio Serra diz isso.

Fiz parte do movimento estudantil durante vários anos, e pude constatar, em especial na primeira década do século XX, que a UNE se perdeu em disputas pelo poder politico meramente, e as preocupações de sua diretoria, boa parte de jovens de classe média, está descolada da realidade de nosso país.

Quanto à Atenas, o periodo democrático, considerado como o "século de ouro" foi o século V, não entendi sua referência.

Abrçsss

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