Para Jornal Nacional, ser operário é "punição dura".

Não estou aqui para julgar as estranhezas da Coréia do Norte. Mas nesta quarta-feira uma notícia do Jornal Nacional chamou a atenção: a FIFA está investigando uma suposta "violação aos direitos humanos" praticado pela Coréia do Norte, que teria "punido" os jogadores da seleção norte-coreana de futebol pelo vexame na Copa da África.

E qual teria sido a punição? Para os jogadores, ouvir um sermão, de pé, durante seis horas. E para o técnico, segundo o Jornal Nacional, a "punição mais dura" (sic): ser obrigado a trabalhar como operário na construção civil.

Curiosa essa filosofia que impregna a lógica do chamado "Mundo Ocidental" e que, ao que parece, o J.N. passou o recibo. E se a "punição" fosse, por exemplo, obrigar o técnico a trabalhar como jornalista, comerciante ou professor ? Quais os limites que os "padrões sociais" impõem para julgar que exercer determinada profissão pode ser enxergada como humilhação ou punição?

Já vi essa história antes noutro telejornal, mas que, diferente do JN, foi passada acidentalmente ao público num vazamento de áudio: aquela dos garis que, segundo o apresentador, são "os mais baixos da escala do trabalho".

Confira no próprio site do J.N:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/08/selecao-da-core...

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