Ontem li pela primeira vez as famosas pérolas do ENEM e acabei me perguntando se aquilo era realmente verdade ou fruto de uma mente desocupada e viciada em internet? Já parei de estudar a algum tempo para criar os filhos e não passar essa obrigação para as empregadas domésticas que hoje além de lavar passar e cozinhar precisam educar nossos filhos.mas...voltando ao assunto,estar fora da sala de aula não significa que sou burra descobri isso lendo as tais das pérolas, a pouco tempo prestei o vestibular para história na UFF e saí de lá arrasada pois achei que precisaria voltar para a escola, então descobri que existe um oceano entre os alunos que prestam vestibular e a banca que elabora as provas. Num país onde a discução mais importante e o kit homofóbico precisamos saber se a maioria dos alunos que prestam vestibular tem chances de disputar uma vaga com quem investe 5 mil reais em cursinhos pré vestibulares.Na minha opinião quem escreve " sero mano"(traduzindo:ser humano) não tem a menor chance de distutar com igualdade com os frequentadores de cursinhos pagos.Não troco meu nível cultural por nenhum deles e acho que vestibular virou um subterfúgio para os cursinhos virarem franquias de negócio. ou quem sabe tudo isso e criação de mente perversa que anda aqui pela internet...

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Respostas a este tópico

A maior parte dessas "pérolas" é inventada. Tem gente que adora depreciar os outros, sobretudo os mais humildes.

Andrea,

Quem escreve "discução" como você fez acima, não tem autoridade para criticar quem escreve "sero mano". Seria cômico se não fosse trágico.

Triste é você vir criticar ortografia de outra pessoa no Fórum. Isso é desrespeitoso e indelicado.
Em qualquer outra situação eu concordaria com você. Só que aqui foi a própria autora do tópico quem se escandalizou com alguém que escreve "sero mano". Quem tem telhado de vidro não joga pedra no vizinho.
Nao entendi o que ela disse assim. Ela estava falando sobre a diferença de chances entre quem tem pior escolaridade, e quem tem muitos recursos para bancar colégios caros.

AnaLú,

 Também foi essa minha leitura do post da Andrea. E concordo com a tese básica: muitos vestibulares são apenas uma forma de alavancar a existência de cursinhos preparatórios. É por causa disso que existe essa reação tão pesada ao ENEM, que, apesar das falhas, vem tentando introduzir um novo conceito de vestibular e de ingresso no nível superior.

 O que não resolve o problema da qualidade do ensino público, ficórse. Que é uma questão estrutural que a gente já tá cansado (he he he, brincadeira, não me canso nunca disso) de discutir...

Mário

Agora indo para uma discussão mais técnica que é muito cara para mim.

 

Há uma falsa idéia que o ENEN dá outra forma de ingresso para o vestibular. Começo a discussão com a seguinte pergunta? Por que o ENEN é diferente do vestibular? O que faz uma prova nacional de habilidades múltiplas com questões baseadas principalmente na habilidade de leitura ser mais ou menos democrática que o vestibular.

O que acontece agora é muito pior, e justifico o por quê com exemplos práticos. Alunos de colégios de primeira linha do Rio e São Paulo, aqueles que a mensalidade está acima de R$1.000,00 por mês, até o advento do ENEN, quando queriam cursar medicina , por exemplo, tinham a possibilidade de concorrer em duas ou três faculdades. Bem agora eles conseguem concorrer em todas. O que acontece, como eles tem capacidade (econômica) de morar em qualquer estado do Brasil, eles procuram outras Universidades e ocupam os lugares dos locais. Exemplo típico está acontecendo na UFCSPA, que é considerada uma das cinco melhores do país, nesta Universidade 90% dos que ingressam são de fora do estado, e  todos de famílias abonadas do Centro Oeste.

 

Se produz mitos e através de descrições fantasiosas e doentias de seus idealizadores pensam que tudo vai ocorrer como acham que eles querem, não pensam nas sutilezas do processo e nem controlam os resultados.

 

O INGRESSO VIA ENEM É UM CRIME CONTRA EDUCAÇÃO, PORQUE ELE PRIORIZA OS RICOS.

opa tchê.... tomaste tererê estragado?

Volto a discutir isso depois com vc, mas achei sua conclusão meio absurda.

Mário, assino embaixo dessa análise do Rogério, e mais ainda da que ele faz abaixo. O padrao de questoes se tornou MAIS DIFÍCIL do que antes, mais dependente de hábito de leitura e conhecimentos gerais difusos.

Ana Lú

 

Todo mundo fala sobre o ENEM e ninguém olha a prova, fica tudo baseado no protocolo de intenções que os idealizadores desta prova indicam. Ninguém, mas ninguém mesmo, olha a prova e verifica se ela atinge o objetivo proposto. Por outro lado, já podia haver estudos comparativos sobre a eficiência do ENEM em "democratizar" o acesso da universidade aos alunos de baixa renda. Isto é extremamente fácil de fazer, as universidades geralmente faziam questionários socio-econômicos, era só cruzar o resultado dos vestibulares com o ENEM, por que ninguém o faz?

Mário

 

O ENEM não é um novo conceito de ingresso no vestibular coisa nenhuma, o ENEM é uma falácia que é vendida a população por pessoas que simplesmente não verificaram coisa nenhuma em termos de eficiência deste exame para possibilitar o ingresso de pessoas de poder aquisitivo menor.

 

Já com dois anos de ingresso via ENEM em diversas escolas públicas de bom nível poderiam fazer algum estudo sobre o perfil de ingresso dos alunos (ingresso e permanência) comparando com os anos anteriores. O que foi feito? NADA. Simplesmente pessoas inteligentes como tu, repetem o bordão que o ENEM é uma forma diferente de selecionar sem a mínima verificação de nada. O ENEM não é um teste de QI, escolhendo teoricamente os mais capazes sem levar em conta o seu treinamento inicial, primeiro que testes de QI, conforme demonstrado em diversos trabalhos leva em conta de uma forma e outra a escolaridade, e em segundo lugar ele é um teste de conhecimentos difusos, exatamente aqueles que pessoas com maior cultura o tem.

 

Poderia ficar escrevendo horas sobre o assunto, mas aguardo a resposta.

Rogério, AnaLú,

 Vou ter realmente que adiar essa questão para amanhã (que começa 0:00 hs, seja dito).

 Só queria deixar uma questão: vc acha que algum dia algum tipo de algum exame iria permitir a um aluno egresso da escola estadual de Vila Nova Cachoeirinha igualdade de condições com a Caboclinha, que estuda no melhor colégio de São Paulo (opinião da Cabocla, um pouco diferente da minha, apesar de ter tios professores e diretores de lá)?

 Será que isso é função do exame? Não, o ENEM não é teste de QI (que aliás há muito tempo não tem grande credibilidade em lugar nenhum, com exceção do Quem Indica, mas é outro papo), pretende, e talvez ainda não consiga, medir competências e habilidades, conforme descritos nos PCNs. E é baseado na Teoria de Resposta ao Item, que, ao que eu saiba, embasa também o PISA e aquele exame final do colégio nos EUA que esqueci a sigla. E aparentemente, ambos tem conseguido de alguma forma equalizar algumas diferenças, embora, jamais, em tempo algum, irão conseguir diminuir o fosso cultural que existe tanto aqui como lá.

 Prometo me aprofundar mais na questão da TRI, de que tenho pouco conhecimento. Mas a ilação de que o ENEM estaria provocando a entrada apenas de alunos de alto poder aquisitivo me parece ainda muito leviana. 

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