Considero o fator previdenciário de uma injustiça atroz! Tem até um partido político usando isso na campanha. O pessoal insinua que o partido deles, uma vez eleito, vai mudar isso facilmente. As pessoas mal informadas acreditam nisso. Ingenuamente, achei que o Lula pressionaria os congressistas a mudarem isso. Como sabemos que isso não aconteceu, que tal tentarmos fazer algo a respeito? Confesso que não sei nem por onde começar...
Talvez porque não esteja pregando o suficiente ou para as pessoas interessadas nesse assunto. Vou agora mesmo ver se acho um site dele ou e-mail. Grata
A questão da injustiça previdenciária dista de centenas de anos,e nenhum governo,por mais vontade política que demonstre,na tentativa de mudar este staos quo,vai conseguir,pois a maioria do Congresso,não aprovaria,como não aprovou a tentativa desta dministração em muda-la,e assim caminhamos,aumentando acada ano o déficit previdenciário brasileiro,e mais dia menos dia,esta bomba "explodirá"pois a física ensina que quando uma situação extrapola o seu espaço físico,a tendencia é a explosão deste espaço,levando de roldão,tudo o que estiver à sua volta.
Somente uma profunda reforma previdenciária,criando novas maneiras de captação de recursos dos trabalhadores,para devolver-lhes no futuro,em forma de extensão de suas aposentadorias,como complemento,salvará o sistema previdenciário brasileiro.
A pergunto do leitor,sobre como começarmos este processo,seria por exemplo,cada cidadão fazer a sua parte,contribuindo com seus deveres,e exigindo que os seus parceiros nas transações,façam o mesmo.
Prezado Raí, não sei a que parceiros vc se refere e nem o que vc faz para viver. Eu sempre vivi de salário, contribuindo para a previdência, assim como meus empregadores. Em 1998, entretanto, o governo criou um fator previdenciário que reduz as aposentadorias, ou seja, mesmo que a pessoa contribua com dez salários (que são o teto de contribuição), não conseguirá receber o salário-teto pago pela previdência, que hoje é de R$ 3.200,00. A previdência só paga esse salário a quem se aposenta por invalidez. Essa situação atinge milhares de pessoas no país e eu pedi sugestões de como lutar e/ou ajudar na luta contra essa injustiça. Um abraço.
Sempre li que essa história do "déficit" da Previdência é empulhação, que é fruto de manobras contáveis que nao retiram do cálculo partes que nao deveriam constar dele.
O projeto de correção das aposentadorias para mim não servirá para corrigir as distorções. O problema principal está nas aposentadorias mais antigas que tiveram correções abaixo da inflação. Um projeto correto deveria antes de propor critérios de correção daqui para diante corrigir o que já foi feito.
Nao, Rogério, porque assim as injustiças vao acumulando. Primeiro é impedir que elas continuem e cresçam. Depois, reparar o que já foi feito. Se nao vira bola de neve...
É uma questão contábil, se reajustas todas as aposentadorias no mesmo nível inviabiliza a correção da mais antigas.
Por exemplo, aposentadorias mais antigas chegam uma defasagem de quase 70% enquanto as novas, mesmo com fator previdenciário a defasagem está em torno de 20% até 30%. Se corrigimos as aposentadorias nos últimos niveis, fica inviável a reposição dos mais prejudicados.
Eu não estou falando de reajustes de 10% ou 15% como se fala hoje em dia, estou falando em aposentadorias que o valor deveria ser mais do que duplicado.
Se pensarmos bem devería haver duas lutas independentes, uma histórica e mais urgente (não esqueça que essas aposentadorias com defasagens de 70% são de pessoas que se aposentaram há mais de 10 ou quinze anos, logo não tem muito tempo para esperar) e outra a ser levada pelos trabalhadores em geral para não criar o que foi criado.