Pessoal, gostaria de fazer uma análise das mudanças políticas brasileiras - baseada nas mudanças dos políticos -, que busca superar o simples foco nos partidos. Ou seja, podemos fazer uma análise diferente da tradicional: Partidos de esquerda PSB, PDT, PCdoB, PT, Psol etc. Partidos do centro: PR, PRP, PV etc. Partidos de direita: DEM, PTB, PSDB etc. E, a partir desses dados avaliar o perfil do político brasileiro.

 

               Essa análise é superficial. Tem gente no PSDB mais à esquerda do que gente no PT. No PSB e PDT mais ainda. E o PPS, o que seria?

 

               Pretendo superar essa análise. Começarei dando um exemplo bem prático e gostaria que vocês me ajudassem com as experiências locais.

 

               Na minha cidade Pindamonhangaba (SP), uns 150mil habitantes, saiu em 2004 o prefeito Vito Lerário (PSDB) e entrou João Ribeiro (PPS), que se reelegeu em 2008.

 

Perfis:

 

Vito Ardito Lerário (PSDB)                             João Ribeiro (PPS)

Direita                                                          Centro-esquerda

Estilo coronel /autoritário                               Diálogo

Mínima visão de gestão                                  Visão de gestão da coisa pública

Política baseada no corpo-a-corpo                  Política ora ideológica, ora pragmática

Corrupção                                                     Combate estruturante - e não frontal - à corrupção

Sem projetos na área social                           Projetos e melhoras importantes na área social.

O poder pelo poder                                        ? (não sei)

 

Percebam que, se fizéssemos uma análise superficial, pensaríamos que não houve mudança. Saiu de um partido da oposição PSDB e foi para outro PPS. Mas, na realidade, muito se mudou.

 

Colaborem mandando suas experiências locais!

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Respostas a este tópico

Boa idéia, devemos nos afastar das generalizações.
Só que, continuando com essa lógica, chega-se à conclusao de que partidos nao sao importantes... Nao creio que seja uma boa conclusao.
Ou à constatação de que o personalismo é algo mais relevante sob as regras atuais.
Nem um, nem outro. Acho que no Brasil existe um MIX. O PCdoB e o PT, por exemplo, são partidos com forte união interna; já vários outros partidos não são assim. Nessa decisão sobre o pré-sal, por exemplo, o PMDB é mais estatista ou privatizante? não dá pra saber. O que acho é que está havendo uma revolução silenciosa, ou seja, políticos mais progressistas estão cada vez mais tomando o poder. Por isso gostaria da colaboração de vcs em nos contar as experiências de suas cidades.
Paulo, acho que a vitalidade do partido, como de fato há no PT, não minimiza o efeito de uma grande personalidade. Afinal, o Lula "descolou-se" com sucesso dos recentes problemas que o PT teve.

Mas discutindo a sua questão, digo que esse não é o caso da minha cidade, Santo André. Tivemos por cinco anos o Celso Daniel (que já tinha sido prefeito), um sujeito progressista. Por uma fatalidade (ou não), deu lugar ao João Avamileno, também do PT, mas com características completamente diferentes. Ele foi reeleito. No entanto, o PT perdeu a última eleição para uma figura nada progressita, o então vereador Aidan Ravin (PTB). Ele, por exemplo, nomeou, há alguns dias, um padre para a secretaria de inclusão social. Alguém que considero pouco indicado para uma secretaria que lida, por exemplo, com a questão LGBT.
Nem um, nem outro. Acho que no Brasil existe um MIX. O PCdoB e o PT, por exemplo, são partidos com forte união interna; já vários outros partidos não são assim. Nessa decisão sobre o pré-sal, por exemplo, o PMDB é mais estatista ou privatizante? não dá pra saber. O que acho é que está havendo uma revolução silenciosa, ou seja, políticos mais progressistas estão cada vez mais tomando o poder. Por isso gostaria da colaboração de vcs em nos contar as experiências de suas cidades.

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